A sonhada vacina contra o corona alegrou o mundo. Com exceção do Brasil. é claro…

Charge O Tempo 04/06/2019 | O TEMPO

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Vicente  Limongi Netto

A esperada vacina contra o corona alegrou o mundo. Com exceção do Brasil. Aqui a descoberta indica desunião, insultos, chacotas, deboches e agressões. Com inacreditável doses de irresponsabilidade, falta de grandeza, de espírito público e, sobretudo, desamor ao ser humano. Arranca-rabos e intrigalhadas entraram forte nos corações dos políticos. A temperatura subiu. Ameaça subir mais.

BRIGAS ELEIITORAIS – As inacreditáveis desavenças visam as urnas eleitorais. Sem o endosso do povo.  A impaciência e o destrambelho marcam as declarações. Vaidades pessoais vencem o diálogo.  A alta temperatura política atrasa e envergonha o Brasil.

O diálogo precisa, urgente, voltar a entrar em campo. As coisas pioram porque o governo não tem sintonia. Todos falam. Ameaçam. Querem ganhar no grito. O clima piora e aumenta ainda mais o abismo entre o Executivo  e Legislativo, quando os notáveis e singelos  pimpolhos de Bolsonaro metem a colher onde não devem.

VOLTAR À TERRA – Embora deputado por 7 mandatos, Bolsonaro precisa voltar ao planeta Terra. Sabe que no  Congresso não tem santos. A maioria é composta de homens de bem. Mas é inegável que todos gostam de sentir e ter um pouco do gosto do poder.  Bolsonaro precisa botar na cachola que ceder e recuar, pelo bem da maioria, também engrandece o homem público.

A atual quadra do Brasil é lamentável e preocupante. Repleta de desencontros e destemperos. Dois motivos estão levando políticos, ministros   e magistrados a perderem a  compostura: a reforma administrativa, cada vez mais emperrada e o clima azedo entre ministros do STF, políticos obscuros, demagogos e fanfarrões,  Ministério Público e procuradores. Os poderosos brigam e se esfolam, e quem permanece no prejuízo é a população. Até quando, Francelino?

MENSAGEM A HELIO – O ex-senador Bernardo Cabral e sua mulher,  Dona Zuleide, enviaram ao jornalista Helio Fernandes a seguinte mensagem:

Amigo Helio, você completou uma centúria em 17 de outubro de 2020, e deixa indelevelmente tombado no patrimônio da nossa amizade a figura do Amigo leal. Perseguido, cassado, banido, preso, Você não se utilizou da cautela do silêncio ou do anel da omissão, esse subproduto do nada e do não.  Já ao contrário, aqueles que o perseguiram de forma velhaca ou covarde, acabaram sucumbidos no cadafalso da opinião pública.  Queremos colocar, no mais alto dos relevos, que nunca o vimos atormentado pelas ambições pessoais ou pelo Poder, e, muito menos, pelo medo aos detentores eventuais desse Poder.

Finalmente, querido Amigo Helio, Você jamais pretendeu ser modelo para quem quer que fosse, mas a sua atuação carregando consigo as cicatrizes orgulhosas do dever cumprido servirão de exemplo.

Afetuoso abraço. Parabéns.

Zuleide e Bernardo

ANALISTAS DE FUTEBOL – É assombrosa,  medíocre, irritante e avassaladora a praga  de analistas de futebol de  meia pataca e de pretensiosos apresentadores.  Encastelados  nos  canais Sportv, Fox e ESPN. O controle remoto nos salva. A maioria esmagadora dos sábios de araque nunca jogou  bola de gude, pedra em mangueira e jamais calçou uma chuteira. Nunca ganhou nem torneio de futebol de botão.  É um time ruim, recalcado, pretensioso e arrogante.

De quinta  categoria. Fazem  caras e bocas e pose de inteligentes. O esporte predileto dessa corja de boçais é  tripudiar e fazer pilhérias com jogadores. Nenhum jogador entra em campo para errar. São profissionais e chefes de família. Merecem respeito e consideração. Nessa linha,  o mais grave e desolador é que alguns “analistas” ex-jogadores,  começaram também a proceder de  forma indigna, estúpida e debochada. Inacreditável. Não argumentam, insultam.

Nessa linha, idiotas e bisonhos vulgos Roger Flores, Paulo Nunes  e Paulo Vinicius Coelho, do Sportv, resolveram tripudiar  com Paulo Henrique Ganso. Coitado dos asnos.    Não têm, nunca tiveram  competência para amarrar os cadarços das chuteiras do jogador  do Fluminense, que encara a reserva com maturidade e espírito esportivo.

