A tragédia da crise e os fantasmas que rondam

Welinton Naveira e Silva

Desde o Império que políticos, empresários, militares, civis e outras categorias mais estão presentes em incontáveis corrupções. Coisa antiga e conhecida. Inúmeras estão cheias de evidências, ainda assim, impunes. Até agora, nada de verdadeiramente efetivo foi tentado visando estancar a roubalheira do dinheiro público. Reduzir um pouco, já estaria bom.

E quem não é ingênuo sabem muito bem, que o grande, inédito e impensável espetáculo “mensalão”, produzido e conduzido por poderosas forças contando com a grande mídia, não tem objetivo nenhum de iniciar uma nova era de dignidade, de intolerância com a corrupção e caça aos corruptos e desonestos.

Nada disso. Até porque, a julgar pelos jornais de todas as épocas, a máquina do governo sempre contou com grandes corruptos, confortavelmente incrustados no poder dando as cartas, acima da justiça dos homens e longe das garras da lei. Ricos e debochados.

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VELHOS ENTREGUISTAS

Por outro lado, por detrás do gigantesco teatro “mensalão”, pode muito bem estar em plena gestação a retomada da presidência da República pela turma dos velhos entreguistas, objetivando o pronto retorno das devastadoras privatizações, que tantas tragédias causaram ao Brasil.

Acreditar que o projeto das privatizações realizadas por FHC/PSDB, que se contabilizadas todas as perdas, a dinheiro de hoje, passariam de R$10 trilhões, poderia ser simplesmente obra de meia dúzia de pessoas daqui, sem influências externas, é muito complicado. Sideral assalto aos cofres públicos, revestido de legalidade, tem boa probabilidade de comando e orientações externas. Em poucos minutos, gigantescas fortunas do povo são leiloadas a preços de bananas. Décadas de muito trabalho e de sacrifício do povo.

Por conta da persistente e severa crise econômica mundial, com tantas nações do primeiro mundo e suas poderosas multinacionais em desespero de sérios estragos, e ainda com gente pregando privatizações para salvar economias, bancos, empresas e bilionários carentes de gigantescos reforços de caixa, nada seria melhor e mais oportuno de aproveitar o clima mundial para reinstalar no comando do Brasil aquela velha turma, experiente no fulminante e arrasador entreguismo, chamado de privatizações.

Diante de tal possibilidade, dado o momento da economia mundial, vale até mesmo ficar vendo fantasmas onde eles, quem sabe, não mais existem. O que não vale, é voltar a entrar em desespero decorrente de um novo tsunami de privatizações, fazendo milhares de desempregados por todos os lados, com empresas sucateadas e portas arriadas. Essa tragédia já aconteceu uma vez. Toda a cautela é pouca.

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