A OAB acertou

Todos têm direito a advogado, até mesmo os que praticam o chamado “crime hediondo”. Como a história do Brasil tem mais golpes do que governos eleitos, isso é cumprido de forma intermitente. Mas é reconhecido nos mais diversos países.

Na Inglaterra vem do ano 1.100 (mil e cem), do Rei-democrata, João Sem Terra, que criou o julgamento pelo Tribunal do Júri, com 12 jurados e decisão por unanimidade. (Modificado no Brasil, que transformou em 7 jurados, e vitória ou derrota por 4 a 3, absurdo).

Nos EUA já existia a exigência do advogado, mas não estava na Constituição. A partir de “Emenda Miranda”, foi incluído: “O senhor tem direito a advogado, se não puder pagar, o Estado indicará um defensor público”.

O governador licenciado, Roberto Arruda, é réu confesso, desde que, chorando, renunciou ao Senado, para não ser cassado. Agora, repete a história. Mas tem direito a advogado.

Arruda não pode se defender sozinho, por dois motivos. 1 – É engenheiro, por isso começou a carreira como secretário de Transportes do próprio mestre, o corrupto, (ainda mais do que ele) Joaquim Roriz.

2 – Se fosse advogado, também não poderia fazer a própria defesa, incorreria na definição do maior advogado da história dos EUA, Clarence Darrow: “Um advogado que defende a si mesmo, tem um idiota como cliente”.

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