A sobrevivência de Sarney

Na segunda da BAIXARIA, ou hoje, na quarta da CALMARIA?
Não é PACIFICAÇÃO e sim CORRUPÇÃO

Os baderneiros da segunda-feira abriram inesperado caminho de conversação na terça e as duas incógnitas de hoje, quarta. São incógnitas mesmo, mostraram as armas mas não identificaram o calibre nem o poder de fogo.

Só duas coisas são conhecidas mas desde este momento (9 da manhã) até o fim da tarde esses dois fatos podem mudar de roteiro e produção, menos de ator principal. Quer dizer: atuará como ator principal até à reunião do Conselho de Ética, e depois como escritor do seu próprio discurso de permanência ou retirada.

Não foi por acaso que juntaram os dois fatos, mas fora daí não se sabe mais nada. As conversas de ontem bastante suspeitas, com “apelos” ao “entendimento”, mas sem que alguém falasse num “entendimento contra a corrupção”.

O que não se sabe daria para um livro branco.

1 – A que horas Sarney falará? 2 – Usará a tribuna do plenário ou a cadeira presidencial? 3 – Como anunciou, da cadeira de presidente, “falarei amanhã, depois da reunião do Conselho de Ética, já saberá o que esse Conselho decidirá?

4 – Se não sabe (pela formação do Conselho é impossível não saber) o que será resolvido, terá que preparar dois discursos ou dois “improvisos”. 5 – Um para o caso das representações serem arquivadas ou então recebidas.

6 – A terceira hipótese, muito conversada, seria não resolver nada, Sarney ficaria mais tranquilo.

7 – Discursando do plenário não será uma espécie de “fala do trono”, Sarney poderá ser aparteado. 8 – Aí será massacrado, sua posição é insustentável, não resistirá e a sessão levará horas. 9 – Explicavam que ao subir à tribuna, Sarney avisaria, “nunca pedi para falar sozinho, esta é uma ocasião especial”.

10 – A oposição a ele poderia não aceitar. Se aceitasse, correria em massa para refutá-lo, mas não estaria mais presente, a idéia é “se explicar”, sair e deixar a operação limpeza para os suplentes.

Diante disso, o cidadão-contribuinte-eleitor teria de agora até o discurso (sem contar a Ética, perdão, a reunião do Conselho) no mínimo 7 horas de angustia e espera, para preencher o vazio que criaram deliberadamente.

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