A surpreendente eleição municipal deixou um rastro de perguntas que não têm respostas…

Eleições municipais 2020

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Vicente Limongi Netto

Deixo para analistas e cientistas políticos responderem emocionantes perguntas que permanecerão borbulhando e ocupando espaços no segundo turno das eleições municipais. Muitas delas servirão de avaliações e estudos para o pleito nacional de 2022 Por exemplo: Bolsonaro terá bala na agulha, ou pólvora, para alavancar Marcelo Crivella contra Paes? Lula mostrará a cara para ajudar Boulos?

O PSOL realmente tornou-se herdeiro político do PT? Por que dois senadores, ainda com mandato de 7 seis anos, disputaram eleições para prefeitos? Um deles, do PT, teve votação medíocre. Por que o candidato de Bolsonaro, em Manaus, teve votação bisonha?

SEM “MEA CULPA?” – O presidente escolheu errado,  inclusive quem não é do ramo , e subestimou políticos tradicionais que acabaram indo para o segundo turno? Bolsonaro não vai fazer “mea culpa” por largar na chuva o partido pelo qual se elegeu, e que saiu chamuscado do pleito municipal?

Carluxo, filho de Bolsonaro, reeleito para vereador, no Rio de Janeiro, com menos 36 mil votos do que na eleição passada, vai entrar com vontade na campanha de Crivella? Bolsonaro vai mudar de estratégia política, para se recompor, emocional e politicamente, e encarar o duro pleito de 2022?  As urnas  responderam as destrambelhadas afirmações de Bolsonaro, sobretudo aquela contra a vacina, que estarreceram os brasileiros? É tanta coisa para perguntar…

###
NOVO PUXÃO DE ORELHA DA NETA DESAPONTADA

Olá, vovô Jair. É a Geórgia, novamente.  Perto dos 5 meses, zangada com você. Pronta para dar-lhe bons puxões de orelhas. Nos banhos de sol, na pracinha, faceira e bela, dentro do carrinho, com a babá,  ouço  um monte a seu respeito. Palavras duras. Recheadas de cabeludos palavrões.  Quando cheguei, vovô, embrulhada como anjo, de um lugar encantado, estrelado e  florido, anunciei que vinha para botar ordem no seu cotidiano. Adoçar seu coração. 

Pedi, ponderei, implorei para você frear a língua. Parar de insultar as pessoas. Amaciar seu gênio explosivo e autoritário. Até generais estão desapontados com suas atitudes toscas. Deixe de ofender quem discordar de você.

Em vão. Minha beleza está cansando, vovô. Seu desprezo e palavras amargas contra a vacina foram deploráveis. Não satisfeito em praguejar abissal estupidez, afrontou os brasileiros, chamando-os de maricas. As urnas repudiaram suas afrontas. Santo Deus, vovô. Estou corada de vergonha.  Seus atos descontrolados e desatinados apequenam o importante e poderoso cargo que você ocupa. 

Bote na cachola que quem não respeita os outros não merece ser respeitado. Mais amor, vovô, menos rancor.  Mais diálogo, menos insultos. Reitero o que pedi a você assim que cheguei: dê bons exemplos. Menos grosseria, vovô. Mais generosidade. Caso contrário, sua longa caminhada até 2022 permanecerá espinhosa. Pesquisas costumam errar. Fique com Deus. Saúde e luz. Te amo, vovô Jair.

2 thoughts on “A surpreendente eleição municipal deixou um rastro de perguntas que não têm respostas…

  1. ” Só espero vovô, que o senhor não tenha o fim melancólico e duro da minha bisavozinha, aquela que morreu jogada num hospital público, após viver miseravelmente numa favela de Brasilia. Tenho uma dúvida,meu vovozinho: Minha bis teve um enterro simples ou foi como indigente?”

  2. Limongi, me animei com o título do artigo, imaginando que a principal pergunta sobre essa eleição seria corajosamente escancarada aqui na Tribuna da Internet: “Quando o Parlamento abrirá investigação independente, para apurar as gravíssimas falhas ocorridas durante a apuração dos votos?”. Infelizmente o seu texto ficou no rame-rame da política, paciência.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *