Adeus a Maradona, herói e mito da Argentino, foi um supercraque que destruiu a si mesmo

Diego Maradona levanta o troféu durante a comemoração da vitória contra a Alemanha, na final da Copa do Mundo de 1986, no Estádio Azteca, na Cidade do México

Maradona levanta o troféu na final da Copa de 1986

Sylvia Colombo e Rodrigo Bueno
Folha

Herói, gênio, político, celebridade pop, doente e jogador de futebol, Diego Armando Maradona não precisou morrer para virar um mito. O adeus do argentino, que por algumas vezes driblou a morte, aconteceu nesta quarta-feira (25). Vítima de uma parada cardiorrespiratória em casa, em Tigre, na região de Buenos Aires, deixou um séquito de fãs que o consideram Deus.

A morte do ídolo mundial, aos 60 anos, foi confirmada por seu advogado, após o jornal Clarín divulgar a informação. Maior nome esportivo da Argentina, ele nasceu no dia 30 de outubro de 1960 e cresceu no humilde bairro de Villa Fiorito, no subúrbio de Buenos Aires.

COPA DO MÉXICO – Campeão mundial em 1986, quando teve seu auge na Copa do México, tornou-se uma das figuras mais populares e controversas das últimas décadas. Ganhou em 2000 uma eleição popular feita pela Fifa na internet para eleger o melhor jogador do século 20. Com 53,6% dos votos, superou Pelé (18,53%) nessa enquete e levou um troféu da entidade, que conferiu também ao brasileiro um prêmio de melhor do século 20, só que em votação da “Família do Futebol”, um comitê montado pela Fifa.

A carreira de Maradona começou para valer em 1976, quando foi contratado pelo Argentinos Juniors. Ele já jogava e chamava atenção por sua grande habilidade com a bola desde os nove anos, defendendo o time infantil dos Cebollitas. No dia 20 de outubro de 1976, antes de completar 16 anos, estreou na primeira divisão argentina na derrota do Argentinos Juniors por 1 a 0 para o Talleres. Poucas semanas depois, no dia 14 de novembro, marcou no San Lorenzo seu primeiro gol como profissional.

Aos 16 anos, Maradona estreou na principal seleção de seu país em jogo contra a Hungria, no dia 27 de fevereiro de 1977, na Bombonera. Porém, o promissor craque não foi inscrito na Copa do Mundo de 1978 na Argentina por decisão do técnico César Luis Menotti.

MUNDIAL SUB-20 –  No ano seguinte, o meia liderou a seleção argentina na conquista do Mundial sub-20 no Japão e foi eleito o melhor jogador da competição. Também em 1979, no dia 2 de junho, Maradona anotou numa vitória de 3 a 1 sobre a Escócia, em Glasgow, seu primeiro gol pela seleção principal da Argentina.

O “Pibe de Oro” foi vendido para o Boca Juniors, clube do qual se tornaria grande ídolo e símbolo. Após ser cinco vezes artilheiro de torneios na Argentina sem levar o Argentinos Juniors ao título, conquistou em 1981 o Metropolitano pelo Boca.

Em 1982, antes mesmo da Copa da Espanha, Maradona já havia sido negociado com o Barcelona. Sua atuação no Mundial de 1982, assim como a da seleção argentina, não correspondeu à grande expectativa gerada, e o meia acabou expulso na última partida da Argentina na competição, uma derrota de 3 a 1 para o Brasil.

DIFICULDADES – No Barcelona, Maradona enfrentou algumas dificuldades. Logo em sua primeira temporada, contraiu hepatite. Teve problemas com o técnico alemão Udo Lattek, que foi demitido do clube espanhol. Em 1983, conquistou a Copa do Rei numa final contra o Real Madrid, além da Copa da Liga da Espanha, competição na qual anotou um gol no estádio Santiago Bernabéu que arrancou aplausos até da torcida madridista.

 

Em setembro de 1983, no entanto, Maradona sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo após uma entrada violenta de Goikoetxea, do Athletic Bilbao. Foi operado e ficou três meses e meio sem jogar. Numa tensa decisão da Copa do Rei contra o mesmo Bilbao, Maradona foi o pivô de uma batalha campal ao agredir Miguel Ángel Sola.

O meia argentino foi suspenso por três meses pela federação espanhola, e o Barcelona, que havia pago cerca de US$ 8 milhões por ele, aceitou uma oferta do Napoli de US$ 7,5 milhões pelo jogador, que teve os seus primeiros contatos com drogas ainda na Espanha.

SAÍDA DA ITÁLIA – Pesaram também para a saída do craque para o futebol italiano —uma espécie de Eldorado da bola nos anos 1980— a relação ruim entre Maradona e Josep Lluís Núñez, então presidente do Barcelona, e perdas financeiras causadas pela má gestão de seu agente, Jorge Czysterpiller.

No dia 5 de julho de 1984, Maradona foi apresentado para uma multidão no estádio San Paolo, onde viveria muitos de seus melhores momentos em campo. Ajudou o Napoli a ganhar seus dois únicos títulos do Campeonato Italiano, em 1987 e 1990, além de conquistar uma Copa da Uefa em 1989, uma Copa da Itália em 1987 e uma Supercopa da Itália em 1990.

