À PF, Luis Miranda diz que Pazuello relatou pressões e ameaças de Arthur Lira

Luis Miranda diz à PF que Pazuello relatou ameaças de Arthur Lira; veja vídeo Foto: Reprodução/O Globo

É impressionante o relato de Miranda à Polícia Federal

Paulo Cappelli, Natália Portinari, Leandro Prazeres e Julia Lindner
O Globo

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) relatou em depoimento à Polícia Federal, na semana passada, que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse a ele ter recebido pressão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para liberar recursos da pasta.

O Globo obteve o vídeo da oitiva do parlamentar, ocasião em que ele conta também que Pazuello teria dito que havia “sacanagem” no ministério desde que ele assumiu. A matéria completa traz também outros trechos do depoimento de Miranda.

UM DESABAFO – Em depoimento à Polícia Federal, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) descreve desabafo do ex-ministro da Saúde. “Ele (Pazuello) falou: ‘Sacanagem tem desde que eu entrei’”, disse o deputado à PF, no inquérito que investiga o caso Covaxin.

A conversa entre Miranda e o ex-ministro teria ocorrido no dia 21 de março, um dia depois de o próprio Miranda e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, terem levado ao presidente Jair Bolsonaro denúncias sobre a compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi suspenso em virtude das suspeitas de irregularidades. O depoimento de Miranda foi prestado num inquérito aberto para investigar se Bolsonaro prevaricou, ou seja, não tomou providências ao ser informado sobre as supostas ilegalidades na aquisição do imunizante

— Eu disse: “Pazuello, tá tendo sacanagem no teu ministério. Tem que agir, mermão”. Aí ele falou: “Sacanagem tem desde que eu entrei”. Com aquele jeitão carioca dele. Inclusive, ontem, eu fui no presidente e entreguei um negócio pra ele. É um absurdo. Se estiver acontecendo de verdade, é um absurdo você precisa cuidar disso.

RESPONDEU PAZUELLO – Miranda continua o depoimento contando o que Pazuello teria respondido:

— O Pazuello olha pra mim e diz assim: “Deputado, posso falar a verdade? Eu passei seis horas andando de helicóptero com ele (Bolsonaro) e consegui 10 minutos de atenção dele. Eu não consigo. Eu tenho coisas pra resolver com ele e, porra, no final do ano eu levei uma pressão tão grande que eu não sei exatamente como resolver. Uma pressão… um cara”.

Miranda relata então o que teria ouvido do ex-ministro da Saúde sobre Arthur Lira.

— (E eu perguntei) “Que cara? “O Arthur Lira, porra. O Arthur Lira colocou o dedo na minha cara e disse: ‘Eu vou te tirar dessa cadeira’, porque eu não quis liberar a grana pra listinha que ele me deu dos municípios que ele queria que recebesse. Ele bota o dedo na minha cara”.

Miranda relata então o que teria ouvido do ex-ministro da Saúde sobre Arthur Lira.

DEDO NA CARA — Miranda perguntou “Que cara?”. E Pazuello respondeu: “O Arthur Lira, porra. O Arthur Lira colocou o dedo na minha cara e disse: ‘Eu vou te tirar dessa cadeira’, porque eu não quis liberar a grana pra listinha que ele me deu dos municípios que ele queria que recebesse. Ele bota o dedo na minha cara”.

Durante aquela semana, Bolsonaro foi pressionado por integrantes do Centrão a trocar o ministro da Saúde. O presidente bateu o martelo sobre a substituição em 14 de março, uma semana antes do dia em que Miranda teria conversado com Pazuello.

