A preocupação de Sérgio Cabral com a politicalha rasteira do Estado do Rio faz com que não tenha tempo para cuidar da tragédia. Agora, só pensa (?) na presidência da Alerj.

Helio Fernandes

A ansiedade maior do governador é com a presidência da Alerj. Durante 16 anos esse cargo foi monopolizado por ele e Picciani. Agora, sem a menor confiança, quer colocar no cargo Paulo Mello, que como não tem prestígio ou voo próprio, cumprirá as ordens do Guanabara-Laranjeiras.

Sergio diz que já houve acordo, tolice, quer ver se o outro candidato, Domingos Brazão, perde os eleitores. Só que na quinta-feira, ofereceu café da manhã para os deputados, no Hotel Windsor, Barra da Tijuca. Compareceram 25 dos 70 deputados, número expressivo. No início da semana, a partir de amanhã, outro café da manhã, no Hotel Guanabara, centro do Rio. As presenças, presumivelmente maiores.

Surpreendentemente, estão sendo “discutidas” a presidência da Alerj para o biênio 2011/2012, mas também o de 2013/2014. Motivo da antecedência: Sergio Cabral tem noção e certeza da impopularidade. Reeleito governador, seu caminho natural seria o Senado. Foi eleito quando eram duas vagas, em 2014 é só uma, sabe que não é para ele.

Será candidato a deputado, terá que sair 9 meses antes. O vice Pezão, também candidato a deputado, terá que fazer o mesmo trajeto de 9 meses. Assim, desde agora, quer garantir o presidente da Alerj que estará no cargo em março de 2014, será governador nesses 9 meses.

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PS – Tudo isso é rigorosamente exclusivo e verdadeiro, Só que cabralzinho, que não consegue resolver os problemas de agora, pretende DECIDIR os que terão que ser resolvidos em 2014.

PS2 – Quanto à sessão de 2 de fevereiro, quando será eleito o presidente da Alerj, que tomará posse no mesmo dia, cabralzinho tenta desfazer e modificar o que é hábito, costume, tradição, o que tem geralmente força de lei.

PS3 – Quem deve presidir a sessão de abertura é o deputado mais velho, Gerson Bergher, 85 anos.(É assim que se faz até na Câmara Federal). Como é oposição, o governador não tem confiança nele.

PS4 – Quer mudar a forma e a fórmula, impor o nome de Átila Nunes, que segundo ele, “tem um número maior de mandatos”. Acontece que em alguns desses mandatos, ficou como suplente, mais tarde é que assumiu, através de combinações ruinosas para o cidadão-contribuinte-eleitor.

PS5 – Assim, cuidando de tanta politicalha pessoal, o governador não pode tratar das “encostas” ou cobrar qualquer coisa de quem deveria preservar a população.

PS6 – Perguntinha ingênua, inútil, inócua: o mandato de Sergio Cabral vai até quando mesmo? Dependerá da Polícia e da Procuradoria. De âmbito FEDERAL e sem medo do governador.

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