A segurança pública é dever do Estado; armar os cidadãos não resolverá o problema

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Charge do Amarildo (amarildo.com)

Jorge Béja

É possível que o provérbio latino “Si vis pacem, para bellum” (Se queres a paz, prepare-se para a guerra), do Século IV ou V, de autor anônimo, tenha sido eficaz ao tempo em que foi criado, de muitas guerras e combates, embora o feito de Joana D’Arc demostre o contrário. Com dezenove anos de idade, sem formação militar, a “donzela de Orléans”, como era chamada, reuniu e comandou uma pequena e improvisada tropa do mal armado exército francês e expulsou os ingleses que há mais de cem anos ocupavam toda a França. O provérbio também serviu de mote para o fabricante de armas Deutsche Waffen und Munitionfabriken (DWM) no lançamento da pistola “Parabellum”.

Ainda sobre o referido provérbio (“Se vis pacem, para bellum”) o respeitabilissimo jurista Bismael B. Moraes (advogado, mestre em Direito Processual pela USP e autor do livro “Estado e Segurança diante do Direito”), soltou a seguinte exclamação: “Meu Deus! Com que lógica, racionalmente aceitável, alguém que aspire a saúde deve se preparar para a doença? Como se pode conceber, de forma ponderada, que alguém, desejando o bem, tenha que se armar para o mal?”

BELIGERÂNCIA – O Brasil se tornou, internamente, um estado beligerante, tamanha e incontida é a violência urbana em todos os quatro cantos do país. Diz a estatística que em 2018 foram mais de 62 mil homicídios. É guerra fratricida, E agora surge este decreto que “flexibiliza” a posse de arma de fogo para o “cidadão de bem”, como se refere o senhor presidente da República.

E na ausência da indicação de qual (ou quais) armas de fogo podem ser compradas e possuídas pelo “cidadão de bem”, entende-se que todas podem ser objeto da compra e posse, na residência ou local de trabalho do seu proprietário: pode-se ter desde uma velha garrucha de um tiro só a um fuzil, a uma metralhadora, ou qualquer outra arma de fogo mais moderna, poderosa e de destruição em massa e que se encontra à venda.

No noticiário desta terça-feira da Rede TV, apresentado por Bóris Casoy e Amanda Kelin, foi entrevistado um antigo lojista de Brasília que vende, regualaramente, todo tipo de arma de fogo na capital federal. Disse ele que, só nesta terça-feira, recebeu 35 ligações de pessoas interessadas. Que a arma menos cara custa 3.500 reais e as mais caras podem chegar a 100 mil reais. Ou mais.

ABRIU A PORTEIRA – Não é um decreto que corresponde ao estatuto que pretendeu regulamentar. O estatuto é “Do Desarmamento”. Não, “Do Armamento”. Mas o senhor presidente da República, apenas com o nítido propósito de cumprir promessa de campanha, fez uns remendos no anterior decreto 5123 de 2004 e abriu a porteira para armar o povo, ou melhor, “o cidadão de bem”. O pretexto é “flexibilizar” a autorização estatal para a posse (e antes disso, obviamente, a compra) de arma de fogo, sem ficar submetida à “discricionariedade” do delegado de polícia.

“O cidadão tinha 6 armas mas na prática não tinha nenhuma tudo por causa da discricionariedade”, disse o Bolsonaro a título de censura ao poder discricionário que a autoridade judiciária detinha par autorizar ou não a posse.

Agora a posse está liberada. Quatro armas de fogo (ou até mais) para cada “cidadão de bem”. Então, numa residência com quatro membros de uma só família, todos adultos (pai, mãe e dois filhos), o Poder Público autoriza a posse de até 16 armas de fogo!. Basta cada um comprar e requerer a autorização estatal para a posse.

SEM NEGATIVA – E, examinando o decreto, linha por linha, a autorização nunca poderá ser negada, uma vez que o requisito “necessidade da posse” passou a ficar resumido numa declaração do próprio requerente, com força de veracidade presumida. Então, basta alegar, como justificativa, que reside no Brasil, uma vez que a violência urbana e rural está em toda a parte. Trata-se de motivação pública e notória, que independe de comprovação e que não pode ser refutada pela autoridade policial. Moro no Brasil e ponto final. Não precisa acrescentar nada mais.

Não, não é desse jeito que se vai combater e diminuir a violência. Já se deu um grande passo ao se transformar o fabrico, comércio, detenção e porte de armas e munição de fogo, sem autorização estatal, de contravenção penal, como era (artigos 18 e 19 da Lei das Contravenções Penais), para tipos penais. Ou seja, para crimes. Mas facilitar que a população (o “cidadão de bem”) se arme também para enfrentar a criminalidade é aceitar que “alguém que aspire a saúde se prepare para a doença”.

DEVER DO ESTADO – Nem precisava estar escrito na Constituição que a segurança pública é dever indeclinável do Estado. E transferir esse dever para o próprio cidadão, armando-o a pretexto do exercício da “legítima defesa”, não encontra amparo na razão, na ponderabilidade, nem nos mais remotos e rudimentares princípios que norteiam o Estado Democrático de Direito e do pacífico convívio social.

Nesta terça-feira, ao assinar o decreto, o senhor presidente da República mostrou uma caneta esferográfica Bic e disse que “esta é a minha arma”. Ele não foi feliz no gesto e no que disse. Afinal, com uma inofensiva caneta, ele estava autorizando que todo o povo brasileiro se armasse também. Não com as “bics” e sim com as melhores e mais caras armas de fogo que pudesse comprar, visto que todo cidadão é pessoa de bem, até prova em contrário. E esta prova contrária só se obtém após sentença penal transitada em julgado, como está na Constituição.

48 thoughts on “A segurança pública é dever do Estado; armar os cidadãos não resolverá o problema

  1. 1ª promessa de campanha foi cumprida.

    Mas faltam muitas outras…

    Temos que revogar a PEC da bengala e mandar Rosa Weber e Lewandowiski pra casa !

    Além de fazer de tudo para que Réunan Calhorda não seja eleito presidente do Senado.

    #RenanNAO

    • O Problema em resolver a Pec é que o Supremo já disse que a revogação só valerá para quem entrar para o Supremo. Ou seja, quando é para beneficiar , vale pra quem já está. Quando prejudica, só vale para quem entrar !

      • Bobagem. Não existe direito adquirido de não se aposentar. Se a PEC da bengala for revogada os ministros com mais de 70 anos serão obrigados a se retirar.

        • Até porque, se existisse (direito adquirido de não se aposentar), existiria, antes, o de se aposentar, que a PEC da Bengala caçou e o STF não reclamou!

  2. A segurança pública é e continuará sendo dever do estado. As pessoas querem uma arma para garantir o direito a legítima defesa da sua vida e patrimônio.

    Ter uma arma em casa em nada vai impedir de solicitar uma viatura policial, quando necessário; sendo que não quero ficar indefeso até a polícia chegar a minha residência, se chegar.

  3. o Estado ficou vinte anos com a cartola socialista, desde fhc até temeroso protegendo o cidadão: resultado ……… 65.000/ano mortes registradas

    Então já passou da hora de mudar a regra.

  4. Só pelo título estou transtornado de tanto rir, que não consigo ler o resto.

    Essa piada vale para o mundo inteiro: cada pessoa então vai ter direito uma guarda pessoal fornecida pelo estado.

    Polícia quando chega ao local do crime……nem vou dizer o resto. Não consigo de tanto rir.

    E quem diz que ter uma arma vai resolver provblema?
    Até um policial super-armado , quando pego de surpresa nada poderá fazer.

    O caso da arma é que ela pode evitar um problema e isso não é mentira.
    Sacou?

  5. O caso é que a maioria do eleitorado usou uma ” caneta BIC ” para colocar esse pessoal lá…

    Como no Brasil nada é feito com seriedade, não demora e vão eleger a caneta BIC como inimiga pública número 1, do país.

