Acredite se quiser! Bolsonaro insiste em proibir as redes sociais de remover ‘fake news’

Cinco 'fake news' que beneficiaram a candidatura de Bolsonaro | Noticias |  EL PAÍS Brasil

Bolsonaro defende as ‘fake news’ com impressionante empenho

Valdo Cruz

O presidente Jair Bolsonaro vai insistir em retirar poderes das plataformas digitais de atuarem como mediadoras e excluírem perfis e contas que disseminam informações falsas, como aconteceu nos Estados Unidos com o então presidente Donald Trump.

Auxiliares do presidente confirmaram ao blog que o Palácio do Planalto vai enviar um projeto de lei, em regime de urgência, com o mesmo conteúdo da medida provisória que alterava o marco civil da internet e que foi devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

LIRA ANUNCIOU – A medida foi anunciada na noite desta quarta-feira (15) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), quando foi derrotada a proposta de incluir a medida no projeto do novo Código Eleitoral, e confirmada pelo blog com assessores de Bolsonaro.

O deputado bolsonarista Victor Hugo (PSL-GO) reclamou de sua proposta não ser acatada, alegando que havia acordo neste sentido.

Neste momento, Arthur Lira disse que tinha a informação, que não sabia se iria melhorar ou piorar a situação, de que o governo enviaria um projeto de lei com o mesmo teor da MP editada por Bolsonaro na véspera dos atos de 7 de Setembro.

ESTRATÉGIA OFICIAL – Ou seja, em busca de atender seus apoiadores, o presidente baixou uma medida provisória dificultando a ação das redes sociais em conter a divulgação de informações falsas.

A MP editada pelo presidente foi não só devolvida pelo presidente do Senado mas também suspensa pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal. Os dois alegaram que o tema não poderia ser tratado por MP, por envolver direitos individuais, e que a medida não tinha urgência nem relevância.

Além disso, tanto dentro do Senado como no STF, a avaliação é que o conteúdo da MP de Bolsonaro também é inconstitucional. O projeto de lei, segundo senadores, pode até ser aprovado na Câmara dos Deputados, mas não deve prosperar no Senado Federal. E, se viera ser aprovado e sancionado, a tendência é que seja classificado de inconstitucional pelo Supremo.

4 thoughts on “Acredite se quiser! Bolsonaro insiste em proibir as redes sociais de remover ‘fake news’

  1. “Pela institucionalização da Mentira”

    … é, na Verdade, o nome mais apropriado, tanto da MP quanto do PL

    – uma das marcas registradas desse governico NARCOmiliciano.

  2. Mas é evidente que as redes sociais não podem ter esse poder de definir o que é fake news. Se as redes sociais querem ter o poder de editar o que os seus usuários escrevem, então eles terão que assumir a responsabilidade de serem co-autores do que seus usuários escrevem.
    Mas as empresas querem ter o poder de censura, sem ter nenhuma responsabilidade sobre o que é escrito.
    O que está por trás desse bafafá todo é a tentativa da mídia de manter o monopólio da informação.
    A velha mídia tradicional busca desesperadamente uma forma de calar a internet e impedir a livre circulação de opniões.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *