Abalado por contradições e apoio à CPMF, Bolsonaro vai desabar na opinião pública

TRIBUNA DA INTERNET | Sob o signo da Liberdade

Charge do Ivan Cabral (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Ao apoiar a CPMF projetada por Paulo Guedes e abalado fortemente por contradições entre o candidato de 2018 e o presidente de 2020, Jair Bolsonaro na minha opinião vai desabar na opinião pública e, portanto, junto ao eleitorado. Nos últimos dias, os reflexos negativos contra o governo se ampliaram com os episódios Dias Toffoli, João Otavio Noronha, Augusto Aras, Ricardo Salles e também André Mendonça, que de forma inadvertida instalou um serviço para denunciar pessoas antifascistas.

Depois, Mendonça voltou atrás e substituiu o dirigente desse novo SNI no Ministério da Justiça. No caso de órgãos de informação, um dos aspectos mais graves reside na hipótese de um funcionário encarregado de investigações não conseguir qualquer informação, porque acaba produzindo peças de ficção.

FALTA DE JUÍZOAndré Mendonça não calculou, creio eu, o que estava fazendo quando escalou a equipe dessa sombra política que ressurgiu. Mas esta é outra questão. Vamos focalizar agora a CPMF. O projeto Paulo Guedes, como sempre, tem como objetivo reduzir o custo das empresas e ampliar as despesas dos trabalhadores e dos funcionários públicos.

Reportagem de Adriana Fernandez, O Estado de São Paulo de ontem, ilumina amplamente o assunto que vai causar danos eleitorais ao presidente da República, que se afasta dos problemas atuais, e como disse Cristiana Lobo na GloboNews, só pensa na sucessão de 2022, mas esquece que a CPMF também reflete nos votos do eleitorado.

O projeto Paulo Guedes propõe uma alíquota basicamente de 0,2% sobre as transações financeiras eletrônicas e normais. Portanto, sobre todas as compras e venda em geral.

ISSO SOBRE AQUILO Esse imposto é acumulativo. Abrange todas as transações financeiras. Da matéria prima para a indústria; desta para o comércio; do comércio para os serviços e destes para todos nós, consumidores.

Lembra Luis Oswaldo Aranha, ex-presidente da Light que a alíquota vai atingir igualmente os impostos, de Renda, ICMS, IPI, ISS principalmente. No final da fila os consumidores vão sofrer as consequências.

Aranha acrescenta mais um aspecto crítico, a CPMF agride os mais pobres na medida em que alcança os produtos de alimentação. Vejam só. Alguém cujo salário seja de 15.000 reais não consome alimentos numa escala 7% maior que aqueles que ganham 2000 reais. Aliás, 2000 reais é o salário médio brasileiro, pois em nosso país 1/3 da mão de obra encontra-se na escala de um salário mínimo.

MAIA É CONTRA  – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou-se quanto a proposição. Tanto assim que escalou o deputado Aguinaldo Ribeiro para relatá-lo.

O contexto de Guedes, paradoxalmente, aparentando elevar a receita, na realidade a reduz pois propõe a diminuição de 20% para 10% a alíquota que se refere ao desconto das empresas para o INSS. Também propõe diminuição do IPI e de 8 para 6% o depósito dos empregadores no FGTS.

Como se constata, as empresas agradecem. E os trabalhadores padecem.

OUTRO ASSUNTONicola Pamplona, Folha de São Paulo de hoje, revela que o consumo de energia que em maio teve uma queda de 11%, em julho registrou queda de apenas 1,3%. Mas, como digo sempre, as quedas ocorreram em cima de quais números absolutos, o que deixa a informação incompleta.

Sei que a potência instalada no país é de 135 milhões de KW. Porém o consumo, é claro, não atinge esse total. Se não me engano, o consumo oscila em torno de 70 milhões de KW. É Importante Pamplona esclarecer essa comparação.

13 thoughts on “Abalado por contradições e apoio à CPMF, Bolsonaro vai desabar na opinião pública

  1. “Jair Bolsonaro na minha opinião vai desabar na opinião pública e, portanto, junto ao eleitorado”