  6. Uruguai: criminalidade baixíssima e posse livre sem burocracias e porte facilitado.
    Suiça: posse e porte até de fuzil permitidos e criminalidade ridícula.
    Acesso a arma regularizada não aumenta nem diminui a criminalidade. Mas é um direito o cidadão querer dirigir um carro para locomoção ou ter um arma em casa para sua segurança. Daí a carteira de Habilitação não ser discricionária. Tem que passar nos exames TÉCNICOS. E pronto.
    O que controla a criminalidade são LEIS DURAS contra homicidas.
    Nos EUA você pode até ter fuzil, mas se apontar para alguém na rua é 30 anos sem saidinha ou até perpétua. E se matar alguém de fuzil pode chegar até a pena de morte.
    Discussão muito moralista. O cidadão brasileiro não é uma criancinha que precisa ser tutelada em tudo. O civilizado é ter o direito, mas assumir os deveres. E se vacilar segura o BO.

    • Concordo e devemos lembrar também do “pobre” Paraguai em que a população tem armas e a criminalidade lá é muito baixa.

      A coisa neste país é muito difícil; dois fatores contribuem para isso: a índole do brasileiro que é muito condescendente e muito mal informado, pela péssima educação escolar que agora piorou mais ainda com a infiltração socialista no ensino.

      • Ainda existem muitos outros exemplos. No Canadá você pode ter escopeta e fuzil, mas se apontar um revolver de brinquedo para alguém na rua são 5 anos de cadeia.
        Na Argentina você tira sua posse de arma eletronicamente. Basta enviar os documentos de registro da arma, foto da mesma, etc.
        Mas não adianta. A seita laica não conversa, não escuta. É inútil como debater com adeptos de Jim Jones.

  7. É tanta conversa fiada de “especialistas” que o foco central acaba se perdendo no meio das palavras inúteis recheadas de boas intenções. A facilitação de posse de arma não tem, nunca teve, a pretensão de reduzir a violência, mas de dar ao cidadão O DIREITO DE POSSUIR ARMA. Será que é tão difícil assim entender? Ninguém vai ser obrigado a comprar arma. Não vai ser criada pelo governo a “bolsa revólver”. E essa porcaria de decreto, para quem sabe ler e interpretar texto, não facilitou coisa nenhuma, continua na mesma m#$#+. AFFF… Cansativo isso, viu? Até o presente momento a opinião mais racional, inteligente e objetiva sobre esse assunto foi postada aqui pelo redator deste blog. Um comunista assumido.

  8. Vamos deixar de ser cagões. Este planeta não é da paz como imagina os infantilizados. Tem que se ter o direito à posse e ao porte para todos e ponto final.
    Antes dessa cagada de se proibir armas aos cidadãos de bem, a criminalidade no país não era alta como agora, com mais de 60 mil assassinatos por ano.

  9. Segurança é um dever do estado, como o estado não esta cumprindo esta norma o cidadão tem direito de se proteger. Falam tanto do desarmento. Por que estes que criticam o projeto do Bolsonaro, então não vão para todos os morros e cantos deste País desarmar os bandidos.

    • O estado Suiço, Canadense e Norteamericano dão segurança para a população. E o cidadão tem o direito de ter arma em casa. Se quiser se sentir mais seguro. Na verdade estes estados dão o direito até de portar arma em trânsito.
      Mas aqui os intelectuais da seita laica pregam dia e noite o gramscismo de buteco aonde só o deus-estado-forte-paternalista-e-mandão sabe do que você precisa.

  10. O espírito da lei é o mais importante. Qualquer decreto provocaria opiniões contra e a favor.
    Em minha modesta opinião, a habilitação é necessária e deve ser feita em academia de polícia, mediante pagamento de taxas razoáveis. Uma vez habilitado, a licença de posse para o cidadão seria emitida em um cadastro próprio no MJ e então a compra seria autorizada. Haveria controle completo. Cidadão e arma. O curso de tiro na polícia serviria para cadastro e avaliação. Além de uma fonte de renda extra que não custaria investimentos iniciais para a academia de polícia.
    Quem for contra que não compre arma.Simples decisão. Estamos cansados de cassandras midiáticas.
    No caso de um cidadão dizer que não tem dinheiro para um curso de tiro e exame psicotécnico, pode esquecer que ele terá arma legal, pois os preços são altos. Melhor para ele seria não ter curso algum e ter arma ilegal, como os bandidos atuais, ou então mudar o governo e instituir a bolsa-pistola.

