A presidente Dilma Rousseff não pode ficar doente. Dizem logo que o câncer voltou.

Carlos Newton

Toda a vez que a presidente Dilma Rousseff fica doente, como agora com a pneumonia, logo corre na internet o informe de que o câncer linfático teria se manifestado de novo. É uma boataria danada.

Mas acontece que esse tipo de câncer pode ser controlado. Estatísticas apontam que o linfoma não-Hodgkin afeta 1,5 milhão de pessoas em todo mundo. É uma doença que pode ocorrer em qualquer faixa etária.

Se um paciente com linfoma não-Hodgkin agressivo – o mesmo que atingiu Dilma Rousseff – é diagnosticado precocemente, a chance de cura chega a 95%. Isto porque, apesar de se tratar de um câncer severo, os avanços da medicina proporcionam tratamento complementar à quimioterapia, com uma droga inteligente, chamada de terapia-alvo e que age diretamente na célula tumoral. Assim, quando não proporciona a cura (remissão), o tratamento permite que o paciente conviva com a doença, mantendo a qualidade de vida e trabalhando normalmente.

Detalhe: um dos sintomas da volta da doença é perda de peso. Que não é o caso, convenhamos. Então, vamos deixar a presidente se recuperar plenamente da pneumonia e afastar do Planalto as aves de rapina que sempre o cercam, torcendo pelo pior.

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