A nova Chefe da Casa Civil, senadora Gleisi Hoffmann, é uma incógnita. Saiba quem é ela e qual a sua experiência político-administrativa.

Carlos Newton

Sua escolha surpreendeu a todos, pois o mais cotado era justamente o marido, o Ministro Paulo Bernardo, que comanda a pasta das Comunicações e desde a eleição de Dilma Rousseff havia sido cogitada para a Casa Civil.  

Gleisi Hoffmann está no início de seu primeiro mandato parlamentar. Mas sua experiência política nos bastidores é interessante. Quando jovem, era filiada ao PCdoB. Mas em 1988, quando Jorge Samek se elegeu vereador em Curitiba pelo PMDB, Gleisi foi assessorá-lo na Câmara, e ele depois trocou de partido e a convidou a ingressar no PT. No partido, ela fez carreira, foi Secretária Estadual de Mulheres, membro do Diretório Nacional e é a atual presidente estadual do PT no Paraná.

Em 1993, Gleisi recebeu um convite para trabalhar em Brasília, como assessora parlamentar no Congresso Nacional. Participou então da equipe de técnicos da Comissão de Orçamento e também colaborou com o Instituto de Cidadania, no projeto do governo Paralelo, comandado por Lula.

Em 1999, foi convidada a integrar o governo do Mato Grosso do Sul. No primeiro mandato do governador Zeca do PT, assumiu a Secretaria Extraordinária de Reestruturação Administrativa. Em 2001, com a eleição do prefeito Nedson Michelete, voltou ao Paraná para comandar a Secretaria de Gestão Pública da Prefeitura de Londrina, onde permaneceu por apenas oito meses.

Com a eleição do presidente Lula, em 2002, Gleisi foi convidada para trabalhar na Equipe de Transição do governo. Atuou junto com os ministros Antônio Palocci e Dilma Roussef no Grupo de Trabalho de Orçamento.

Em 2003, atendendo a convite do presidente Lula e do diretor geral da Itaipu Binacional, Jorge Samek, assumiu a Diretoria Executiva Financeira da empresa. Gleisi foi a primeira mulher a ocupar um cargo de direção em 30 anos de atividades da Itaipu.

Depois de mais de três anos de trabalho na Itaipu, deixou o cargo para disputar as eleições ao Senado Federal pelo PT, em 2006, mas não conseguiu se eleger, apesar de ter conquistado 45,14% dos votos.

Tornou-se presidente do PT no Paraná e, em 2008 candidatou-se à prefeitura de sua cidade natal, Curitiba, mas obteve o segundo lugar com 18,17% do votos.

Em 2010, disputou novamente o cargo de senadora, elegendo-se desta vez como a mais votada, juntamente com Roberto Requião, do PMDB. Pode dar certo na Casa Civil? Claro. Mas também pode dar errado.

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