  11. Prezado Béja,
    O tipo e calibre das armas que o cidadão pode possuir já é regulamentado há muito tempo, desde muito antes do Estatutuo do Desarmamento: São proibidas as armas de calibres restritos às forças armadas, o que inclui os fuzis, as armas curtas podem ter no máximo o calibre .380 (pistolas semiautomáticas) ou .38 Special ( revólveres) e mas armas lomgas, além das que usam calibres de fuzil, a Winchester .44 é proibida. Então o decreto do Bolsonaro não trouxe nenhuma novidade ao não especificar isto, porque valem as leis anteriores.
    A aitorização também não pode ser negada, porque trata-se de um direito que não pode ficar subordinado à discricionaridade subjetiva da autoridade policial, como vinha sendo, desde que o cidadão não tenha condenação criminal.
    E o fato da segurança pública ser dever do estado, do mesmo modo que a saúde, educação e outros mais, desde o momento em que o estado se mostra incapaz de cumpri-lo satisfatoriamente (é só olhar para os sessenta mil assassinatos anuais no Brasil, onde esse índice supera em CINCO VEZES o dos Estados Unidos, a nação mais armada e com memos restrição à posse e porte do mundo) passa a ser necessário, e de maneira nenhuma proibido, que o cidadão possa cuidar dele. Estão aí os hospitais particulares, os planos de saúde, as aposentadorias privadas, as escolas privadas, tudo absolutamente dentro da lei.
    É materialmente impossível ao estado assegurar a segurança individual de cada cidadão e cada residência, do mesmo modo que é material,ente impossível assegurar a completa segurança contra uma morte por acidente de trânsito ou de avião. O decreto de Bolsonaro não transfere esse dever ao cidadão em detrimento do estado, pelo contrário, restaura seu direito à legítima defesa que vigorava desde o Brasil Colônia até a publicação do Estatuto do Desarmamento, que foi elaborado e aprovado sem nenhuma consulta popular e onde o resultado do próprio referendo nele previsto foi solenemente ignorado pelo governo e pelo legislativo.

  12. O eminente jurista, dr.Béja, no seu artigo em tela, jamais escreveu que o cidadão não poderia ter armas consigo.

    Registrou, e concordo plenamente com a sua frase, é que cabe ao Estado a proteção do indivíduo, tarefa que as autoridades abandonaram sob os mais variados motivos, todos, sem exceção, indesculpáveis!

    Dito isso, é inegável que, agora, conforme nos encontramos em um caos absoluto com repeito à insegurança, o governo TIMIDAMENTE nos alcança a chance de termos uma arma em casa ou até quatro delas.

    De fato, a violência não vai amenizar.
    Eu, caso queira comprar um revólver para proteger a mim e minha mulher de assaltantes em nossa residência não estarei impedindo os crimes cometidos nas vilas das grandes cidades, nos morros e favelas cariocas, nos arrabaldes de São Paulo ou, até mesmo, diminuir os atentados no Ceará.
    Mas, terei a sensação de segurança, de poder me defender, de impedir que façam o mal à minha pessoa, à esposa e do meu patrimônio!

    Portanto, leio comentários que são odes ao sofisma, a falácias, haja vista desviarem do problema crucial e vital, que é o Estado que deveria nos proteger, e não termos armas em casa para esta finalidade!

    O nobre advogado não se coloca contra se ter uma arma em casa, e nem poderia.
    Porém, entende e com razão, que esta violência e número de mortos a cada ano não irão arrefecer com o cidadão comprando um trabuco para se defender.
    Logo, o governo mais ainda se afasta de sua obrigação constitucional, transferindo a nós, trabalhadores e cidadãos, a função que não nos cabe!

    Ora, nesta sintonia, Bolsonaro tem a obrigação de liberar os cassinos, pois se trata de outra medida antidemocrática e de cerceamento de meus direitos, impedir o seu funcionamento, que tanto emprego proporcionaria.

    Assim como deve ser responsável aquele que possuindo uma arma em casa, e havendo dentro dela crianças ou adolescentes, guardá-la em lugar seguro e com chave, e se quiser comprar um revólver pode fazê-lo, os frequentadores de cassinos vão se quiser.

    Se perderem os seus tostões no jogo, azar, mas tiveram o direito de ir e vir conforme reza a nossa Carta Magna, mesmo sendo violentada, rasgada e cuspida, como tem sido feito pelo nosso STF!!!

    O meu aplauso ao artigo, e o meu abraço fraterno ao dr.Béja, sempre esclarecedor e com boa vontade em nos ensinar, e GRATUITAMENTE!

  13. Foi feito um plebiscito e o povo votou pela liberação das armas…o pt como sempre não cumpriu aquilo que ele não gosta…agora Bolsonaro está apenas confirmando o que o povo escolheu..com alguns anos de atraso..

  14. O diabo é que somos um estado de guerra tribal, primitiva, permanente e insana, por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, e não um Estado propriamente dito. IMPOSSÍVEL A PAZ EM ESTADO DE GUERRA TRIBAL PERMANENTE, PRIMITIVA E INSANA como é da natureza do sistema político em vigor neste país há 129 anos e que nos conduziu a isso que ai está, com os espíritos armados para a guerra. O BRASIL, “o nosso país”, é um dos mais violentos do mundo, aqui o ódio campeia e as pessoas estão se matando entre irmãos, que estão perdendo as suas vidas numa quantidade impressionante, cerca de 60 mil seres humanos ao ano. Num contexto deste, não tenho a menor dúvida de que este país precisa mais do que nunca com urgência urgentíssima de um grande choque de paz e amor, ou melhor, de um projeto novo e alternativo de política e de nação, alicerçado na paz, no amor, no perdão, na conciliação, na união e na mobilização como possível solução, mas o governo eleito, infelizmente, na contramão da pacificação da nação e do desarmamento principalmente dos espíritos violentos inseridos na população, impõe exatamente o contrário, o armamento da população. Assim não dá, assim não é possível ser feliz neste país. Mas nem por isso podemos desistir do nosso projeto de paz e amor, estabilidade, sustentabilidade e prosperidade para o bem de todos e todas. https://www.youtube.com/watch?time_continue=8&v=dqUwqs2U0E8

  15. Dr. Béja,
    Tenho admiração pelo seu profundo conhecimento, mas às vezes ele atrapalha.
    Vou ser rápido: Lembra o ataque na Dutra que o ator Gérson Brenner, sofreu? Lembra? Lembra em que circunstâncias foram? Pois é!
    Este homem vegeta até hoje, e os covardes e canalhas estão soltos curtindo a vida até hoje. Aliás o Estado que o Sr. diz que tem a obrigação de cuidar pela integridade do cidadão, jamais elucidou o caso e não colocou nenhum facínora preso!
    Pergunto: O Sr. Acha isto justo?
    Deixo a palavra com o excelente jurista, caso queira me responder.
    Me despeço com toda a deferência e delicadeza que o Sr. Merece.
    Atenciosamente,
    José Luis.

    • Em caso como o de latrocínio, p.ex., típico de índoles irrecuperáveis, não seria o caso da adoção da pena de morte, ao invés de por armas nas mãos de quem não tem condições de se defender com elas. O caso citado, p.ex., o Gérson teria como reagir ? Acredito que não, mas um latrocida, ou um assassino frio e contumaz, tiver consciência de que para a sua ação corresponde a pena de morte, penso que reduziríamos bastante o número de crimes violentos contra vida. Seria uma resposta forte do Estado contra a banalização dos homicídios, e o desprezo pela vida humana, que já chegou ao estágio do insuportável.