Foi nesse período como jogador do time italiano que ele levou seu país ao título mundial em 1986, no México, quando anotou o gol mais bonito das Copas, uma arrancada desde o campo de defesa com direito a dribles em vários adversários na vitória de 2 a 1 sobre a Inglaterra. Nesse mesmo jogo, ele anotou outro célebre gol, com a mão, e disse que o polêmico tento fora marcado com a “mão de Deus”.

TROCA DE AGENTES – Em outubro de 1985, Guillermo Cóppola tornou-se o novo agente de Maradona. Após a Copa de 1990, ele trocaria de novo de representante, ligando-se a Marcos Franchi. No dia 17 de março de 1991, na vitória de 1 a 0 do Napoli sobre o Bari, o exame antidoping do craque deu positivo para cocaína e resultou numa suspensão de 15 meses. De volta à Argentina, chegou a ser preso por porte de drogas. Pagou fiança para ser liberado e teve que se submeter a um tratamento de reabilitação.

Em 1992, após o final da suspensão, Maradona foi jogar no Sevilla, da Espanha, que tinha Carlos Bilardo como técnico. Retornou à seleção argentina num amistoso contra o Brasil. Com dores no joelho, tomava sistematicamente aplicações de anti-inflamatórios para jogar. Após desentendimento com Bilardo, deixou o Sevilla e, em 1993, retornou ao futebol argentino para defender o Newell’s Old Boys.

Uma lesão e uma troca de técnico foram as razões que precipitaram o fim da relação do meia com o clube de Rosario.

VOLTA Á SELEÇÃO – No dia 23 de setembro de 1993, com a Argentina ameaçada de não ir à Copa dos EUA, o técnico Alfio Basile pediu a Maradona que voltasse à seleção, o que ele fez no empate de 1 a 1 com a Austrália pela repescagem do Mundial. Ele ajudaria assim seu país a se classificar para a Copa de 1994.

Em fevereiro de 1994, Maradona, com um rifle de ar comprimido, disparou contra um grupo de jornalistas e fotógrafos que estava na porta de sua casa. Foi condenado, tempos depois, a dois anos de prisão condicional (não foi para a cadeia) por isso e teve que indenizar todos os profissionais atacados.

No Mundial dos EUA, Maradona atuou muito bem nas duas primeiras partidas da Argentina, anotando no dia 21 de junho contra a Grécia seu último gol em Copas numa goleada de 4 a 0. No jogo seguinte, contra a Nigéria, uma vitória argentina por 2 a 1, ele foi sorteado para o antidoping. O resultado deu positivo para efedrina e ele foi suspenso por 15 meses. O jogador havia feito grande preparação para a Copa, tendo feito grande esforço para emagrecer, e declarou que lhe “cortaram as pernas” com a escolha para o antidoping e a posterior suspensão. Fechou sua participação pela seleção argentina, que sucumbiu depois na Copa, com 91 jogos e 34 gols.

VIROU TÉCNICO – Suspenso como jogador, Maradona tentou a carreira de técnico, sem sucesso. Primeiro, ficou dois meses no humilde Deportivo Mandiyú. Depois, passou quatro meses à frente do Racing. Também ajudou a fundar no dia 28 de setembro o Sindicato Mundial de Futebolistas. Dois dias depois, marcava seu sonhado retorno ao Boca Juniors numa vitória de 2 a 1 sobre a seleção da Coreia do Sul.

Problemas com o técnico e então desafeto Bilardo, questões de saúde relacionadas às drogas e má fase técnica dele e do Boca Juniors explicam o insucesso nesse período, quando Maradona chegou a errar cinco pênaltis seguidos.

Estrela da campanha “Sol sin Drogas” do governo argentino, o meia viajou à Suíça para se internar em uma clínica para recuperação de dependentes.

SEMPRE AS DROGAS – No retorno a Buenos Aires, ficou claro que o problema não tinha sido solucionado. No dia 7 de abril de 1997, ele teve que ser internado em um hospital com problema de pressão.

Ainda em abril, voltou a jogar pelo Boca e voltou a ser flagrado em exame antidoping, num jogo contra o Argentinos Juniors. Traços de cocaína foram detectados no exame, o que lhe rendeu numa suspensão temporária por parte da AFA (Associação de Futebol Argentino). Maradona retornaria aos campos em outubro e, ao derrotar com o Boca Juniors o River Plate por 2 a 1, fez o seu último jogo como atleta profissional.

Tal jogo aconteceu no dia 25 de outubro de 1997. Cinco dias depois, no dia de seu aniversário, anunciou sua aposentadoria. Porém só no dia 10 de novembro de 2001 ele faria sua simbólica partida de despedida, atuando pela seleção argentina na Bombonera contra um combinado de astros internacionais.

SEPARAÇÃO – Fora dos campos, Maradona atuou como comentarista esportivo, assumiu cargo diretivo no Boca Juniors, atuou em diversas campanhas publicitárias e lançou a autobiografia “Yo soy el Diego”. Separou-se de Claudia Villafañe, a “mulher de sua vida” e a mãe de suas filhas, assim como de seu empresario e amigo Guillermo Cóppola.

Seus problemas de saúde aumentaram mesmo tendo passado bom tempo em clínicas de recuperação na Argentina e em Cuba. Em janeiro de 2000, Maradona foi internado com crise de hipertensão e arritmia. Em abril de 2004, também com crise hipertensiva, foi internado na Clínica Suizo-Argentina em Buenos Aires.

