A “régua” do jogo legalizado no Brasil

Apertem os cintos, a máfia dos cassinos de Las Vegas vem aí

Mauro Santayana
Jornal do Brasil

Discretamente, sem muito barulho por parte da imprensa, o país se prepara para decidir, quase que na surdina, o futuro de um negócio de dezenas de bilhões de dólares, que tende, se nada for feito, a ser entregue, de mão beijada, para os estrangeiros. Na comissão que “estuda” o tema na Câmara dos Deputados, parlamentares, como na fábula das galinhas, estão convocando “raposas”, representadas por advogados e “executivos” estrangeiros ligados a empresas que substituíram a máfia em Las Vegas, para prestar, “desinteressadamente”, em benefício do “desenvolvimento” da indústria brasileira de “entretenimento” e de “turismo”, “conselhos” e “informações” para o estabelecimento de um Marco Regulatório do Jogo no Brasil.

Uma atividade que, caso fique em mãos particulares, esses mesmos “conselheiros” serão os primeiros a explorar, enviando para o exterior bilhões de dólares em ganhos, subtraídos dos bolsos de milhares de “otários” nacionais.

Ora, como no caso dos bingos, explorados na época do governo FHC, em São Paulo, pela máfia corsa, cujos membros não tinham a menor preocupação em se esconder, arrogantes, vestidos como lordes, à porta de luxuosos flats, antes de sair para comandar dezenas de estabelecimentos desse tipo e centenas de funcionários brasileiros, não se discute que, no Brasil, a regulamentação do jogo poderia, potencialmente, criar muitos empregos.

ATIVIDADES PARALELAS

O que preocupa é na mão de quem será entregue esse fabuloso negócio, e como se evitará – no caso de que estrangeiros fiquem com o controle do setor – a prática de atividades paralelas como a venda de drogas e a exploração de prostituição (qualquer um que já tenha ido a Las Vegas sabe que há muito mais que dados, cartas ou caça-níqueis rolando nos cassinos da cidade) e, principalmente, como se evitará a corrupção de autoridades e políticos, dentro e fora do Congresso, começando, naturalmente, pelo próprio processo de estabelecimento dessa nova legislação.

Como serão estabelecidos esses parâmetros, com que régua serão medidas as vantagens e as desvantagens da legalização dessa atividade?

Com a nossa régua, que deve, ou deveria, calcular, apontar, para a busca do máximo de benefícios para a população brasileira, ou a régua dos gringos, dos pseudo “investidores” estrangeiros, que já estão influindo na comissão antes mesmo que se inicie o processo de discussão mais ampla com a sociedade?

CAIXA ECONÔMICA

Considerando-se que a Caixa Econômica Federal já cuida de loterias, o caminho mais lógico, natural, seria que a ela fosse entregue a administração e o controle dos outros jogos de azar no Brasil.

Segundo maior banco público do país, com lastro de centenas de milhões de reais em ativos, ninguém melhor do que a CEF para obter, dentro ou fora do país, os recursos para os investimentos que se fizerem necessários, dinheiro esse que raramente falta quando se trata desse tipo de negócio.

Funcionários do próprio banco poderiam ser aproveitados, ou ser contratados, por meio de concurso, entre trabalhadores que já tivessem eventualmente experiência na indústria de turismo, e, se necessário, treinados por técnicos vindos de fora, facilitando, por tratar-se de empresa pública, a necessária, imprescindível, fiscalização, de dentro para fora, da atividade.

PRESENÇA DO ESTADO

Há também outras áreas, como o garimpo ilegal de ouro e de diamantes, em que apenas a presença do Estado – também eventualmente, por meio da Caixa Econômica e do Exército – poderia impedir o esbulho do patrimônio da União, que tem por donos todos os brasileiros, prevenindo e reprimindo o roubo das riquezas nacionais e disciplinando e regulando a sua exploração.

A esculhambação nesse contexto é tão grande, que em novembro do ano passado a Polícia Federal teve de intervir no Mato Grosso, por meio da operação “Corrida do Ouro”, para prender policiais civis que haviam se assenhoreado, a ponta de revólver, da exploração de um garimpo ilegal na Serra da Borda, em Pontes e Lacerda, para extorquir dos garimpeiros não apenas sua obrigatória parte do ouro, mas também monopolizar todo e qualquer tipo de comércio, incluindo o de bebidas, alimentos, insumos e equipamentos e a prostituição.

(artigo enviado pelo comentarista Wilson Baptista Jr.)

