Acreditar em Deus pode até ser um erro, mas é um grande alento para bilhões de pessoas, espalhadas pelo mundo.

Carlos Newton

Todos sabemos que não existe prova material da existência de Deus. Recentemente, o maior físico da atualidade, o britânico Stephen Hawking, produziu um documentário sobre a criação do Universo, e ao final chegou à conclusão de que Deus não existiria.

Hawking sorri, apesar do sofrimento…

O genial físico que antecedeu a ele, o alemão Albert Einstein, teria criado a sensacional frase “Deus não se importa de ser chamado de coincidência”. Mas, no final da vida, Einstein também se mostrou contrário às religiões e dizia não acreditar num “Deus pessoal”.

Em uma carta escrita em 24 de março de 1954 ao filósofo judeu Eric B. Gutkind, ele fez a seguinte revelação: “Foi, é claro, uma mentira o que você leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que foi repetida de forma sistemática. Eu não acredito em um Deus pessoal, nunca neguei isso, mas expressei de forma clara. Se algo em mim pode ser chamado de religioso, é minha ilimitada admiração pela estrutura do mundo que nossa ciência é capaz de revelar”.

Na carta a Gutkind, Einstein disse também que a palavra “Deus” nada mais era do que “a expressão e produto da fraqueza humana, e a Bíblia, uma coleção de lenda honoráveis, porém primitivas, que eram bastante infantis”.

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EM BUSCA DE DEUS

Mais de 55 anos depois da morte de Einstein, os pesquisadores da chamada Ciência Noética continuam buscando a existência de Deus e estudando fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito e da vida, a partir de um ponto de vista rigorosamente científico.

A Noética não é nenhuma novidade. Pelo contrário, era estudada muito antes de Cristo. O Brasil, embora poucos percebam, desenvolve experiências bastante avançadas, porque é um país riquíssimo em fenômenos paranormais.

Sobre psicografia, por exemplo, cientistas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Universidade Thomas Jefferson, nos EUA, recentemente mediram as atividades cerebrais de dez médiuns brasileiros, por meio de um marcador radioativo que permite checar a intensidade dos fluxos sanguíneos em diferentes áreas do cérebro por meio de tomografia. E o resultado foi surpreendente.

Em comparação à escrita normal, os médiuns mais experientes apresentaram níveis mais baixos de atividade durante a psicografia, justamente em áreas frontais do cérebro associadas ao planejamento, raciocínio, geração de linguagem e solução de problemas.

Já os médiuns menos experientes tiveram atividade mais intensa nessas mesmas áreas enquanto psicografavam, ainda que também inferior à registrada durante a escrita fora de transe. Segundo os pesquisadores, esse fato poderia estar relacionado com um esforço maior dos médiuns menos experientes para se concentrar e conseguir fazer a psicografia.

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REENCARNAÇÃO

Outros fenômenos interessantíssimos são a reencarnação e o “dejá vu”. Há um caso extraordinário, de uma mulher americana, chamada Jenny Cockell, que lembrava ter vivido na Irlanda, onde teve vários filhos.  Sabia os nomes deles, suas peripécias de infância, recordava tudo, uma coisa impressionante.

Intrigada, resolveu pesquisar e descobriu que os pseudos filhos estavam vivos e moravam no interior da Irlanda. Conseguiu o endereço e se comunicou com eles. Foi ridicularizada, é claro. Mas não teve dúvidas. Pegou um avião e foi ao encontro dos pseudos filhos (bem mais velhos do que ela), relatou tudo que lembrava sobre a infância deles e enfim os convenceu.

Essa história, é claro, ficou famosa e acabou virando um emocionante filme em Hollywood, “Yesterday’s Children” (Minha Vida na Outra Vida), dirigido por Marcus Cole, com Jane Seymour no papel principal. O filme está disponivel na internet.

Em termos de Ciência Noética, esse fenômeno real vivido por Jenny Cockell só pode ter uma das seguintes explicações: ou trata-se realmente de reencarnação, ou a mulher americana é uma médium que incorpora o espírito da irlandesa. Não há uma terceira justificativa, pensem bem se pode existir alguma outra explicação.

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ACREDITAR EM DEUS

Traduzindo tudo isso, acreditar em Deus pode até ser um erro, mas é um grande alento para bilhões de pessoas, espalhadas pelo mundo, entre as quais me incluo. Desde a infância eu era ateu e recusei=me a fazer a chamada primeira comunhã. Depois a vida foi me ensinando a respeitar as religiões – todas elas. E hoje me sinto ecumênico.

Mas respeito também os ateus e compreendo plenamente a posição cartesiana deles. Pessoalmente, porém, não consigo viver sem a presença de algo que possamos chamar de Deus. Em minha opinião, se Einstein realmente não disse que Deus não se importa de ser chamado de coincidência, ele deveria ter dito.

Quanto a Stephen Hawking, sua resignação diante da doença degenerativa que o acomete talvez seja uma grande evidência da existência de Deus.

Por fim, é sempre bom repetir essa citação que me foi enviada por Francisco Bendl, a propósito do Natal: (João 11:25-26) “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá.

E como diz nosso amigo Ancelmo Gois, que Deus os proteja e a nós não desampare.

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