— O presidente sabe disso? — teria questionado então Luis Miranda, de acordo com seu relato à PF, a Pazuello.  — “Lógico que o presidente sabe. Eu falei para o presidente”. Eu olhei para o Pazuello: “Você não tem noção do que tá falando, cara”. Ele falou: “Luis, Eu não durmo. Nessa semana eu tô fora. Eles vão me tirar, cara. O cara falou que ia me tirar”

DESESPERO DO MINISTRO – Depois, Pazuello teria desabafado sobre sua gestão à frente da pasta. “Você tem noção, Luis, o que nós fizemos pelo Brasil?” (perguntou Pazuello). E ele começou a contar toda uma história que ele materializou com mensagens que ele enviou depois. “Nós tentamos comprar EPI (matéria de proteção sanitária), não deixaram. Tentamos importar vacina antecipada e não deixaram. Tentei fazer contrato, mandaram cancelar o contrato”, narrando um caso que aconteceu lá atrás, que o próprio Palácio mandou ele cancelar o contrato. Que ele tinha agido antecipadamente. “E as bombas vieram tudo pra cima de mim. Todo mundo fala, o ministro da Saúde está errando. Cara, eu não consigo fazer. Eu tento fazer, e nego me barra”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Importantíssimo o relato do deputado Luís Miranda, que mostra o general Pazuello como um ministro que não mandava no ministério, pois era o Centrão, com Ricardo Barros e Arthur Lira, que tinha o comando de tudo. E a gente pensando que Pazuello era o chefe… (C.N.)

12 thoughts on “À PF, Luis Miranda diz que Pazuello relatou pressões e ameaças de Arthur Lira

  1. Pazuello era o chefe dos bundões!

    O BOZONAZILADRÃO DE COMISSÃO DE VACINAS É O MANDA CHUVA!

    Ele comanda a porra toda om com o Artur Lira e o Barros!

    Queriam meter a mão numa grana violenta!

    Se cavucar mais um pouquinho, vai aparecer o nome do Flávio. Esse FDP não fica de fora de uma grana preta dessas de maneira nenhuma.

    Vou dizer só uma coisa:

    SE O CHORUME DE SATANÁS NÃO CONSEGUIR SE REELEGER, VAI EM CANA SEM A MENOR SOMBRA DE DÚVIDA!!

    Temos que tomar muito cuidado com este FDP, porque vai tocar o terror e fará derramar sangue dos nossos irmãos brasileiros.

    ABRAM BEM OS OLHOS!!!

    JL

    • Fui fazer uma pesquisa; e vi o editor pedindo para você colocar o seu nome; para que seu “argumento” virasse post. Você nem respondeu á proposta do editor.
      Agora entendo qual sua função.
      Você não vive de uma aposentadoria de uma parente mulher. Se fosse só isso, você não estaria com tanto ódio; e tanto empenho para fazer a teta publica voltar á ser como era antes.

    • BIOGR\FIA DO PRESIDENTE DA CÂMARA, DEPUTADO ARTHR LIRA

      Fonte Wikipédia

      Operação Taturana

      Em 16 de Dezembro de 2011, o juiz Helestron Costa, da 17ª Vara da Fazenda Pública de Maceió, determinou o afastamento dos cargos públicos de Arthur Lira, na época Deputado Estadual, dos também deputados estaduais João Beltrão e Cícero Ferro, do prefeito de Roteiro, Fábio Jatobá, do ex-deputado estadual Celso Luiz Brandão, ex-prefeito de Canapi, e da filha de João Beltrão, Jully Beltrão, como desdobramento da Operação Taturana, deflagrada em 2007.
      Além disso, o magistrado decretou o bloqueio dos bens de todos eles.[17] No entanto, pouco depois o Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu suspender os efeitos de decisão após analisar os recursos impetrados pela defesa do parlamentar. O presidente do Tribunal, desembargador Sebastião Costa Filho, entendeu que Arthur Lira não poderia atrapalhar o andamento do processo.[18]

      Em 2012, Arthur Lira foi condenado pela 17ª Vara Cível de Maceió em uma ação civil de improbidade administrativa pelo mesmo caso.[19] Arthur era primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas e teria manipulado a folha de pagamento, fazendo descontos indevidos de cheques da Assembleia.[20] No entanto ele recorreu da condenação.

      Antes disso, em 2008 Lira já havia sido preso por obstrução da justiça. Ele estava afastado de suas funções na Assembleia Legislativa desde 17 de março pelo envolvimento no Caso das Taturanas, acusado de participar de um esquema de fraude que desviou R$ 280 milhões do legislativo, além de ter tido seus bens bloqueados. Haviam sido afastados junto com Lira os deputados Mauricio Tavares, Isnaldo Bulhões, Nelito Gomes de Barros, Edval Gaia Filho, Cícero Ferro, Cícero Amélio, Dudu Albuquerque e Antônio Hollanda Júnior.[21]

      Enriquecimento ilícito

      Em 2016, o jornalista Chico de Gois, do jornal O Globo, lançou um livro chamado Os Ben$ que os Políticos Fazem, que atinge diretamente Arthur Lira e seu pai Benedito de Lira. O livro traz 10 casos de políticos brasileiros que enriqueceram durante o exercício do mandato. Entre eles, levanta o enriquecimento de três filhos de políticos que, apesar de jovens, têm uma fortuna maior do que a de seus pais, que estão há anos na política. Além de Arthur Lira, foram citados João Henrique Caldas e Wilson Filho.[22][23]

      De acordo com a publicação, Arthur tinha um patrimônio declarado de R$ 79 mil no ano de 1996. Em 2006, após 10 anos, esse valor havia pulado para R$ 695 mil. Em 2010, após 14 anos e três mandatos (dois de deputado estadual e um de federal), seu patrimônio evoluiu para mais de R$ 2 milhões. Apesar deste crescimento, ele teria deixado de declarar bens como, por exemplo, um apartamento no bairro da Jatiúca, em Maceió. Junto com o pai, teria deixado de informar que são sócios na empresa D’Lira Agropecuária e Eventos, criada em 2007. O livro relata também as acusações de que o deputado foi integrante de um esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Alagoas, dentro da chamada Operação Taturana, pelo qual chegou a ser preso, identificado pela Polícia Federal como um político “sem limites para usurpar dinheiro público”, o que não o impediu de conseguir se eleger deputado federal em 2010.[24]

      Operação Lava Jato

      No dia 4 de setembro de 2015, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou denúncias ao Supremo Tribunal Federal contra o deputado federal Arthur Lira e seu pai, senador Benedito de Lira, por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato. Nas denúncias, Janot pede a condenação dos dois pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

      Durante as investigações, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou, em delação premiada, que repassou R$ 1 milhão, por intermédio do doleiro Alberto Youssef, para a campanha de 2010 ao Senado de Benedito de Lira. O valor, segundo Costa, teria saído da “cota” destinada ao PP no esquema de corrupção e seria decorrente de sobrepreços em contratos da Petrobras. No caso do deputado Arthur Lira, Youssef afirmou, também em delação premiada, que teria pago despesas de campanha do parlamentar em 2010. O doleiro também disse que soube que um assessor do deputado recebeu R$ 100 mil em espécie, mas que ele teria sido detido com o dinheiro no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ainda de acordo com o doleiro, o deputado recebia repasses mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil da “cota” do PP.

      Em relatório enviado ao Supremo, a Polícia Federal apontou ainda que o empresário Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, também afirmou em depoimentos de delação premiada que os dois foram beneficiados com dinheiro desviado da Petrobras. No dia 1º de setembro a PF já havia enviado relatório ao STF no qual apontava indícios de corrupção passiva dos dois parlamentares e pedia, como uma medida cautelar em procedimento separado, o afastamento dos dois dos cargos públicos.[25]

      Arthur Lira chegou a ser fotografado na portaria da entrada do prédio de Alberto Youssef, em São Paulo. Teriam sido duas visitas. Segundo o deputado, ele realmente esteve lá para tratar de doações para a campanha de seu pai ao Senado, em 2010. Naquele ano, enquanto arrecadava para Benedito, Arthur diz ter recebido um telefonema do deputado José Janene, então tesoureiro do PP.
      Janene marcou uma conversa com Lira no escritório de Youssef, identificando o doleiro apenas como “primo”. Lira diz ter ido lá sem saber que se tratava de um doleiro. Ao chegar lá, Youssef estava sozinho, sem Janene, e teria dito que seria difícil conseguir doações a Benedito: na sua avaliação, dificilmente conseguiria derrotar Renan Calheiros e Heloísa Helena na disputa por duas cadeiras no Senado por Alagoas naquele ano. O deputado diz que agradeceu o tempo e retirou-se.

