A morte física e a morte cívica de Miguel Arraes

José Antonio:
“Helio, o fato de ter escrito sobre alguém quando era vivo (no caso, Arraes) não justifica escrever contra depois que ele morreu”.

Comentário de Helio Fernandes:
É a tua opinião, respeito tanto, que publiquei sem a menor hesitação. Mas no meu entendimento, se não tivesse escrito contra alguém vivo, aí sim, não poderia escrever depois do personagem morto. Seria covardia. Escrevendo antes e depois, mantenho minha opinião, convicção, constatação.

Além do mais, o senhor Miguel Arraes era um homem público, sujeito a glórias e infortúnios. A morte física dele não tem nada a ver com a morte cívica. A primeira, pertence inteiramente à família. A segunda depende do julgamento da História. Em alguns casos pode ser até consagradora.

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