A morte de Siqueira Campos

Euclides do Amaral, Minas
“Jornalista, ouço falar muito no acidente que matou um grande amigo de Prestes, quando foi visitá-lo na Argentina. Tenho 27 anos, não encontro notícia em lugar algum, recorro a você”.

Comentário de Helio Fernandes
Para começar, Euclides, não foi na Argentina e sim no Uruguai, Montevidéu. Os participantes da “Coluna” tinham um acordo: assim que Bernardes deixasse a presidência, em 1926, se internariam no país mais próximo. Prestes foi para a Bolívia onde trabalhou como engenheiro. Depois mudou para o Uruguai.

Foi lá que Siqueira Campos e João Alberto se encontraram com ele. Depois de três dias de conversa inútil, resolveram voltar. Tomaram um avião, um Latacoera da Condor, (mais tarde, Cruzeiro do Sul) que mergulhou no Rio Grande, logo depois de levantar vôo.

João Alberto, que não sabia nadar, se agarrou à asa do avião, foi salvo. Siqueira, campeão de natação do Exército (“fita azul”), resolveu nadar, seu corpo foi encontrado três dias depois, todo comido por peixes.

João Alberto fez uma bela carreira, (foi até dono e diretor de um jornal, que em 1932 lançou no Brasil os famosos quadrinhos), acabou fiscal de embaixadas no exterior.

Siqueira, (um dos sobreviventes dos 18 do Forte, em 1922), teria sido um dos grandes de sua geração.

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