    Como se vê abaixo, essa é apenas mais uma das tentativas para derrubar a popularidade do Presidente da República:
    – a vendedora de açaí
    – a facada
    – a urna eletrônica
    – os robô do WhatsApp
    – os robôs do Twitter
    – o STF
    – o STE
    – o Bebiano
    – os laranjas
    – o Queiroz
    – a Amazônia em chamas
    – a Marielle
    – o porteiro
    – a embaixada nos EUA
    – o óleo venezuelano
    – a Joyce
    – o Frota
    – o Macron
    – a Greta
    – o Papa
    – a China
    – o Intercept
    – o Maia
    – a GLOBO
    – a imprensa ávida de $
    – a jornalista que deu o furo
    – o Alcolumbre
    – os governadores do Nordeste
    – o Witzel
    – o Doria
    – o Caiado
    – o Mandetta
    – o operador de retroescavadeira, ex ministro da educação
    – o Centrão
    – os filhos
    – intrigas com os ministros
    – os militares
    – o relacionamento com Mourão
    – os milicianos
    – o exame de coronavírus
    – o contato com o povo
    – a convocação para as manifestações
    – a OMS
    – o embaixador chinês
    – a PEC de Gilmar Mendes
    – as liminares de Lewandowisk
    – a perseguição do ex-advogado da Transccoper, Alexandre de Moraes
    – as investidas de Maia e Alcolumbre

    • Após essa lista devastadora, creio que não resta mais dúvidas que o cara é um verdadeiro Mito. Me rendo aos ditames do Presidente Bolsonaro, não vejo como os opositores encontrarão meios de derrubá-lo. Do jeito que as coisas vão, ele se reelege com muito mais facilidade que quando se fez Presidente. E o Brasil daqui algum tempo, se tornará uma grande potência, digna de figurar na elite mundial.

      • Ele é um criminoso e atentou contra a Constituição (!)
        Leia a Revista Piauí. Não bastasse as outras omissões e ações comissivas por omissão na pandemia, esquema com milícias etc
        Por muito menos tiraram o mandato de Dilma. E Bolsonaro já deu pedalada também… mas o Tribunal de Contas resolveu aprovar com ressalvas…

  2. Rapaz! Escapar disso tudo incólume, só pode ser santo! Já, já, ficaremos sem presidente! Qualquer dia, ele se elevará acima do cercadinho do Alvorada para sentar à direita de Deus Pai, já que a Esquerda estará ocupada por São Lula, a pessoa mais Honesta deste mundo.

  3. O presidente Bolsonaro afirmou que autorizou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a discutir a criação de um novo imposto baseados nos moldes da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF).
    No entanto, ele destacou que a eventual adoção dessa medida deve vir acompanhada de desonerações ou extinção de algum tributo atualmente em vigor, de acordo com declarações publicadas pela mídia.
    NÃO TORÇAM O QUE ELE DISSE:
    “O que eu falei com o Paulo Guedes. Pode ser o imposto que você quiser. Tem que ver do outro lado o que vai deixar de existir. Se vai diminuir a tabela do Imposto de Renda, fazer desoneração, acabar com o IPI [Imposto sobre Produto Industrializado]. Tem que botar os dois lados da balança”, assim ele disse.

  4. O ministro Guedes, quer aumentar impostos do trabalho e reduzir os impostos pagos pelos empregadores.
    Reduzir de 20% para 10% a contribuição patronal da Previdência provocará um rombo gigantesco nas contas do Instituto. Vai implodir a aposentadoria pública e abrir caminho para a capitalização da Previdência, modelo chileno falido.
    A redução patronal do FGTS também condenará o Fundo a sua extinção em pouco tempo.
    Trata-se de um processo de Implosão de todas as conquistas sociais.
    Em breve teremos os mesmos direitos que os trabalhadores chineses, que é próximo de Zero.
    Retrocesso medieval.

  5. Não custa lembrar, que o ministro quer acabar totalmente com os descontos de despesas médicas nas reduções do Imposto de Renda.
    Se Guedes acha, que o sistema tributário é regressivo, injusto, se passar o que ele está propondo ficará muito pior.
    Não dobrará pedra sobre pedra, nesse edifício sem alicerce e sem coluna.
    Só existe justiça mesmo no Paraíso, como bem disse, o jurista Eros Grau.

  6. E concluído o plano, que Roberto, tão bem enuncia, enquanto o Mito distraidamente olha para o outro lado, o Posto Ipiranga receberá o seu prêmio de fidelidade, assim como Bebiano, Santos Cruz, Mandetta, Moro, etc.

  7. Que o Guedes não prestava, todo mundo já sabia: um imbecil chapado, um ignóbil que pouco se importa com o povo brasileiro e um total ignorante em economia. O que me surpreende ainda mais é o procedimento do BOÇALNATO: nasceu arrogante e pretencioso mas, pelo menos, parecia que tinha palavra. Disse INÚMERAS VEZES, que não ia criar mais impostos. Que o povo já não aguentava mais. Agora, cagou-se todo. Mostrou que a palavra dele vale menos que merda !!!

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