Como os medonho Roger, Nunes e Coelho,  existem outros “analistas” da mesma laia. Citando todos, vou poluir meu texto de dengue e quem sabe, de  coronavírus. Bom não arriscar.

8 thoughts on “A sonhada vacina contra o corona alegrou o mundo. Com exceção do Brasil. é claro…

  1. *A esperada vacina contra o corona alegrou o mundo. Com exceção do Brasil.
    Ainda não existe essa esperada vacina.
    No Brasil, quatro dessas já estão sendo testadas em voluntários: a de Oxford, na Inglaterra; a de Pequim, na China; a de Mainz, na Alemanha e a Janssen-Cilag, produzida pela divisão farmacêutica da Johnson&Johnson.

  2. Limongi é versátil.
    Aborda vários temas com o seu tradicional estilo, sem eufemismos, e indo direto ao assunto.

    Concordo com os tópicos mencionados, onde o articulista opina sobre eles.
    Mais:
    quanto aos “comentaristas” de futebol, tiro o som da TV.
    Não dá para ouvir um pessoal que, além de não conhecer o esporte, muito menos sabe o que dizer durante uma partida.

    Também os narradores, que cansaram com seus clichês:
    – É do jeito que ele gosta!
    – É um craque;
    – O time não se entrega.
    – O time é valente, perde de 5 a 0.

    E agora virou bordão o seguinte:
    – Mas que jogo é esse??!!

    Simples:
    Futebol!

    Legal, Limongi, o texto.

    Abraço.
    Saúde e paz.

  3. Vou opinar apenas a parte que Limongi fala sobre futebol, porque esse esporte é uma das minhas paixões. E paixão, como sabemos, dispensa a razão. Assim, Limongi, quando dá sua opinião sobre PH Ganso, parece que escreve sobre o começo de carreira do jogador que foi, realmente, brilhante. Mas alguma coisa se perdeu no caminho. Talvez as lesões. E o jogador não passou de uma grande promessa, como tantas outras. Hoje não é nem sombra do que foi.

    Aquele antigo jogador eu queria no meu time. O atual o quero longe. As críticas aos desempenhos dos jogadores muitas vezes são cruéis, mas faz parte do ciclo.
    Ex-jogadores, hoje comentaristas, também sofreram restrições, xingamentos, etc, quando jogaram, faz parte do negócio e do ciclo. E acho isso normal, afinal de contas, o que vende à população em geral, não são os comentários amenos. As críticas ácidas são bem têm bem mais audiência. E isso se aplica em toas as áreas.

  4. Sim, Vidal, basta ver o Neto no seu programa!

    O cara parece alucinado!
    E diverte, com aquele sotaque paulista de puxar pelo erre, e falar como a gente faz quando pessoalmente.

    Trata-se de um ator.
    Dia que ri muito, foi quando o Amaral o imitou batendo falta!
    Levantou os calções até o peito, andou como pinguim … dei muitas risadas.

    E as suas críticas contra os dirigentes do Corinthians, time que adora, não são nada civilizadas.

    Mas não vejo esse programa diariamente na TV.
    Às vezes, busco vídeos pelo Youtube, então escolho o assunto.

    Abraço.
    Saúde e paz.

  5. Gratos aos vigilantes e solidários Bendl e Vidal. Futebol realmente mexe com os nervos dos que gostam de emoções.Adoro o bom futebol. As boas resenhas. Sou “peladeiro” incansável. Das terças-feiras.Enferrujando, por culpa da pandemia. Bendl lembrou bem. Bordões cansam. Tem um que não é bordão, apenas bajulação. Narradores da Globo e Sportv, chamam Júnior de “Maestro”. Ridículos. Maestro de que e porque? Foi bom jogador, é ponderado, mas maestro foi Gerson, Didi, Ademir da Guia, e o próprio Ganso, na época maravilhosa e cativante do Santos. Ganso era primoroso, como bem observou o Vidal. Apenas Cleber Machado chama Júnior simplesmente pelo nome. Parabéns a ele. ótimo domingo para vocês.

  6. Adorei o comentário sobre os comentaristas dos citados canais, realmente são todos “çábios”, apesar de alguns até terem calçado chuteiras durante algum tempo. Infelizmente como não tem freio dizem o que querem porque sabem que não vão receber o merecido troco. E a estes “çábios” se acrescentaram também um time de “çábias” para não passarem por machistas, sendo que muitas destas “çábias” comentaristas fazem comentários mais machistas do que os “çábios” comentaristas. Deixei de ver futebol na TV, não aguento tanta “çabedoria”.

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