A uma semana da eleição, nas pesquisas Joe Biden mantém vantagem de 9,1% sobre Trump

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Não se via vantagem tão ampla desde a eleição de 1996

Bruno Benevides
Folha

O candidato democrata à Presidência dos EUA, Joe Biden, tinha nesta terça (27) vantagem de 9,1 pontos percentuais sobre Donald Trump, segundo a média das pesquisas nacionais de intenção de voto.

O levantamento, feito pelo site especializado FiveThirtyEight, mostra ainda que essa é a maior diferença entre candidatos a uma semana da eleição em 24 anos —os americanos vão às urnas em 3 de novembro.

NA ERA CLINTON – Em 1996, sete dias antes do dia do pleito, Bill Clinton estava 14,7 pontos percentuais à frente de seu adversário, o republicano Bob Dole. O democrata acabou vencendo o pleito por 49,2% a 40,7%, diferença de 8,5 pontos. Desde então, ninguém conseguiu alcançar vantagem de dois dígitos tão próximo da eleição.

Quem chegou mais perto da marca foi Barack Obama — de quem Biden foi vice. Em 2008, neste mesmo momento da corrida, ele tinha 7 pontos percentuais de vantagem sobre John McCain. No fim a margem de vitória democrata foi de 7,2 pontos, semelhante à prevista nos levantamentos.

A diferença atual de Biden para Trump é quase o dobro dos 4,8 pontos percentuais que Hillary Clinton tinha sobre o republicano a uma semana da eleição. Na reta final de 2016, Trump conseguiu diminuir essa margem, e a democrata ganhou no voto popular por apenas 2,1 pontos percentuais.

VIA COLÉGIO ELEITORAL – O atual presidente, por sua vez, venceu em estados-chave do Meio-Oeste, como Wisconsin e Michigan, e conquistou o cargo via Colégio Eleitoral —sistema indireto que escolhe o presidente dos EUA.

Nesse modelo do Colégio Eleitoral, cada estado tem um número de votos proporcional à população. A Califórnia, com 39,51 milhões de habitantes, por exemplo, tem direito a 55 representantes. A Dakota do Sul, com 884,6 mil, a apenas 3.

O candidato que vence a eleição em um estado leva todos os votos dele — as exceções são Nebraska e Maine, que dividem os votos de maneira mais proporcional. No fim do processo, é eleito quem conquistar mais da metade dos votos no Colégio Eleitoral, ou seja, ao menos 270 dos 538 votos possíveis.

ESTADOS QUE DECIDEM – Assim, a senha para vencer a eleição é conquistar os estados onde a disputa é mais apertada. Neste ano, 13 estados apresentam esse cenário —sete dos quais com leve inclinação pró-Biden nas pesquisas (Arizona, Michigan, Minnesota, Nevada, New Hampshire, Pensilvânia e Wisconsin), cinco indefinidos (Flórida, Geórgia, Carolina do Norte, Iowa e Ohio) e um com inclinação pró-Trump (Texas).

Nos outros 37, as vantagens dos dois candidatos estão mais consolidadas, e uma surpresa é improvável. Assim, o democrata tem 212 votos no Colégio Eleitoral que podem ser considerados seguros ou muito prováveis, enquanto o republicano tem 125 nessa mesma situação.

Caso o quadro se confirme, Biden precisa vencer seis dos sete estados em que tem pequena vantagem para chegar aos 270 votos do Colégio Eleitoral e ser eleito presidente.

O QUE FALTA A TRUMP – Já Trump tem situação mais complicada: precisa confirmar o favoritismo no Texas, vencer os cinco estados indefinidos e ainda surpreender em ao menos dois estados com inclinação democrata.

É por isso que sites especializados apontam que a chance de Biden vencer está na casa dos 90%. Há quatro anos, Hillary chegou ao dia da eleição com cerca de 70% de chance de vencer e acabou derrotada.

Isso ocorreu, em parte, porque estados geograficamente próximos ou demograficamente semelhantes costumam votar de maneira parecida. Ou seja, se Trump conseguir vencer Biden em um estado no qual o democrata está na frente no Meio-Oeste ou vizinho à região, é grande a chance de ele ganhar em outro.

POSSIBILIDADES – Segundo o modelo do FiveThirtyEight, uma vitória de Trump na Pensilvânia —onde Biden atualmente lidera com 5,3 pontos percentuais— transformaria o republicano em favorito em Wisconsin e elevaria a chance de ser reeleito para 68%.

Por outro lado, se Biden confirmar a dianteira e de fato vencer no estado, Trump vê suas chances de vitória caírem para 2%. É devido a essas variações que, a sete dias da votação, os dois rivais seguem com chances de chegar à Casa Branca.

7 thoughts on “A uma semana da eleição, nas pesquisas Joe Biden mantém vantagem de 9,1% sobre Trump

  1. Para mim as pesqui$a$ tem caráter manipulador da extrema-imprensa americana e mundial.

    Como explicar verdadeiras multidões nos comícios de Trump.

    PS-(acesse @danscavino e comprove)

    Até mesmo nos comícios da filha de Trump (Ivanka) há vídeos que mostram quilômetros de fila para ingressar nos comícios.

    E nos “comícios” de Biden não há mais do que 50
    apoiadores.

    PS2-Quer dizer então que a receita mágica para ganhar eleição é:

    a) O candidato deve ser pedófilo,corrupto e inútil politicamente (em idéias,procedimentos e desprovido de cultura e intelectualidade.Caso de Biden,popr exemplo).

    b) Não fazer rally (comício) algum.

    c) defender a extinção da atividade econômica fora da agenda (insana) do “aquecimento global”.

    d) impor no discurso que irá aumentar a carga de impostos.

    e) Rasgar a constituição (no caso americana). (…)

    PS3-A realidade oculta virá à tona em poucos dias.

    PS4-A verdade virá por meio da votação pública e do colégio eleitoral.

  2. Vejam no gráfico do post,que Biden está a frente de Trump,principalmente nos “Estados chaves
    Michigan,Pensilvânia,Wisconsin,…)onde a
    eleição de Biden (que não acontecerá) irá extinguir atividades geradoras de emprego (extração de petróleo,carvão,xisto,…) em nome da agenda insana para evitar o “aquecimento global”.

    PS-Isso geraria mais de 600 mil desempregados
    nesses Estados ,destruição (falência) de centenas de milhares de empresas e colapso fiscal nesses estados.

    PS2-Trump fez e continuará fazendo exatamente o contrário.

    Quer dizer então que os eleitores,segundo as pe$qui$a$,votarão em Biden para terem suas vidas destruídas totalmente.

    PS3- Essas manipulações da extrema-imprensa considera todos como idiotas.Basta de fraude e engodos.

  3. Mais um excelente documentário do Brasil Paralelo, simplesmente o melhor nesse segmento.

    Trilogia O FIM DAS NAÇÕES
    https://www.youtube.com/watch?v=aYAMElVUSMg&list=PL3yv1E7IiXySqagfCvl1lGyN8sJk5VjNt

    Episodio 1: A Eleição do Vôo 93
    Episódio 2: A Batalha da Avenida Michigan
    Episódio 3: A Nova Guerra Fria

    Os Estados Unidos são uma democracia federalista liberal. Na prática, isso significa que qualquer medida que o governo venha a fazer precisa conquistar um grau considerável de apoio do Congresso Nacional, da mídia e da população.

    Na contramão desse cenário, Rússia e China são ditaduras, o que significa que não dependem do apoio popular para agirem, uma vez que a mídia, o exército e a população são controladas por seus governantes.

    Paradoxalmente, temos dois ditadores livres para fazer o que quiserem, sem grandes perdas.
    Enquanto o presidente eleito da nação livre se vê refém da popularidade de suas ações.

    Tanto Xi Jinping quanto Vladimir Putin acreditam que seus países foram tratados injustamente no passado, estão incomodados com a atual ordem internacional, e desejam retomar o seu protagonismo global.

    Enquanto houver possibilidade de crescimento chinês, aliado ao poderoso exército russo, a existência do ocidente de democracia liberal correm risco.

    De quem será o longo prazo?

    A trilogia “O Fim das Nações” estreia na segunda, dia 26, às 20h.
    Não perca.

  4. Se os estadunidenses tivéssem uma votação limpa, , ela iria para Joe Biden. O país que elegeu Donald Trump em 2016 estava infeliz e dividido. O país para o qual ele pede a reeleição está mais infeliz e dividido. Depois de quase quatro anos de sua liderança, a política está ainda mais furiosa do que antes e o partidarismo ainda menos restrito. A vida cotidiana é consumida por uma pandemia que causou quase 230.000 mortes relatadas em meio a brigas, disputas e mentiras. Muito disso é obra do Sr. Trump e sua vitória em 3 de novembro endossaria tudo. O Sr. Biden é a antítese do Sr. Trump. Ele não é uma cura milagrosa para o que aflige a América. Mas ele é um bom homem que restauraria a estabilidade e a civilidade à presidência. Se ele fosse eleito, o sucesso não seria garantido – como poderia? Mas ele entraria na Casa Branca prometendo o presente mais precioso que as democracias podem oferecer: a renovação.

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