Um mês depois, iria para a clínica Del Parque para se desintoxicar. Maradona, que chegou a pesar mais de 120 kg, fez cirurgia para redução de estômago em março de 2005 na Colômbia. Dois anos depois, estava internado novamente por conta de excesso com álcool. Ficou em hospitais em situação delicada por quase dois meses. Chegou a ser especulada sua morte.

REZANDO PELO ÍDOLO – Milhares de pessoas se concentravam em frente de hospitais e igrejas na Argentina rezando pela saúde do ídolo, que inspirou em seu país a Igreja Maradoniana, cujos fiéis o cultuam como Deus supremo.

Maradona se aproximou de algumas personalidades políticas de esquerda, como Fidel Castro e Hugo Chávez, e manteve relação afável e conflituosa com outras, como João Havelange e Pelé, a quem recebeu no programa “La noche del 10”.

Ele voltou com força ao cenário futebolístico quando assumiu o comando técnico da seleção argentina em outubro de 2008. Classificou a duras penas a equipe para a Copa da África do Sul, mas sucumbiu com o time nas quartas de final contra Alemanha, quando perdeu por 4 a 0 e deixou o cargo.

FALHOU COMO TÉCNICO – Ainda como técnico, teve trabalhos poucos expressivos no Al Wasl, Fujairah (Emirados Árabes), Dorados (México) e Gimnasia y Esgrima La Plata (Argentina)

Ele assumiu o modesto time argentino no ano passado, e seus jogos fora de casa se transformaram em procissões com homenagens ao ídolo. O Newell’s, por exemplo, colocou um trono à beira do campo para que Maradona se sentasse e assistisse à partida como um rei.

O ídolo completou 60 anos na sexta-feira no dia 30 de outubro, mesmo dia em que voltou a dirigir o Gimnasia após meses de paralisação do futebol pela pandemia do coronavírus e se sentiu mal, sendo posteriormente internado para operar um hematoma na cabeça. Internado no início de novembro, deixou o hospital no dia 11 e se recuperava em casa, quando teve uma parada cardiorrespiratória e morreu.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Maradona era como Garrincha. Depois da glória como jogador, a decadência como ser humano e chefe de família. Pelé, que também não é uma Brastemp como ser humano, pelo menos resistiu às drogas e ao álcool. Assim como Maradona, Pelé não reconheceu uma filha. Mas foi o melhor do mundo. Sua carreira é incomparável, eleito o Atleta do Século em 1980, vinte anos antes de o século 20 acabar. Não é preciso dizer mais nada. (C.N.)

36 thoughts on “Adeus a Maradona, herói e mito da Argentino, foi um supercraque que destruiu a si mesmo

  1. Nota da redação da TDI-Carlos Newton:

    Avaliação correta e honesta.
    Soube destacar o homem do profissional.

    A frase: Maradona herói e mito da Argentina,foi um supercraque que destruiu a si mesmo.”
    Vale por um artigo.

  2. -Desde sempre, a vida depende da aleatoriedade de uma roleta russa. A diferença é que, hoje, o projétil está mais leve. Leve, ele torna-se menos atrativo à força da gravidade, reduzindo, por conseguinte, as probabilidades de a bala ficar diametralmente oposta à agulha. (Morrer ficou incomparavelmente mais fácil)

    -Nesta vida, por mais importantes que nos julguemos ser, nada mais somos que meros cadáveres ambulantes, com prazos de validade.

    -Neste mundo de lendas e mitos, a única verdade absoluta é a morte. Pois, nem mesmo o nascer, é inevitavelmente real, já que pode ser abortado. E o que é abortamento, senão a própria morte?

    -DESSE CRACK, TORCIDA, SÓ A CONDUTA DO USUÁRIO

  3. Maradona foi um gênio no futebol e será eterno. Digo, sem pestanejar, que comparando ele com Pelé, Diego foi muito mais importante para a seleção do seu país. Talvez porque o Brasil teve mais craques e não era tão dependente de Pelé. Nas copas de 86 e 90 jogou por todos os companheiros.

    No Napoli foi o rei, levando um time menor ao campeonato italiano e fazendo nossos domingos mais alegres com suas estupendas jogadas.

    Na vida particular sua vida foi um verdadeiro tango, com suas tragédias, vivendo a vida intensamente. Não conseguiu se livrar das drogas, ele mesmo admitiu isso.

    Podemos discordar dos seus posicionamentos, mas ele os defendia com paixão e nunca foi omisso. E por isso ele é e sempre será um grande ídolo argentino, porque transcendendo o seu lado de monstro sagrado do futebol, mostrou sempre seu lado humano, com suas falhas.

    Ouvindo um jornalista argentino entrevistado hoje, dá para entender toda a adoração do povo argentino com Maradona. Tal jornalista emocionado, não conseguiu terminar sua fala devido à emoção sentida.

    Então, por ter me proporcionado tantas alegrias, mexido com meu lado emocional, digo: obrigado Maradona.

    • Caro Jose Vidal !

      Maradona o homem,não o craque de futebol, foi um desastre total.

      Em qualquer área,moral,cultural,intelectual e espiritual,colecionou sucessivos atos perfeitos de um imbecil.

