A vingança da família real: não convidou Tony Blair

Helio Fernandes

Em 1.900 pessoas, não conseguiram “encaixar” o ex-primeiro-ministro. Disseram que “ele não é amigo do príncipe William”. Como têm (os dois noivos) apenas 29 anos, na verdade se relacionavam com quantos desses 1.900 presentes?

10 por cento? É bem provável, isso daria 190 pessoas. Como para o jantar só foram convidadas 300 (e os outros 1.600?), essa percentagem deve estar correta. Os 110 restantes são os obrigatórios, que William não conhece nem de nome.

A Grã-Bretanha pode ter realeza, mas os reis não têm nenhuma grandeza. Mostraram que não esqueceram de modo algum, a participação de Tony Blair (então primeiro-ministro) no episódio contado magistralmente no filme “A Rainha”, (que deu um Oscar à atriz).

Na época da morte de Diana, a intervenção (política) de Blair, foi considerada “salvadora” para a rainha, que tinha ódio da princesa. E ela sabia muito bem que fora humilhada e obrigada a aparecer e a fingir que estava “pesarosa e triste”.

Além do mais, Tony Blair foi derrubado pelo próprio partido, por ter decidido (sozinho) mandar tropas para o Iraque. Apoiou os EUA, enganaram a ONU, o mundo e o próprio Blair, garantindo que “Saddam e o Iraque tinham armas nucleares”.

Independente de tudo isso, da falta de generosidade da rainha, da mistificação dos EUA, do filme, dos equívocos de Blair, ele ganhou a eleição e foi primeiro-ministro, considerado o mais importante de todos desde Disraeli (no Partido Trabalhista, lógico).

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PS – Churchill era conservador, quase reacionário. Só que bebia, fumava e jogava. Como dívida de jogo é considerada de “honra”, no dia seguinte tinha que correr a zona bancária para “arranjar” dinheiro. Quando ficou milionário por heranças (várias) e direitos autorais, deixou de jogar. Perdia, fazia o cheque, ia embora, nenhum prazer.

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