    • Espectro, o Dr Béja tem uma linha de responsabilizar o estado por tudo o que acontece, só que não diz de onde vai sari o dinheiro. O Estado é ou são os cidadãos que pagam os impostos. Responsabilizar o Estado é responsabilizar o pagador de impostos. Nunca vi nos processos movidos contra o Estado, que o administrador em questão seja responsabilizado, também. Mas, os advogados são assim senão eles não existiriam. Não importa de onde sai o dinheiro e sim que ele saia.

    • Caro leitor, neste domingo último, por volta das 9:15h da manhã, a delegada de polícia e hoje deputada estadual Marta Rocha, junto com sua mãe de 88 de idade, viajavam em seu carro dirigido por um PM na rua Belisário Pena, na Penha, subúrbio do Rio. Mãe e filha se dirigiam para a missa dominical.

      Foram atacadas.. O veículo recebeu tiros de fuzil. O motorista se feriu. Ninguém reagiu. E todos portavam arma.

      Por que isso aconteceu?. Por várias razões, a principal delas pela absoluta falta de policiamento nas ruas e avenidas do Rio. Se houvesse policiamento ostensivo, fardado, armado, dia e noite, noite e dia, em todos os cantos, o ataque não teria acontecido. O policiamento inibe a ação criminosa. Faz tempo que os cruzamentos das ruas do Rio nem guarda de trânsito existe. O carioca já até esqueceu o som do apito do guarda, que era tão ouvido diariamente.

      Também as armas do PM e da delegada-deputada nem foram acionadas, ou tiradas da cintura do PM motorista e da bolsa da delegada-deputada. De que adiantaria. Seria uma tragédia a reação. Os criminosos, livres, soltos e sem policiamento, estavam armados de fuzil.

  16. Esta caneta deveria ser para projetos para o pais ter paz e não guerra, educação saúde, segurança e emprego, mas não com este salario de fome “salário mínimo”. A violência é fruto de más politicas publicas, vai faltar presidio no pais.

  17. Ah agora o Dr. Beja entendeu o decreto. O seu primeiro texto foi péssimo sobre o assunto. No resto, mesmo agora entendo o decreto continua com uma opinião errada. Sim cabe ao Estado defender o cidadão, mas isso não implica que este tbm não possa se defender sozinho.

    A auto defesa é um direito básico de qualquer sociedade, assim como a liberdade de ir e vir, de propriedade e de trabalhar.

    Além disso acho muito interessante que os analistas legais desconsiderem que ouve um plebiscito onde a população majoritariamente votou contra o cerceamento do direito de ter uma arma.

    A meu ver o tal Estatuto do Desarmamento é a verdadeira aberração jurídica que não poderia existir, pois vai na direção contraria ao plebiscito que lhe deu origem. As pessoas votaram uma coisa e o governo criou uma lei estabelecendo quase o contrario, uma vergonha que o STF tenha aceito essa aberração jurídica e antidemocrática.

    E antes que perguntem, não, eu não pretendo comprar uma arma.

  18. Por essas e outras os EUA, Canadá, Suiça,etc são o que são e o Brasil é o que é.
    Cada povo tem o país que merece.
    Como brasileiro não há quem possa.

  19. Sr. Luiz Felipe,
    Concordo em tudo que o escreveu.
    É verdade, a pena de morte diminuiria muitíssimo à criminalidade. Mas o Sr. sabe que aqui neste país isso jamais vai acontecer.
    Inclusive no caso do Ator Gerson Brenner, a polícia jamais descobriu que foi o desgraçado, ou seja teria escapado da pena máxima.
    Quantos casos gravíssimos não são elucidados? Milhares!
    Se tivesse a pena de morte aqui neste atrapalhado Brasil, tenho certeza de que o primeiro a ser executado, se descobriria anos depois que era inocente. rsrs
    Neste momento, estamos sendo degolados em cada esquina como frangos indefesos.
    Por isso sou a favor das armas e de armar a população.
    Atrás de cada assassinato, famílias também são dizimadas e condenadas a sofrer pela morte de um ente querido eternamente.
    DIGO SIM ÀS ARMAS! SÃO SUPER BEM VINDAS, NESTE MOMENTO DESESPERADOR!
    Se eu pudesse, compraria um CANHÃO!
    Mas não vou comprar nem um revólver…
    Mas o abuso e a PACHORRA dos assaltantes covardes, diminuirá muitíssimo, porque a cada assalto planejado, jamais saberá quantas pessoas estarão armadas em volta dele.
    Só está dúvida, vai dar m freio drásticos nestes covardes desgraçados!
    Simples assim.
    Atenciosamente.