      Sua submissão total ao esquerdismo,com Fidel e Raul Castro,Chávez,Maduro,
      Mujica,Lula,Dilma,Evo Imorales,(…) e mais
      a auto destruição através de overdose de cocaína.Um desastre total.
      Um esquerdista comunista-caviar,é claro.

      • Caro Carlo Germani,
        pelo menos se posicionava a respeito das questões, por mais que discordemos delas.

        E é por isso que ultrapassou os limites do campo de futebol, se tornando um ídolo do seu povo. Me agradam as pessoas que se expõe.

        Por exemplo, és alguém que gosta de opinar. Posso e até discordo da maioria delas, mas admito que tenho mais respeito por pessoas que não não se escondem.

        Claro, cada um tem suas preferências, suas convicções. Não significa que caso não haja concordância, as preferências estão erradas. É apenas outro modo de pensar e isso é bom.
        sds

        • Caro Vidal !

          Pois é,mas “formadores de opinião” tal qual Maradona,com convicções (ou seriam oportunismos ) equivocadas (vide apologia ao socialismo,
          por exemplo) são predadoras de caráter social.

          PS-Pessoas limitadas culturalmente se deixam levar
          por essas “celebridades”,o que é fator agravante na conjuntura
          do país.

          *************************************OFF TOPIC:

          A conjuntura política-ideológica do mundo atual,está próximo do caos generalizado.

          O verdadeiro conhecimento do
          que os satanistas globalistas estão fazendo e preparando
          para a humanidade,tem que haver uma única opção: a verdade.

          PS-O que a maioria da massa humana,não tem o mínimo interesse e vontade de entender.

          • Mas quem é que não se deixa levar por coisa ocorridas, caro Carlo Germani?

            A grande maioria de nós formamos nossas convicções e nossas “verdades” a partir de experiências passadas ou até de coisas contemporâneas que vão ao encontro de nossas opiniões. E pior, achamos que nossas “verdades” são absolutas, os outros estão errados. Ainda bem que existem alguns poucos que não acreditam nessas “verdades”, pois isso move a humanidade.

            sds

          • Vidal !

            A maneira que você expõe, indica que nada pode ser definitivo,
            estruturado,permanente, nas opções e reações humanas.

            Onde cada um pode “decodificar” a conjuntura
            da sua maneira.

            Isso é apologia ao caos generalizado.

            A própria natureza é fundamentada em princípios definitivos e não
            aleatórios ou oscilantes.

            PS-Se nós não temos uma linha de reações (todas) definida,a tragédia é total.

            PS2-É uma qualidade positiva de quem tem o privilégio de ter uma convicção definida do que é viável e do que é inviável na vida.(eu,por exemplo).

            PS3-Se você não tiver essa definição para si mesmo,que estrutura moral,cultural,intelectual e principalmente espiritual,
            você pode conquistar de maneira sólida e irreversível por ter
            a convicção que optou pelo certo e não pelo errado?

          • Caro Carlo Germani,
            eu sou humano, portanto falível.

            Certamente cometo erros, pois meu conhecimento é muito menos do que meu desconhecimento.

            quem sou para colocar definitivamente o que está certo e o que está errado?

            Meu caro Carlo Germani, sou ciente de minhas falhas, sei que minhas “verdades” são produto do meio que vivi e que vivo. Parto do princípio basilar que não é possível saber tudo.

            Mas parabéns por tuas “certezas”.

            sds

          • Prezado Germani,

            Tem sido sempre uma honra e satisfação eu debater alguns assuntos contigo, diante da tua cultura, inteligência, posição política e opiniões fortes.

            Assim postaste:
            “A própria natureza é fundamentada em princípios definitivos e não
            aleatórios ou oscilantes.”

            Respeitosamente, discordaste do notável Darwin, em A Origem das Espécies.

            O próprio homem levou milhões de anos para ter a forma de hoje;
            tivemos várias espécies antes de chegarmos ao sapiens sapiens;
            a girafa;
            o elefante;
            os cachorros;
            o cavalo;
            a fauna;
            as aves …

            Nada na natureza é imutável ou tem princípios definitivos porque falamos de vida e da luta pela sobrevivência, ou seja, vence o mais forte!

            Se a moral e a ética não são mais as mesmas de tempos atrás, e não muito distantes, nada resiste à capacidade de adaptação, pois significa preservar a vida, a espécie, as raças e as diversidades no mundo animal e vegetal.

            Evidente que este comentário tem como intenção apenas te lembrar desses detalhes, e não criticar a tua postagem.

            Por favor, não vai por este caminho.

            Abraço.
            Saúde e paz.

  4. Por admirar e gostar de acompanhar Futebol desde 1965 peço licença ao senhor Carlos Newton para publicar 3 comentários a respeito desse Esporte que tanto gosto e acompanho.
    Como Palpiteiro vou opinar, principalmente em 2 textos, a respeito de GRANDE Maradona.
    Estes meus textos fazem alguns anos que escrevi, inclusive já postei neste Blog como comentário.
    Sou torcedor do Santos desde 1965 e aqui na Bahia apenas gosto do Vitória.