17 thoughts on “A “régua” do jogo legalizado no Brasil

  1. Para ser ridículo, precisa melhorar…. Havia bingos no Brasil inteiro…. Aliás a máfia Corsa é especialista em pedras preciosas, como as que foram aprendidas com o Cerveró…. Histórias da África…. Uiiiii Rose….. kkkaaas

  2. Não vai ter, jogatina aqui, vai ter é trabalho,isso deveria ser colocado na ilha de marajó com o estado, sendo o financiador… E fiscalizador…

  3. O “camarada”, ex agente comunista na cortina de ferro , autor do texto acima, se mostra preocupado com o aumento do consumo de drogas em decorrência da eventual legalização da jogatina oficial. Não se preocupe rapaz, as drogas já campeiam no Brasil. Em qualquer esquina das grandes cidades é possível encontrar um “avião”, e comprar drogas. Na verdade, quase toda cocaína colombiana passa pelo Brasil.

  4. Ora, como no caso dos bingos, explorados na época do governo FHC, em São Paulo, pela máfia corsa,

    Não só na época da Cozinheira Francesa, como em todos os 30 anos do des-governo efeagace alckimin-tira/covas/aloisio/vampiro, os jogos de azar está em toda a cidade de são Paulo, em alguns casos á poucos metros de delegacias e base policiais,
    É a festa dos bingos, maquinhas de azar e o famoso jogo do bicho.
    Mas, como disse o famoso Ladrão de Merenda, “somos os mais preparados”, nós sabemos governar.”
    ou então a fase do momento ” eu não sabia de nada”……..

    VIVE LA FRANCE>

  5. É uma das raríssimas vezes em que concordo com o que o Santayana escreve.
    Os interesses escusos de um lado e a fome do governo de arrecadar a qualquer custo estão empurrando esse projeto para a frente enquanto o país se preocupa com a crise econômica e política. Já seria complicado acreditar na honestidade da exploração do jogo com um governo honesto, é muito pior com um governo e um congresso corruptos.

  6. O País se encontra numa fase que não se acredita mais em nada honesto, sem corrupção, imoralidade e falta de ética!

    Alastrou-se de tal modo que somos de má fé, que empreendimentos em condições de ajudar na retomada da economia hoje em recessão são deixados de lado porque antecipadamente são classificados como inviáveis, justamente pelo conceito de que no Brasil nada dá certo, a venalidade não permite.

    Tenho sido um defensor da instauração de cassinos, em face das milhares de vagas que abririam para um enorme contingente de desempregados, afora impulsionar o comércio e a indústria relativos à implementação dessa atração, principalmente para turistas e brasileiros que teriam condições de frequentá-los.

    Na razão direta que os amantes de regimes arcaicos, que jamais surtiram qualquer efeito positivo porque implementados à força e aniquilando milhões de seres humanos – e ainda tem gente que se diz adepta desses sistemas que se dizem “justos” para com o homem! -, qualquer possibilidade que esteja ligada à liberdade, ao direito de escolha, de o cidadão ter o direito sobre a sua vida, comunistas, socialistas – a esquerda -, este pessoal se manifesta contrário à iniciativa privada, alegando os mais diferentes motivos à sua proibição.

    Não vejo como se pode discutir aspectos morais com relação aos jogos, se outras formas existentes de negócios são muito mais ofensivas à dignidade humana que os cassinos, e são cada vez mais intensos no Brasil.
    Por exemplo:
    A indústria pornográfica, a prostituição infantil, as cracolândias, o próprio desemprego.

    O que se deve evitar a todo custo é exatamente a sugestão de Santayana, a estatização dos cassinos, onde políticos corruptos é que os iriam dirigir e administrar, então a desonestidade, as máquinas adulteradas, a roleta modificada, os dados viciados, as cartas marcadas!

    O projeto deve ser possibilitado à iniciativa privada, em localidades específicas para desenvolver e região, propostas que contemplem atrações e construções de hotéis, teatros, os cassinos em si, restaurantes, enfim, que dinamizem os locais definidos às suas implantações, e levem desenvolvimento e progresso às cidades determinadas previamente.

    Basta de governos que somente pensam em arrecadar impostos sem oferecerem nada em troca à população.

    Os cassinos seriam taxados em níveis das bebidas, do cigarro, dos supérfluos e, certamente, levariam para os cofres do erário importâncias muito maiores que a CPMF, que mais prejudica o pobre que o rico.

    Que venham os cassinos, as suas atrações, seus shows, seus hotéis luxuosos, e que tragam consigo milhares de empregos, diversão, comércio febril e uma indústria pujante para atender a demanda e manutenção desses locais.

