A regra três no futebol e no Supremo


Sylo Costa

Quando o filme é bom, não me importo em assistir a uma reprise, mas este que está em cartaz, apesar do desempenho esperto de alguns extras que compuseram o elenco no lugar dos titulares, tem enredo despudorado. Trata-se de um filme que se encontra em exibição no novel Cine Barroso, um cinema “poeira”, e que segue a linha de ação de filmes de malandragem, como “Os Mensaleiros”, remake, ao que parece, do velho “Ladrões de Casaca”, recordista de bilheteria.

Gosto de assistir a filmes, especialmente os de aventura e, de preferência, pela televisão. Os últimos que revi foram “Titanic” e “A Revolução Redentora”, que prendeu minha atenção, pois conta a história de um povo que estava sendo levado à desgraça pela ideologia de seus líderes, canonizados, ao final da película. Mas hoje essa indústria cinematográfica está falida e ficou difícil produzir bons filmes com os atuais artistas, em sua maioria analfabetos e desonestos.

Nem sei o motivo que me fez escrever até aqui sobre cinema, pois pretendia abordar uma grande confusão havida no nosso Supremo Tribunal Federal. Pode ter sido a lembrança do poeira Cine Barroso… Então, pedindo vênia ao grande Tostão para falar de futebol, mas comentando o último julgamento do STF sobre o processo nº 470, confesso que não entendi, no resultado, a intenção da maioria do augusto plenário, que, penso, em vez de enquadrar o julgamento no regimento da Casa, confundiu tudo, em virtude do jogo do Atlético Mineiro, aqui em BH, e seguiu, sem notar, o regimento do International Footboll Association Board – IFAB, órgão que regulamenta as regras do futebol.

Essa entidade, além de aprovar as leis do esporte ao longo do tempo, também elabora regras complementares que se aplicam às partidas de futebol. Procurando subsídios para falar sobre esse tema, descobri as 17 regras que regulamentam o chamado esporte bretão, duas das quais me chamaram a atenção: a primeira e a terceira. A primeira diz que a bola do jogo deve ser redonda… Deve ter sido lapso do legislador esportivo.

SUBSTITUIÇÃO

A regra número três é a que permite a substituição de até três jogadores durante o jogo. No jogo do nosso Galo contra o Santa Fé da Colômbia, no mesmo dia em que acontecia no Supremo o julgamento que obrou a liberdade dos “injustiçados mensaleiros”, o Atlético substituiu três jogadores, no segundo tempo, quando perdia de um a zero. Saíram Josué, Ronaldinho e Fernandinho e entraram Guilherme, Donizete e Neto Berola…

E daí? Daí que a Justiça (a com J grande), que ganhava de cinco a quatro, viu quando os “monges” do PT substituíram três ministros, que viraram o jogo no segundo tempo para seis a cinco.

E quem conseguiu essa façanha, cara? Acho que Greyskull… Saíram Ellen Gracie, Ayres Brito e Cézar Pelluso, substituídos por Rosa Weber, Teori Zavascki e Luiz Roberto, que tem aspecto de goleiro, com enorme conhecimento do jogo e de catimbas.

Apenas uma pequena confusão, própria de país que pensa com os pés. Oh, yes… (transcrito de O Tempo)

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