    Em 2015, após a justiça americana iniciar a investigação e prisão de dirigentes da FIFA foram publicadas na imprensa internacional várias notícias a respeito.
    E como não poderia deixar de acontecer os sites e blogs também deu grande destaque com diversas postagens.
    Como já se sabe, o grande escândalo foi originado no futebol, em larga escala, a partir da principal instituição (FIFA) que comanda o futebol mundial.
    Mas o que me motivou escrever a respeito é a questão da expulsão do Maradona na Copa de 1994.

    Pois bem, desde quando a justiça americana começou a investigar as falcatruas praticadas por dirigentes da FIFA e demais Confederações de outros continentes fora da Europa eu já tinha um texto escrito em 2010.
    Quando escrevi este citado texto eu falei sobre a polêmica suspensão do Maradona na Copa de 1994, onde o mesmo foi suspenso da Competição e não mais disputou o restante das partidas pela Seleção Argentina.
    E neste meu texto escrito em 2010, coloquei um pouco do que foi relatado no Livro “Como Eles Roubaram o Jogo” onde o autor faz severas críticas ao todo poderoso João Havelange.

    E o Mimo Carta ao escrever sobre o Modus operandi de João Havelange na FIFA cita o caso Maradona: “Move-se o FBI no combate à lavagem de dinheiro. Admitamos, porém, que Havelange soube apontar outros caminhos. Entre suas obras-primas, o acordo selado com o ditador argentino Videla para permitir a vitória dos nossos vizinhos no Mundial de 1978: recordam o 6 a 0 de Argentina vs. Peru? Ou, em contrapartida, A EXPULSÃO DE MARADONA EM 1994 POR MANJADÍSSIMO USO DE COCAÍNA QUANDO OS ARGENTINOS PINTAVAM COMO CAMPEÕES.”

