A TV Globo poderia cancelar o “debate” de hoje. Já foi cancelado pela opinião pública. Não terá audiência, nem mesmo a “cativa” da televisão. E uma candidata, infelizmente vitoriosa.

Helio Fernandes

Hoje haverá (?) o último “debate”. Se os outros não alteraram coisa alguma, o que esperar desse, que acontecerá com um candidato vitorioso? (Uso a palavra INFELIZMENTE, que repito aqui, para deixar bem claro, que serve para a vitória certa de Dilma, e serviria também para a possível vitória de Serra).

Faltam 48 horas, o desânimo é total do lado de Serra, euforia escondida e contida entre os que trabalham para Dilma. E se assustam com a lembrança do primeiro turno, quando festejavam a vitória, e tiveram que se contentar e conformar com a crítica do próprio Lula, o senhor dos anéis: “Não ganharam por causa do salto-alto”.

O que esperar do “debate” (?) de hoje? A mesma monotonia dos outros, um volume ainda maior de MENTIRALHADA, nenhum projeto. Que esperança podem incluir nas falas, que consiga emocionar, entusiasmar, ou até mesmo motivar os eleitores?

Nunca houve tanta reunião na campanha de Serra. E o que se observa dessas reuniões, que eles mesmos divulgam e projetam, é o seguinte: “Serra será o mais agressivo e hostil possível, para ele sobrará apenas um projetado terceiro turno, em 2014”. O que é quase impossível de acontecer, mas é um sonho que Serra não abandona.

Verifiquem o que já disse aqui várias vezes: agora, em 2010, se realizam duas eleições. A de 2010 mesmo, real. E a de 2014, imaginária e irreal. Verifiquem. Os personagens que estão no centro dos acontecimentos, hoje, se projetam naturalmente para o amanhã, 2014.

Os possíveis candidatos dentro de 4 anos, têm uma obsessão: como enfrentar Lula? Ninguém imagina, desde 1989, uma eleição sem Lula. Perdeu três, ganhou duas, venceu (vencerá, se pensarmos em termos de 48 horas à frente) mais uma com a candidata-poste.

Se não aparecer o imponderável, Lula será candidato mesmo, em 2014. E se ganhou com a candidata-poste que ele mesmo inventou e burilou, porque perderia com o próprio nome e sobrenome? E quem se arriscaria a enfrentá-lo?

No caso de alguns, nem poderíamos utilizar a palavra ARRISCAR, seria uma conseqüência do jogo do qual participam há muito tempo. Por exemplo: Serra, seria “o último trem para Berlim”. Aécio seria a primeira oportunidade, que exerceria para não deixar escapar a segunda.

***

PS – Ninguém acredita em Dona Dilma, nem ela mesma. Em termos de legislação ou Constituição, sua “recandidatura” teria que ser obrigatoriamente considerada.

PS2 – É o que se pode dizer, racionalmente, a respeito da eleição que se realizará dentro de 48 horas. Mas existe muita boataria.

PS3 – Na internet e fora da internet, falam muito em baderna nas ruas, em vários pontos do país, logicamente fora dos órgãos de comunicação, mas repercutindo inevitavelmente neles.

PS4 – As citações lembram um nome e um episódio. Abílio Diniz e seu seqüestro em plena campanha eleitoral, e que teria provocado uma das derrotas de Luiz Inácio Lula da Silva.

PS5 – É bom não acreditar. Mas pelas circunstâncias e repetidas citações desse fato, é bom ficar alerta. Quem está usando a memória para REPERCUTIR esse fato?

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