A quadrilha imortalizada por Drummond

Coligações, campanhas, promessas, pesquisas e debates com acusações, até certo ponto criminosas, trocadas entre os candidatos que disputam hoje o 2º turno das eleições para presidente e para governador (este apenas em alguns estados) são elementos que, ironicamente, lembram-me muito o poema “Quadrilha”, do bacharel em farmácia, funcionário público, escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), um dos mestres da poesia brasileira.

QUADRILHA

Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

         (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

One thought on “A quadrilha imortalizada por Drummond

  1. CUIDADO com a urna eletrônica BRASILEIRA ! ! ! Sem aferição, sem conferência.

    Números malandros e VENAIS são apresentados para dissimulação do que pode vir.

    Trocar voto nulo, branco e de um determinado número por um outro número NÃO É inexequível.

    CUIDADO com os que dizem: Também Somos Enganadores !!!

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