    Escrevi este Texto em 2010:
    ESTA COPA SERIA DA ARGENTINA, MAS…
    Posso até estar enganado, mas sempre achei que o João Havelange tirou o Maradona da Copa de 1994.
    O Brasil tinha 24 anos que não ganhava uma Copa, Pelé tinha feito denúncias de corrupção contra o Ricardo Teixeira e tinha rompido com o Havelange que era sogro do mesmo.
    Com o Brasil campeão tudo seria favorável ao acusado de corrupção (Ricardo Teixeira) e ao inimigo do Pelé (João Havelange). E o Maradona já tinha tido desavença com o João Havelange.
    Um jornalista inglês escreveu um livro “Como Eles Roubaram o Jogo” e relata que o Maradona estava afastado do futebol devido uma punição da FIFA por ter sido pego em um exame antidoping. Mas por falta de um grande nome para disputar a Copa dos EUA a mesma FIFA o anistiou e ele, o Maradona, começou a preparar-se para a Copa se submetendo a uma rigorosa dieta.
    Pensaram que o craque Maradona estava acabado para o futebol, mas quando viram seu desempenho no campo se assustaram.
    Pois é, lendo o que o jornalista inglês citou e o que vivenciei na Copa e li após a mesma, eu afirmo que provavelmente o Havelange percebeu que aquela Copa seria dos argentinos e deu um jeito de impedir a taça de ir para este país.
    O resto da história já sabemos. O Brasil só teve adversários médios ou fracos e comandou o espetáculo que seria da Argentina comandada por Maradona. Tanto que nem conseguiu ganhar a final contra a Itália no tempo normal e na prorrogação. Ganhou nos pênaltis.
    A Itália tinha o Baresi que jogou no sacrifício por ter passado por uma cirurgia em plena copa e tinha o Baggio que nem tinha forças para chutar a bola.
    A Bulgária não tem tradição alguma em Copa e ficou em 4º lugar e a Suécia em 3º. Daí vê-se o nível dos times que se deram bem na Copa e o Brasil se dando bem contra os fracos. Teve que suar para ganhar de 1 x 0 da fraca seleção americana.
    De forte mesmo só a Holanda que não era nem a sombra daquela de 1974. E ganhou o jogo com ajuda do juiz.
    No Google tem uma reportagem mostrando que o Brasil em Copas do Mundo já foi beneficiado pela arbitragem umas 7 vezes.
    E uma das vezes foi justamente neste jogo contra a Holanda. Mostra o Vídeo em que Branco fez uma falta não marcada. No lance em que Branco é derrubado antes ele meteu a mão no rosto e no pescoço do Overmars e o juiz não marcou a falta.
    O próprio jogador confessa que se jogou para “cavar” a falta.
    ‘ME JOGUEI E O ÁRBITRO MARCOU’, DIZ BRANCO SOBRE O GOL CONTRA A HOLANDA
    Hoje técnico do Guarani, ex-lateral da Seleção Brasileira ficou eternizado ao marcar o terceiro gol na dramática vitória por 3 a 2 na Copa do Mundo de 94
    – Fiz a jogada toda, saí com ela (a bola) lá da defesa. O Overmars (atacante da Holanda) estava me marcando e tirei ele da jogada com uma ‘mãozada’ perto do rosto ou do pescoço. Ele ficou pra trás, entrei na diagonal e cavei aquela falta. Coloquei a perna de apoio, me joguei, e o árbitro marcou a falta.
    .
    UM JORNALISTA INGLÊS ESCREVEU UM LIVRO “Como eles roubaram o jogo”.
    LEIA A PARTIR DAQUI O QUE ESCREVEU NO LIVRO O JORNALISTA INGLÊS:
    … e ele fora suspenso durante um ano. Nos doze meses seguintes, sob supervisão judicial, ele renascera. O peso extra havia sido alijado e, magicamente, o homenzinho conseguira não só parar o tempo, mas fizera o relógio rodar para trás. A Argentina deu uma lavagem de 4-0 na Grécia, Batistuta marcando três e Maradona, o quarto.
    Após o gol, Maradona havia corrido para uma câmera de televisão instalada no nível do chão e ele berrou um desafio ao mundo.
    Contra a Nigéria, Maradona jamais demonstrara antes tanta seriedade ou energia. Cobriu cada centímetro quadrado do campo e, com o atacante Claudio Caniggia. Caniggia marcou duas vezes e a campanha argentina para conquistar outra Copa do Mundo começou a parecer cada vez mais uma realidade viável.
    Mas, veio a surpresa, Maradona é pego no exame antidoping: “A amostra de urina de Maradona após o jogo com a Nigéria revelara a presença de uma série de drogas da família da efedrina. Essas drogas são frequentemente usadas para ajudar na redução do peso e Maradona havia perdido quase 14kg em um espaço de tempo assustadoramente curto, antes de ter começado a Copa.”
    .
    MAS, VEIO A SURPRESA, MARADONA É PEGO NO EXAME ANTIDOPING
    .
    CONTINUE LENDO O QUE O JORNALISTA INGLÊS ESCREVEU NO LIVRO:
    “A amostra de urina de Maradona após o jogo com a Nigéria revelara a presença de uma série de drogas da família da efedrina. Essas drogas são frequentemente usadas para ajudar na redução do peso e Maradona havia perdido quase 14kg em um espaço de tempo assustadoramente curto, antes de ter começado a Copa.”
    Protestando inocência, Maradona foi proibido de jogar futebol em todo o mundo durante 15 meses. Basicamente, sua carreira internacional acabara, mas havia muita gente revoltada.
    No seu próprio país, eram muitos os que acreditavam que isso fora mais um episódio da amplamente noticiada briga pessoal entre Maradona e Havelange.
    Sem sua maior estrela, uma Argentina medíocre foi derrotada no jogo seguinte, por 2-0, pela Bulgária. Embora passasse à fase seguinte, esta era o máximo aonde poderia ir sem o homenzinho. Perdeu para a Romênia por 3-2.
    Havia aí uma variação irônica da “trama” e da “conspiração”.
    Nesse momento, com os argentinos, inicialmente desacreditados como candidatos ao título, ameaçando pegar pelo cangote a Copa do Mundo 94, com seu astro rejuvenescido e, em toda pompa e majestade de seus notáveis talentos, liderando a carga de cavalaria argentina, eles, os argentinos, haviam sido sabotados, maldosamente impedidos de conquistar o que de direito lhes pertencia. Por quem? Certamente não pelo Comitê Executivo da FIFA ou por seu comitê permanente.
    Quem, então, estava por trás da armação cometida contra Diego Maradona?
    O argumento principal das várias teorias publicadas desde a Copa do Mundo 94 é o seguinte:
    A FIFA estava tão preocupada que a próxima Copa nos Estados Unidos carecesse de astros de qualidade, de um interesse que resultasse em boa bilheteria, que prometeu a Maradona imunidade em qualquer teste de presença de drogas. A FIFA, em seguida, forjou documentação dizendo que ele era inocente do uso de drogas e estendeu o tapete para o homenzinho. Ele reagiu obedientemente, perdeu peso demais, depressa demais para seu próprio bem, mas, surpreendentemente, começou a jogar o seu melhor futebol. A FIFA entrou em pânico. Maradona não tinha que se mostrar tão bom assim. Ele poderia acabar vencendo a todos. O Brasil e, especialmente o presidente da CBF teriam de se precaver contra essa possibilidade. “O caminho do Brasil para o lugar que de direito lhe pertencia como vencedor teria que ser aplainado.” Dessa maneira, o homem por trás da “trama” teria que ser o brasileiro empoleirado no mais alto cargo, João Havelange.
    .
    OPINO:
    Pois é, a FIFA estava preocupada com a Copa nos Estados Unidos não ter craques de qualidade.
    Entenderam? Seria uma Copa sem um grande jogador.
    Como em uma Copa do Mundo existe o interesse de boa bilheteria, tiveram que perdoar e levar o craque Maradona para disputar o torneio.
    Só que, eles não esperavam que o homenzinho fosse jogar tanto e provavelmente sua Argentina seria campeã.
    Cortaram sua asa.

    Neste texto eu cito o ano de 2010 devido ter reescrito nesta data, mas eu já tinha o escrito em 2005 (época do ORKUT) relatando sobre terem tirado o Maradona da Copa 94.

  5. Pelé, Alexandre o Grande, Maradona, Júlio César e Garrincha souberam liderar seus exércitos ou seus times nas vitórias das grandes batalhas em que participaram.
    Estava em boas mãos a nação representada por eles.
    São líderes natos.
    Eles tinham aquilo que chamam de “espírito de liderança”.
    Eles foram competentes naquilo que sabiam fazer e foram grandes vencedores.

