A quem interessam as provocações que Edson Fachin tem feito às Forças Armadas?

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Ao provocar os militares, Fachin faz o jogo de Bolsonaro

Carlos Newton

Quando o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, decidiu convidar as Forças Armadas para participar da Comissão de Transparência Eleitoral, saudamos essa iniciativa aqui na Tribuna da Internet, por se tratar de uma maneira inteligente e civilizada de esvaziar os ataques do presidente Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas.

E a Comissão iniciou os trabalhos. Como os especialistas militares não tinham conhecimento dos programas de informática usados na votação e apuração, era natural que apresentassem grande número de indagações, até que se familiarizassem com a sistemática empregada.

FACHIN ASSUME – Substituto de Barroso na presidência do TSE, esperava-se que Edson Fachin simplesmente tocasse o barco e fortalecesse a parceria com os militares, para eliminar qualquer dúvida sobre a eficácia das urnas eletrônicos.

Mas aconteceu exatamente o contrário. Irritado com as críticas diárias de Bolsonaro ao sistema de votação, Fachin perdeu o rumo e cometeu um erro verdadeiramente infantil.

Sem a menor justificativa, colocou Bolsonaro e as Forças Armadas num mesmo saco, ao divulgar simultaneamente críticas duras a Bolsonaro e comentários depreciativos sobre a atuação dos militares na Comissão, chegando ao cúmulo de declarar que as eleições brasileiras seriam feitas pelas “forças desarmadas”, uma clara provocação.

OFÍCIO DA DEFESA – O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, então enviou um ofício ao TSE, para lembrar que as Forças Armadas tinham sido convidadas a participar, mas passaram a se sentir “desprestigiadas”.

E o que fez Fachin? Em sua ruinosa vaidade, ao invés de diplomaticamente responder que as Forças Armadas jamais deveriam se considerar desprestigiadas, o presidente do TSE emitiu uma nota evasiva, minimizando a reclamação clara da Defesa.

Pegou mal, e no dia seguinte Fachin emitiu outra nota, também meramente protocolar. E somente no terceiro dia é que ele avançou mais um pouco, ao admitir que as Forças Armadas tinham enviado 15 propostas procedentes, das quais dez foram aceitas, uma recusada por sugerir transparência exagerada, e as outras quatro continuavam em análise.

PEDIDO DE REUNIÃO – O ministro da Defesa então pediu que fosse marcada uma reunião da trabalho entre os especialistas militares e do TSE.

Fachin, em seu delírio de grandeza, mais uma vez esnobou as Forças Armadas. Respondeu informando que as propostas restantes dos militares só seriam analisadas para 2024, e, como nesta segunda-feira, dia 19, a Comissão de Transparência iria se reunir, disse que esperava contar com a presença do representante da Defesa, general Héber Portella. Ou seja, Fachin desprezou solenemente o pedido de reunião feito pelo general Paulo Sérgio Nogueira, sequer o mencionou.

inda na segunda-feira, o ministro da Defesa  enviou novo ofício, reiterando o pedido de reunião, enquanto o general Héber Portella manifestava seu desagrado à Comissão, ao sequer ligar a câmara de seu computador, ficando em silêncio durante toda a reunião.

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P.S. –
Bem, a situação está nesse pé, por conta das indelicadezas de Fachin. O bom senso manda que ele marque logo a reunião requerida pelo ministério da Defesa. Mas quem sabe o que se passa na cabeça do presidente do TSE? Afinal, por que ele insiste tanto em provocar as Forças Armadas? Essa perspectiva só interessa a Bolsonaro, a mais ninguém. Portanto, o ministro Fachin está se comportando como uma besta quadrada – ou besta ao quadrado, como se dizia originalmente. (C.N.)

14 thoughts on “A quem interessam as provocações que Edson Fachin tem feito às Forças Armadas?

  1. Esses “urubus de toga” se acham blindados.

    E toda a conspiração para tirar Bolsonaro Zero Zero do poder é questão de tempo e sem retorno.

    Partem do princípio de que as Forças Armadas não darão apoio para o presidente Bolsonaro proceder qualquer ato contra o STF/STE.

    Certamente está nas mãos das Forças Armadas
    definirem de uma vez o apoio incondicional ao presidente ou deixarem que essa canalha esquerdista-comunista destrua de forma irreversível o país.

    As Forças Armadas tem que apoiar o presidente para que os crimes de lesa-pátria cometidos pelo STF/STE sejam punidos.

    PS- 7 de setembro próximo é data histórica para
    a definição do futuro do Brasil.
    Aguardemos os fatos…

  2. Eita barraco sem pé nem cabeça.
    Qual seria de longe muito longe a formação ou experiência que os militares tem de eleição?
    Todas as promoções dentro da carreira militar são por antiguidade. Não existe eleição para Coronel ou qq outro posto.
    A intenção real só pode ser de criar confusão.

    • Ronaldo e Zanardi!

      A Constituição Federal contempla no artigo 142 diz resumidamente que: “o presidente da República é a autoridade suprema das Forças Armadas (Exército,Marinha e Aeronáutica) ,para defender a pátria e a garantia dos poderes constitucionais e manter a lei e a ordem…”

      PS-Como o STF e STE estão atuando “fora das 4 linhas” da Constituição Federal e o sinistro comunista Barroso convidou
      o Ministério da Defesa para acompanhar (na verdade para referendar a fraude eleitoral em curso), e como os militares questionaram o sistema, o STE cutucou as Forças Armadas de forma estúpida e humilhante,o impasse foi concretizado.

      Ou seja: o questionamento do processo pelas Forças Armadas tornou-se irreversível.Daí a não retirado do processo os militares.

      PS2-De um convite-proposta do sinistro comunista Barroso (um verdadeiro tiro no pé) o consolidado questionamento dos militares.

  3. Quanto ao presidente do TSE eu diria que está brincando com fogo. Dando corda desnecessariamente. “Peitar” ou “bater de frente” com qualquer força armada é fria ! Atiram mesmo pois são covardes. Torturam! Compram até Viagra e próteses com dinheiro público. A tinta nos cabelos do Paulo Sérgio & do Mourão não poderiam ser mais “comédia” como se diz hoje em dia. Dois palhaços! Já Braga Neto e Pazuello são capachos! Outro estilo.

  4. Poxa, parece que a TI está virando bolsonarista. O Brasil com tantos problemas e as pessoas responsáveis pela solução dos mesmos estão meio que procurando cabelo em ovo. Senhor ministro da Defesa, mande seus soldados para Tabatinga, para Atalaia do Norte, para o Vale do Javarí . è lá que o Brasil precisa de vocês. Agora está claro que o Exército, a PRF, a Funai e governo do estado do Amazonas foram omissos em relação ao caso do indigenista. Consertem a besteira que vocês deixaram acontecer.
    E não esqueçam: Ratanabá não existe.

  5. Pára com isso, CN.!
    Que bobajada.
    Claro que esse general vai arrumar sempre um pretexto para arrumar barulho, basta uma leve observação lombrosiana: testa baixa, denunciando mesquinharia de pensamentos, olhinhos apertados para esconder o medo e assustar o público.

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