A riqueza do urânio por trás da intervenção francesa no Mali

Gelio Fregapani

A intervenção militar francesa no Mali, supostamente a pedido do Governo de Bamako, visando a sustar o avanço radical islâmico e a ameaça inaceitável à integridade de alguns cidadãos franceses (vivem cerca de 5 mil naquele país), traz velhas lembranças de uma epopéia ainda viva em nossa memória – as Cruzadas.

Não há como deixar de comparar. O que provocou as Cruzadas, pelo menos inicialmente, foram os maus tratos aos cristãos pelos radicais islâmicos, tal como agora ocorre em todo Oriente Médio –perseguições, incêndio de igrejas, assassinatos e estupros. Dificilmente haverá um cristão que não sinta uma ponta de revolta ao ver essas notícias – e somos mais de dois bilhões.

Tal como nas Cruzadas, novamente os franceses se mostram mais dispostos a tomar a frente dessa reação. Já mostraram isto na Líbia. Entretanto, há quem considere que por detrás desta ação militar francesa (e ocidental) se escondem outros interesses, que no caso do Mali estariam relacionados com a Areva (empresa de extração de urânio).

Isto ainda nos lembra o passado, nem todas as Cruzadas foram motivadas por um ideal, a IV Cruzada então, financiada pelos venezianos, foi onde a cupidez se revelou mais forte e quebrou a espinha de Bizâncio, tornando impossível os nobres objetivos que em parte impulsionavam aquelas epopéias.

As motivações de cada soldado podem ser variadas, mas a do Estado Francês é fácil de deduzir: relaciona-se com o urânio, do qual a França depende assim como de ouro e de outras jazidas.

Melhor para nós. Há muito suspeitávamos de descaminho de nosso minério radiativo via Guiana Francesa. Que vão buscá-lo em outro lugar.

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