      • Do jeito que as coisas estão, a melhor opção seria uma metralhadora giratória, em posição defensiva, 24 horas no ar, inclusive porque pra sobreviver a coisa está assim, o brasileiro honesto, de bem, tem que viver de costas para a parede em posição defensiva o tempo todo, e quando o sono apertar, recomenda-se cueca de aço fechada a cadeado. O que mais está faltando para mudarmos de verdade este país e este estado de coisas e coiso$ ?

  20. Só para botar mais lenha na fogueira, não devemos esquecer aquele senador que apresentou e votou pelo desarmamento e foi morto por uma arma de fogo nas ruas.

    Foi noticiado que ele chegou até a correr para se esconder, mas o assassino o alcançou.
    Nesse tempo todo daria para ele se defender se tivesse uma arma.

  21. A priori, um governo sem personalidade, sequer no esboço. Uma vera-efígie da igreja universal que: escracha a umbanda pra fazer as pessoas acreditarem que a demonizadora é diferente da satanizada. Enquanto isso, a seita do bispo Macedo (Bolsonaro) utiliza diversos elementos míticos umbandistas (petistas). Cruzes negras, defumadores, óleos e água consagrados, intercessões, sal grosso, exorcismos, despachos etc.
    Mostra tua cara, dissimulador!

  22. O cidadão instala grades, alarmes, câmeras, etc.
    não para reduzir a criminalidade mas na tentativa de se proteger de maneira passiva.
    A posse de uma arma, com o devido treinamento, permite uma defesa ativa quando os obstáculos anteriores forem superados e, essa possibilidade, poderá ser um fator de dissuasão à tentativa de fazê-lo.

    • O treinamento de 3 dias é suficiente, e quanto ao procedimento com a ar
      ma, basta que ele seja escrito numa página e entregue ao requerente, depois do tal treinamento, além dela também ser sempre divulgada nas redes.
      Mas aqui é Brasil e aí vão inventar um monte de regulamentos. Coisa de país socialista, que no fim das contas vai inibir do mesmo jeito de antes.

      Enfim, aqui os criminosos sempre vencem, dentro e fora do estado.

  23. e quem nega isto? E muito mais, nos assegurar uma boa educação, assistências médica e social também. Mas como a prática nos diz que o Estado não pode nem com ele mesmo, cada um se vira como pode. Alguns acreditam que Samuel Colt nos fez todos iguais, não discordo dele mas prefiro o convencimento pelo diálogo.

  24. -Todos podem emitir opinião quanto à legitima defesa e ao controle da violência, MENOS OS ESQUERDISTAS, pois quando eles assumiram o controle do Brasil, a taxa de homicídios era de =/- 16% e agora devolveram o país com uma taxa de mais de 30%.
    -Conclusão: Se soubessem fazer alguma coisa teriam feito ao longo destes últimos TRINTA ANOS e nos deixado uma taxa de 8%!
    -Ou será que não deu tempo?

    • Não é sensato misturar tudo no mesmo saco. Senão, por analogia, poder-se-ia dizer que, simplesmente, os direitistas não podem palpitar sobre nada, pois, a rigor, depois de tantos anos, se fossem bons realmente, não teriam sido trocados pelo PT.

  25. Puro discursinho da esquerda, só pra ser contra mesmo. O decreto é apenas para a segurança do indivíduo, sua família e do seu patrimônio, como Bate-pronto! Isso não substitui o estado e o Bolsonaro sabe disso.
    Presidente Bolsonaro, a sociedade de bem agradece … !!!

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