      Semanas depois, no entanto, diz ter recebido um novo telefonema, em que Janene disse que a Construtora Constran doaria 400 000 reais para a campanha. Voltou ao escritório de Youssef mais uma vez, mas, segundo ele, só foi saber quem era, de fato, o doleiro anos depois.[26]

      Além dele, outros deputados foram gravados em frente ao mesmo prédio. Quatro companheiros de partido de Arthur, Mário Negromonte, Aline Corrêa, Nelson Meurer e João Pizzolatti, além de Luiz Argôlo (SDD) e o deputado cassado André Vargas (PT).[27]

      Em Fevereiro de 2016, O STF determinou o sequestro de bens de Arthur Lira e Benedito de Lira. O pedido partiu da Polícia Federal e foi endossado pelo Ministério Público Federal. O bloqueio alcança R$ 4,2 milhões. O deputado terá seus bens sequestrados até a quantia de R$ 2,6 milhões, enquanto que o senador até o limite de R$ 1,6 milhão. O sequestro patrimonial do deputado é maior do que o de seu pai porque as investigações apontaram que ele teria pedido, em 2011, R$ 1 milhão ao empreiteiro Ricardo Pessoa. O MPF pediu a condenação dos dois políticos pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e a devolução de R$ 7,8 milhões aos cofres públicos. Desse total, R$ 2,6 milhões são referentes à devolução dos valores desviados e R$ 5,2 milhões são referentes à reparação dos danos causados ao Erário devido à participação no esquema de corrupção da Petrobras.

      O procurador-geral Rodrigo Janot alega que Benedito e Arthur “auferiram vantagens indevidas de praticamente todas as formas observadas no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado à Petrobras”.[28]

      Carteira de habilitação vencida

      Em 2009 Arthur Lira teve sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) apreendida durante uma blitz no centro de Maceió por conta do feriado de Páscoa daquele ano, recebendo uma multa no valor de R$ 540. A carteira do deputado estava vencida desde outubro do ano anterior. O documento foi encaminhado ao DETRAN e o veículo só foi liberado após Arthur Lira conseguir uma pessoa devidamente habilitada para guiá-lo.[29]

  2. Prezadíssimo Sr. J.Rubens,

    Sinto lhe dizer que a única teta da qual eu vivo é a do meu trabalho.

    Jamais fui filiado a nenhum partido político em toda a minha vida.
    Juro pela saúde da minha queridíssima mãe que já nem anda mais de tão fraquinha que está.
    Não é vitimismo, é apenas um confidência….

    Não sou petista e jamais fui.

    Já fiz campanha para o Presidente Bolsonaro aqui mesmo na TI, e só!
    Porque só aqui? Porque é o espaço mais honesto e isento do Brasil disparado.

    Vou confessar novamente pro Sr. porque acho que não entendeu:

    TORCI MUITO PRO SR. BOLSONARO, SIM!
    MAS ME ARREPENDI!! MUITÍSSIMO!!!

    SERÁ QUE TENHO ESSE DIREITO OU TEREI QUE COMER CAPIM O RESTO DA MINHA VIDA?

    Sr. J.Rubens, de novo:

    PAREI COM O PRESIDENTE BOLSONARO NO MOMENTO QUE ELE NOMEOU O SR. AUGUSTO ARAS PARA A PGR, JUSTAMENTE POR ELE (ARAS) SER UM PETISTA NOJENTO, DE CARTEIRINHA ASSINADA E CARIMBADA!!
    DE LÁ PRA CÁ, PAREI COM O BOLSONARO COM FREIO A DISCO NAS QUATRO RODAS E ABS DE ÚLTIMA GERAÇÃO!!

    A PARTIR DESTE MOMENTO, O GOVERNO SE INFESTOU ​DE PETISTAS. ESTOU MENTINDO, Sr. J.Rubens?

    SERÁ QUE O SR. ME DÁ LICENÇA DE DESISTIR DESTE PALHAÇO?

    Despeço-me com o máximo respeito e cordialidade que o Sr. merece.

    Atenciosamente,
    José Luis.

  3. Eu e minha mulher
    prefimos rezar,
    pedir ao salvador
    para o nosso presidente levar
    o quanto cedo puder.
    Que vá pro céu ou pro inferno
    Mas antes do fim do inverno.

    Os versos e a rima são pobres, mas a intenção é nobre!

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