    É o que sempre digo nos bate papo da vida, sou torcedor do Santos, (na Bahia gosto do Vitória) gosto do Neymar, mas ele ainda não convenceu, ao menos a mim que sempre procuro admirar com mais intensidade os melhores, os gênios, as mentes mais brilhantes nos esportes ou em todas as áreas do conhecimento.
    Tudo bem, já foi campeão paulista, campeão da Copa do Brasil e da Libertadores, mas ganhar estes torneios não dá para elevar um jogador ao Olimpo.
    Grande jogador tem que decidir também as decisões internacionais e não só as locais. Libertadores é um campeonato continental, ou melhor, regional. O Neymar se apagou no Japão diante do Barcelona e agora contra o México (decisão da Olimpíada de 2012 em Londres) que foram decisões internacionais.
    Não estou dizendo que o Neymar não foi bem contra o México. Gostaria que ele fizesse aquilo que chamam de “puxar a responsabilidade para si”, pois quando se é o cara se faz aquilo que o Garrincha fez em 1962, após a contusão do Pelé, lembrando que o Amarildo foi um ótimo substituto do rei,
    aquilo que o Paulo Rossi fez em 1982,
    e aquilo que o Maradona fez em 1986.
    O que Maradona fez em campo na Copa de 1986 eu comparo (opinião pessoal) ao que Alexandre fazia nos campos de batalha. O jovem (rei da Macedônia) que comandou um poderoso exército e seus generais.
    Sobre Alexandre um historiador britânico falou: “Ele foi um gênio militar, provavelmente o maior general que o mundo já viu”.
    E não foi à toa que lhe chamavam de “O Grande”.
    Na Batalha de Gaugamela (considerada sua maior vitória) contra os persas o Grande Alexandre com 50 mil soldados derrotou o exército de Dario III que tinha o dobro dos seus soldados, ou seja, cerca de 100 mil soldados.
    Na Copa de 1994 o Maradona comandava muito bem sua seleção até o dia que a poderosa FIFA achou que o “homenzinho” não estava para brincadeira e o proibiu de continuar a fazer o seu belo trabalho.
    Que aconteceu depois com a seleção argentina? Bom, após perder seu comandante sua seleção se afundou.
    E que aconteceu após a morte do ainda jovem Alexandre? Seus comandados ao perder seu líder simplesmente dividiram o império, por ganância ou não, não tinham a mesma habilidade do seu rei e líder para defender e manter seu grande império. O mesmo que aconteceu com a seleção argentina de futebol em 94 quando perdeu o seu Alexandre.
    Mais outra que quero lhes falar: Quando o Pelé e o Maradona ainda adolescentes apareceram para o futebol eles vieram como verdadeiros “arrasadores de quarteirão”, já mostraram a que vieram.
    E o Garrincha? Dizem que na sua chegada ao Botafogo ele “entortou” tanto o Nilton Santos que o mesmo pediu para não jogar mais contra o gênio das pernas tornas e pediu para o Botafogo contratá-lo.
    O Pelé aos 17 foi campeão mundial. Depois foi + 2 vezes campeão do mundo.
    Maradona aos 19 foi campeão mundial Sub-20. Depois foi campeão do mundo.
    Pela Seleção brasileira o Neymar foi campeão só pelo Sul-Americano Sub-20 e Sul-Americano Sub-17.

    Escrevi este texto em 2012 (Olimpíadas de Londres) após o Brasil perder a final para o México.
    Tudo bem, em 2015 o Neymar se saiu bem (10 gols) e foi campeão da Liga dos Campeões da Europa pelo Barcelona.
    Com ele, em 2016, o Brasil foi pela primeira vez Campeão Olímpico de Futebol Masculino.
    Em 2018 o Neymar a cada momento vai conquistando Títulos.
    E agora em 2020 o Neymar poderia ter se consagrado mais se vencesse a Liga dos Campeões da UEFA. O Paris Saint-Germain, time atual do Neymar foi derrotado por 1 a 0 pelo Bayner de Munique.
    Aliás, o Paris Saint-Germain nunca venceu essa competição que é a mais cobiçada pelos times europeus.
    De mais importante falta o Neymar conquistar uma Copa do Mundo.
    E ainda não conseguiu ser eleito pela FIFA o melhor jogador de futebol do ano.
    Texto pensado e Escrito por João da Bahia.

  6. NA ÉPOCA DO ORKUT:
    Escrevi este texto em 2007 e recentemente fiz algumas alterações.
    Existiam Comunidades no Orkut dedicadas ao Zico. Algum frequentador de uma destas comunidades fez um tópico com o título: “Zico é Melhor que o Pelé”.

    Eis minha resposta a respeito dessa afirmação:
    Mas o qué qué isso meu senhor!!! Tá delirando? Dizem que gosto não se discute, mas tenham dó.
    Não resta dúvida que a grande maioria das pessoas que gostam de futebol sempre ao discutir sobre o assunto usa mais da emoção e esquecem a razão.

    Após a Copa de 2002 alguns jovens diziam: Eu não vi Pelé jogar, então Ronaldo é o melhor do mundo.
    Indo por esta teoria absurda muitos até dirão: “Eu não vi o Di Stéfano jogar então o Kaká é melhor que ele”.

    Muitas pessoas acham que Garrincha e Maradona foram melhores jogadores que o Pelé.
    Acho que o Pelé foi melhor que os dois, mas acho também que não soa como exagero alguém dizer que o mesmo Garrincha ou Maradona foram melhores que o Pelé, pois estão falando de dois jogadores fenomenais.

