Acredite, se quiser, processo contra Edir Macedo e TV Record aguarda julgamento no Tribunal Regional Federal de São Paulo há exatos 11 anos

Com frequência, recebo correspondências e e-mails de leitores, estranhando a divulgação que damos ao caso da usurpação da TV Globo de São Paulo por Roberto Marinho, com fraudes cometidas de 1965 e 1977, lastreadas em documentação falsificada e assim mesmo aceita pela ditadura militar. Pedem que eu comente também sobre a Record, a Band e a antiga Manchete.

Nosso compromisso é com a verdade e se calássemos acerca dessa negociata ninguém saberia no Brasil que os 673 verdadeiros acionistas da Rádio Televisão Paulista S/A, (depois TV Globo de São Paulo), tiveram suas ações transferidas para Roberto Marinho a custo zero, MEDIANTE DOCUMENTAÇÃO ILEGAL E SEM VALOR. Todos temem investigar essa ilícita desapropriação patrimonial. MENOS A TRIBUNA DA IMPRENSA.

Quanto à REDE RECORD DE TELEVISÃO, o título acima é a expressão da verdade e está registrado no site do Poder Judiciário Federal.   No próximo dia 28 DE AGOSTO vamos comemorar o 11º. aniversário da chegada ao Tribunal Regional Federal de São Paulo da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal contra o bispo-empresário EDIR MACEDO e a Televisão Record E QUE ATÉ HOJE NÃO FOI JULGADA.

Para a Procuradoria da República, foi ilegal e inconstitucional a venda que o empresário Silvio Santos fez a Edir Macedo e à sua esposa da TV Record de São Paulo, Canal 7.

Segundo a ação civil pública ajuizada, o comprador da emissora e chefe da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD),  usou dezenas de milhões de dólares da seita religiosa para consumar a aquisição, o que é ilegal e inconstitucional. Esses recursos vultosos, (doações de milhões de evangélicos),  teriam sido “emprestados” pela IURD para que o bispo Edir Macedo  pudesse comprar a hoje segunda mais importante rede de televisão do país e na qual, nos últimos dez anos, o proprietário investiu várias CENTENAS DE MILHÕES  DE DÓLARES.

No processo que foi distribuído à  desembargadora  Salette Nascimento, da 4ªTurma do Tribunal Regional Federal de São Paulo, questiona-se a compra da emissora por pessoa que, comprovadamente, não teria bens e recursos para participar dessa vultosa transação e que, por isso, estaria de forma simulada participando de uma aquisição ilegal, dissimulada, pois, a verdadeira compradora da empresa de comunicação seria a pessoa jurídica denominada IURD – IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS.

Os procuradores indagam: como foi possível o bispo Edir Macedo, sem patrimônio algum,  sem renda mensal (já  que trabalha por amor ao próximo e a Deus), da noite para o dia ter se transformado no segundo maior proprietário de rede de televisão do país, com o ciente e o de acordo do Ministério das Comunicações, que tem a obrigação de fiscalizar esse importante setor de prestação de serviço público?

Por fim, a pergunta que merece ser respondida pelo Conselho Nacional de Justiça: PODE UM MAGISTRADO RETER, NÃO JULGAR EM TEMPO RAZOÁVEL, UMA AÇÃO TÃO IMPORTANTE COMO ESSA e de iniciativa do Ministério Público Federal? Se um processo da Procuradoria da República leva mais de 11 ANOS PARA SER LEVADO A JULGAMENTO, o que não dizer de processos de humildes cidadãos e que não têm poder de pressão e nem sabem a quem recorrer?

Essa morosidade, essa lentidão ultrapassa as raias do absurdo. Para quem duvidar do que estou escrevendo, sugiro que acesse o site www.trf3.jus.br, processo número 1999.03.99.075971-9. Justiça lenta é justiça injusta. Os réus nesse interminável processo, que lhes foi favorável em primeira instância, são: Edir Macedo Bezerra,  Ester Eunice Bezerra, Marcelo Crivella, Sylvia Crivella, TV Record de Rio Preto S/A, TV Record de Franca S/A e Rádio Record S/A (Canal 7 de São Paulo) e outros.

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