A tendência é a pressão internacional por solução para queimadas se intensificar

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A irresponsabilidade das queimadas causa protestos pelo mundo

Jorge Vasconcelos
Correio Braziliense

A Agência Espacial Americana (Nasa) afirma que esta é a pior temporada de queimadas desde 2010. Segundo dados do Inpe, de janeiro a agosto, os satélites registraram o maior número de queimadas desde 2013. E jamais houve pressão internacional tão intensa. No dia do início da reunião de cúpula do G7, em Biarritz, na França, jornais franceses e o italiano La Reppublica destacaram os incêndios em suas capas. O encontro termina nesta segunda-feira.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, defendeu, neste sábado (24/8), a ratificação do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, mas ressalvou que, em razão das queimadas na Amazônia, e da postura do presidente Jair Bolsonaro, a conclusão do acordo pode não ocorrer de forma harmoniosa. Ele falou sobre o assunto durante entrevista coletiva antes do início da cúpula do G7, em Biarritz, na França.

CRÍTICA PESADA – “Apoiamos o acordo UE-Mercosul, que também implica a proteção do clima, mas é difícil imaginar uma ratificação harmoniosa pelos países europeus enquanto o presidente brasileiro permite a destruição dos espaços verdes do planeta”, afirmou Tusk.

Reino Unido, Alemanha e Espanha, no entanto, têm adotado um discurso mais cauteloso. “Há todo tipo de pessoa que usará qualquer desculpa para interferir no comércio e frustrar os acordos comerciais, e eu não quero isso”, disse, por exemplo, o premiê britânico, Boris Johnson, na reunião do G7. Em nota, o governo espanhol afirma será por meios das cláusulas ambientais do acordo comercial que se poderá avançar no tema.

Celebrado em junho, após 20 anos de negociação, o acordo ainda terá um longo caminho a percorrer para entrar em vigor. Ele precisa ser ratificado no parlamento europeu e pode precisar de aprovação dos parlamentos dos países do bloco, a depender de decisão da Comissão Europeia.

PODE LEVAR ANOS – Também no Mercosul, o arranjo comercial precisa da aprovação dos congressos nacionais. Na prática, significa que o acordo terá que ser aprovado pelos parlamentos dos 31 países envolvidos, uma tramitação que deve levar anos e enfrentar resistências, como já demonstraram França, Irlanda e Islândia.

O tratado de livre-comércio pretende eliminar tarifas de importação para mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos. O processo de redução de tarifas vai variar de acordo com cada produto e deve levar até 15 anos, a partir da entrada em vigor da parceria intercontinental.

Estimativas do Ministério da Economia indicam que o tratado poderá representar um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de US$ 87,5 bilhões em 15 anos. Se considerados fatores como a eliminação das barreiras não tarifárias e o incremento esperado na produtividade, o reforço no PIB poderá subir para US$ 125 bilhões.

Queimadas no G7 – Na reunião do G7, a “emergência climática” foi inserida no tópico “combate às desigualdades”, um dos três temas principais da cúpula, além da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, a desaceleração da economia global e segurança.

Para o professor Juliano da Silva Cortinhas, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (Irel/UnB), o Brasil segue cada vez mais na contramão da tendência mundial em relação à preservação do meio ambiente.

“Os possíveis efeitos para as exportações brasileiras têm relação com o padrão do comércio internacional nos últimos anos, que não é mais regulado apenas pelo lucro. De acordo com o especialista, tanto os países como os consumidores querem produtos com “origem limpa, que respeitem os princípios do desenvolvimento sustentável, originários de países com uma boa imagem internacional e com padrão de respeito ao meio ambiente”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Embriagado pelo poder, Bolsonaro está tendo suas primeiras lições de diplomacia. Espera-se que enfim entenda a situação. Ao contrário do que ele pensa (?), os EUA não são nossos maiores aliados. Pelo contrário, são os maiores rivais no comércio agrícola, que é o nosso forte. (C.N.)

20 thoughts on “A tendência é a pressão internacional por solução para queimadas se intensificar

  1. Bom dia, quadrúpedes do binarismo!!!

    Hoje tem bolsomicaretinha viu, otários? Os trouxas que compareceram no dia 26.05 e pediram COAF com São Moro vão fazer o mesmo na manifestação de hoje??

    Lembrem-se, trouxas: quem tirou COAF de São Moro foram Bolsonaro e Paulo Guedes, talquei, otários???

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

  2. O Governo Brasileiro através de suas Palavras deve parecer muito Cuidadoso de suas Florestas, especialmente da Amazônia.
    Deve ser muito discreto em INTEGRAR nossa Região Amazônica, 1/3 do Território Brasileiro, na Economia Nacional, para não ENTREGÁ-LA.
    E a primeira coisa a fazer agora é usar todos os meios para apagar os focos de incêndio e começar reflorestar.
    Depois da fumaça baixar, então é hora de,sem alardes, pensar em novas estradas, hidro-elétricas, etc, e PRODUÇAO SUSTENTADA, sem destruir a Floresta, obedecendo-se o bom Código Florestal Brasileiro.

  3. Por traz de tudo isso existe o fenômeno religioso, que como tal não busca a verdade ou o verdadeiro criminoso e sim o pecador, aquele que não se encaixa no determinado por esta doença adquirida pela humanidade com o advento da mente e conhecida como religião (ou ideologia, o que dá no mesmo).

    No passado, com elas, as tradicionais, foram colocados na fogueira alguns milhares, mas agora com a socialista crida no século XIX para substituí-las , em menos de 50 anos , em nome da nossa salvação aqui mesmo na terra, ao contrário das antigas, matou mais de 100 milhões de infiéis.

    Enfim, com esta religião que assolou a humanidade do século XX para cá, o socialismo, é preciso não falar o que todos vemos, o que sentimos na pele: ISTO É PECADO.

  4. Do Claudio Humberto.
    FINLÂNDIA DESPUDORADA
    25/08/2019
    O Brasil é o maior exportador de carnes do mundo. E a Finlândia, que preside a União Europeia, 4º maior, usou de maneira oportunista de incêndios florestais para tentar barrar… a carne brasileira.

    • As teorias conspiratórias proliferam mesmo sem fertilizantes.
      Seu James, não é natural que cada um puxe a sardinha para o seu lado? Antes disseram que o Macron quer proteger seus agricultores e por isso quer prejudicar o Brasil. Não é bem assim. Ele quer proteger os SEUS agricultores porque ele é o presidente francês e a França é forte na área agrícola.
      Cabe ao nosso presidente ser diplomata, negociar, conseguir ajuda internacional para socorrer a amazônia e ao mesmo tempo o apoio dos paises europeus nos acordos comerciais em discussão.
      Ao contrário, ele ofendeu os dois chefes de estado mais poderosos da união européia: França e Alemanha! (a Inglaterra parece estar fora com o Brexit).
      A culpa é nossa porque o nosso presidente é grosseiro, deselegante e topeira.

      • “A culpa é nossa porque o nosso presidente é grosseiro, deselegante e topeira.”

        Ai eu me questiono, o bozo eu sei que é um topeira, mas o que dizer de um presidente de primeiro mundo, que não toma conta nem de seu quintal e quer cantar de galo no quintal dos outros,
        Como dizia meu sábio avo, me mostra sua educação que te mostro a minha, o maricom francês deveria é ter mostrado sua superioridade diplomática, não o fez, quis tirar vantagem, e agora vai é se fuder.
        são deflagradores de discórdia vide o passado deles, um povo que durante a segunda grade guerra era dividido uma parte apoiava a Alemanha nazista a outra abaixava as calças e uma minoria lutava contra, e nas duas grandes guerras receberam nossos esforços para ajuda-los.
        E sendo uma atuação externa, tem de ser tratada com a devida polidez de um quadrupede pois ninguém chamou ele pra conversa, isso é questão interna.

  5. “Apoiamos o acordo UE-Mercosul, que também implica a proteção do clima”… É muita bobagem que se fala mundo afora acerca do clima. Antigamente se falava em “buraco na camada de ozônio”, depois passou a se falar em “aquecimento global”, agora em “mudança climática”. Vou deixar 2 links do cientista brasileiro na área de climatologia, Ricardo Felício, desmistificando essas tolices. Bem fez Trump pulando fora desse acordo de Paris. Bolsonaro deveria ter feito o mesmo…

    https://ipco.org.br/professor-de-climatologia-da-usp-desmonta-temores-sobre-aquecimento-global-co2-e-camada-de-ozonio/

    https://www.youtube.com/watch?v=Z8eqJquw5Wo

  6. DESASTRE CONSENTIDO: A intenção dos ruralistas era evidenciar apoio ao presidente Jair Bolsonaro nas suas ideias de “afrouxar” a fiscalização do Ibama, esperando perdão das multas pelas infrações cometidas ao Meio Ambiente. O Ministério Público não só alertou o governo sobre o dia do fogo, mas também cobrava um plano de contingência do Ibama em caso de “confirmação do referido evento”. https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Politica/noticia/2019/08/governo-foi-alertado-pelo-ministerio-publico-tres-dias-antes-de-dia-do-fogo.html?fbclid=IwAR3lWBOGTUovcnO3vDnnTr1ztV3ARiZnxNtlI8JujInxjCIpqdYbt-UV5EY

    O governador Waldez Góes (PDT) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro deveria ter focado em apagar os incêndios já no primeiro momento. “O que aconteceu é que se ficou muito no discurso de transferência de responsabilidade: uma hora responsabilizando agricultores, outra, ONGs, chegando ao ponto de responsabilizar governadores. Discordamos desse campo [de discussão], que é estéril de debates e não gera solução”, afirmou Góes ao UOL. Ele preside o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2019/08/24/waldez-goes-governador-amapa-bolsonaro-amazonia.htm?cmpid=copiaecola

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