  7. E dá-lhe Cassinobrás! Cabidão de emprego! Já não basta a Loteria Federal sob terrível suspeição e o escrevinhador vêm com mais uma ideia de jerico estatólatra…vade retro santayanás!

  8. O Santayana está me plagiando. Há seis mêses escrevi sobre a prostituição e a venda de drogas que acompanham o jogo que em todo mundo está na mão da máfia internacional. Senadores e deputados bandidos, rapidamente votaram e o governo todo enrolado aceita a chantagem. Tudo com apoio de petistas que querem uma parte do suborno que será de milhões. A situação está complicada. Acho que a coisa vai melhorar quando um brasileiro consciente , não pilantra, der uma facada num filho da puta desses que andam por aí. Agora dizem que o Aécio esta envolvido na bandalheira. Daqui a pouco Marina também será chamada a depor por causa do aluguel do avião que caiu com o goovernador de Pernambuco. Na hora H Marina disse para Eduardo: Vai, vai , eu não vou agora: Depois eu vou. Eduardo morreu.

  9. No Brasil, a prostituição e tráfico de drogas não acompanham o jogo porque não temos cassinos.

    Os existentes e que são clandestinos, então escondidos, não trazem consigo tais características.

    No entanto, as cidades que têm esta atração (jogo) para suas populações e aos turistas não reclamam das drogas e tampouco da prostituição porque há fiscalização, e rigorosa.

    Um amigo meu que viaja anualmente a Las Vegas para jogar, e que tem descontos no hotel onde se hospeda e até mesmo mesmo uma bonificação em fichas pela fidelidade, relata sobre a organização dos cassinos e da cidade que, em razão dos impostos arrecadados, oferece um local quase que impecável nesses dois aspectos, que seriam prejudiciais à proposta do jogo, onde o frequentador exige ambientes agradáveis e sem o risco da venda de sexo e oferta de drogas.

    Por que não podemos ter o mesmo no País?

    Agora, deixar para o poder público a organização e controle dos cassinos, então é melhor não tê-los, pois serão antros do que se pode ter de pior na sociedade, desde a prostituição, drogas, lavagem de dinheiro até a descrença absoluta dos jogos em face das irregularidades que inevitavelmente acontecerão se estiver nas mãos do governo este empreendimento!

    Apoio os cassinos, desde que implantados pela iniciativa privada.

    • Concordo com o Bendl e tb assino a proposta juntamente com o Moacir Pimentel. Após a Revolução dos Cravos em Portugal, morei em Lisboa, lá perto tinha o Cassino de Estoril: particular, privado, empreendimento empresarial comum sem a participação de políticos …

      • Caro professor Rocha, meu amigo,
        A tua informação corrobora minhas ideias a respeito da implantação de cassinos no Brasil em áreas específicas.
        Obrigado pelo apoio, e por concordares comigo quanto à possibilidade de oferta para milhares de vagas por trabalhadores de inúmeros ramos de atividade e especialização.
        Certamente o governo poderia permitir que um cassino para cada região do País fosse instalado, cuja concessão seria restrita à iniciativa privada e mediante propostas que contemplassem exigências previamente determinadas quanto às localidades onde funcionariam tais estabelecimentos.
        De acordo como se comportariam em dinamizar as localidades estabelecidas, arrecadação de impostos, oferta de trabalho, fiscalização e rígido controle, então a permissão para cada Estado poder inaugurar dois cassinos no máximo, de modo que os impostos arrecadados beneficiassem também os cofres municipais e estaduais.
        Enfim, acredito que esta modalidade de entretenimento seria uma fonte preciosa de empregos e tributos, que não pode continuar sendo desprezada por um governo sem criatividade, que tem como alvo aumentar a carga tributária através do saque direto ao bolso do contribuinte sem nada em troca, a não ser a extorsão pura e simples de dinheiro para manter as regalias e nababescos proventos pagos aos três Poderes.
        Um abraço, Rocha.
        Saúde e Paz!

  10. robertopereira,
    Por que não seria possível a implementação dos cassinos sem a participação de parlamentares?
    Se possibilitado o funcionamento somente à iniciativa privada, o político não teria como “meter a mão”, corrompendo e desorganizando uma grande possibilidade de arrecadação e emprego para o País e trabalhadores, respectivamente.
    Saúde e Paz!

  11. Estou cheio de conversa fiada vai contestar os teus eu tenho convicções claras. Quem achar que deputados e senadores estão corretos que abaixem as calças e deixem que ele se sirvam. É bom ter um pouco de vergonha na cara.

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