A propósito da crise dos bombeiros, os comentaristas Joaquim Barreto e Manoel Vidal comparam os políticos brasileiros com os suecos. É deprimente.

Carlos Newton

A propósito da situação dos bombeiros, o comentarista Joaquim Barreto mandou à Tribuna da Imprensa a seguinte mensagem: “Como é fácil aumentar salários de vereadores, deputados, senadores etc… Agora mesmo a Câmara do Rio estava comprando carros de luxo para os vereadores. Por que um vereador não pode andar de Gol, Corsa, Pálio, se o bombeiro, o policial, o médico, o professor e outros podem? Por acaso um político eleito é mais importante para a sociedade que um bombeiro, um policial, um professor? Definitivamente não. Claro, existem uns políticos otários, bobos e inocentes, como aqueles da Suécia, que pensam diferente dos nossos. Mas eles atingirão o estágio de amadurecimento dos nossos e mudarão de idéia. Vergonhoso o que o governador fez”.

Como se vê, Joaquim Barreto nos chama atenção para os políticos da Suécia, que pensam diferente dos nossos. Por coincidência, na mesma data, outro comentarista, Manoel Vidal, enviava ao Blog uma excelente reportagem sobre os parlamentares suecos, mostrando como eles se dedicam ao país, sem terem carro oficial nem motorista e sem contar com qualquer mordomia.

Em resumo, a reportagem mostra que até 1990, os parlamentares da Suécia não tinham direito nem mesmo a um apartamento funcional. A maioria dormia em sofás, nos próprios gabinetes do Parlamento, que têm apenas 18 metros quadrados, e não há assessores nem secretárias.

Hoje, os parlamentares suecos que não moram na capital ficam durante a semana em apartamentos funcionais de apenas 40 metros quadrados, onde todo o trabalho é feito pelos próprios políticos, porque não há empregadas para as tarefas domésticas. Nos prédios funcionais, existem dependências comuns com máquinas de lavar, para serem são usadas pelos próprios parlamentares, que costumam lavar e passar suas roupas.

É tudo uma questão de educação. Desde crianças, os suecos são ensinados a fazer as tarefas domésticas. Para eles, isso é absolutamente normal. E o melhor exemplo é dado pelo primeiro-ministro, que mora numa casa de 300 metros quadrados, que não tem empregada doméstica e a limpeza fica por conta do primeiro-ministro e de sua família. Detalhe: ele mesmo lava e passa suas roupas.

Enquanto isso, aqui no Brasil…

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