    Tremendo exagero é alguém achar que o Zico foi melhor que o Pelé, que o Ronaldo foi melhor que o Pelé…
    Maior exagero e absurdo foi a revista Época, antes da Copa de 2006, ter feito uma matéria de capa com o Ronaldinho Gaúcho onde a mesma indagava: “Melhor que Pelé?” e dizia que a excepcional fase de Ronaldinho Gaúcho permite uma comparação com o maior jogador de todos os tempos.
    Bom, todo brasileiro que acompanhou nossa seleção na Copa da Alemanha em 2006 sabe o tamanho do futebol que foi jogado por Ronaldinho Gaúcho nesta citada Copa. Aliás, depois da Copa o mesmo está cada vez mais desaprendendo a jogar. Atualmente anda muito sentado no banco de reserva (no Milan) e na Copa de 2010 o Dunga o esqueceu de lhe convocar.

    MINHA LISTA (opinião pessoal) DE MELHORES JOGADORES DE TODOS OS TEMPOS:
    1ºLugar: Pelé
    2º Maradona
    3º Garrincha
    4º Eusébio
    5º Beckenbauer
    6º Cruyff
    7º Bobby Charlton
    23º Platini
    28º Zidane
    35º Messi
    41º Zico
    46º Romário (Ganhou a Copa de 94 jogando contra times razoáveis. Na final ganhou nos pênaltis)
    53º Cristiano Ronaldo
    58º Ronaldo
    68º Ronaldinho Gaúcho
    79º Neymar
    131º Kaká

    Do 1º ao 7º foram citados os craques nota 10.
    O restante são craques, ótimos jogadores e acima da média, mas não aquele tipo de jogador considerado fora de série como foi um Pelé, um Maradona ou um Garrincha.
    É muito difícil fazer uma lista de melhores jogadores por ordem numérica. Ousei listar do 1º ao 7º lugar.
    O Di Stéfano se encaixa entre o 8º ao 23º. Talvez seja o 9º ou o 10º, aí só uma máquina inteligente (se existisse) para avaliar. Eu acreditaria bem mais do que a opinião de um ser humano emotivo.
    Coloquei outros nas suas devidas posições numéricos, mas salteados.
    Como ficaram espaços vazios do 8º ao 23º,
    do 24º ao 27º,
    do 29º ao 34,
    do 36º ao 40º,
    do 47º ao 52º,
    do 54º ao 57º,
    do 59º ao 67º,
    do 69º ao 78º,
    do 80º ao 130º,
    e do 131 ao 200º eles serão preenchidos por outros jogadores que citarei abaixo.
    É como se eu fizesse uma lista com os 200 melhores jogadores de todos os tempos.

    Como já escrevi e repito, é difícil listar os 100 ou 200 melhores por ordem numérica.
    Para eu listar os 200 eu teria que lembrar-me do nome de uns 1000 jogadores de todos os países e de todas as épocas. Daí escolheria os 200 melhores.
    A bem da verdade eu não teria competência para tanto. Se eu fizesse esta lista eu cometeria muitas injustiças. Mas de uma coisa eu tenho quase certeza, estes poucos jogadores que coloquei por ordem numérica está de bom tamanho.

    Aqui cito + jogadores, fora de ordem numérica, que colocaria numa lista de 200 melhores.
    Fiz esta Lista + ou menos em 2007, quando ainda exista o ORKUT.
    Mas sempre fiz pequenas mudanças com o passar dos anos, pois sempre aparecem novos craques e tive que inclui-los.
    O Neymar por exemplo ainda não tinha despontado como grande jogador.
    Deve estar faltando muitos jogadores, afinal eu não sou nenhum pesquisador a serviço da Revista Placar.
    Como meu conhecimento em Futebol é do tamanho de um grão da areia da praia de Copacabana, claro, assim sendo não tenho capacidade de fazer uma Lista do nível da Revista Placar.
    Sendo que, numa Lista desta citada Revista também haverá algumas injustiças com alguns jogadores.
    Ninguém tem a capacidade de listar os 100 Melhores jogadores do Mundo de todos os tempos com 100% de perfeição.

    NUMA LISTA COM OS 200 MELHORES DE TODOS OS TEMPOS EU INCLUIRIA MAIS ESTES:
    Rivelino, Roberto Baggio, Rummenigge, Tostão, Papin, Gérson,
    Kevin Keegan, Ghiggia, Didi, Jairzinho, Vieri, Lineker, Lato,
    Bobby Moore, Carlos Alberto Torres, Neeskens, Maldini, Puskas,
    Roberto Dinamite, Dunga, Nilton Santos, Saviola, Hässler, Kopa,
    Rudi Völler, Del Piero, Shevchenko, Careca, Francescoli, Rivera,
    Raúl, Caniggia, Sócrates, Luis Figo, Reinaldo, Batistuta, Coutinho,
    Leônidas da Silva, Passarella, Ballack, Kanu, Kocsis, Rijkaard,
    Dario Pereyra, Valderrama, Verón, Samuel Eto’o, Cubillas, Crespo,
    Beckham, Bebeto, Cafú, Zamorano, Facchetti, Laudrup, Cabrini,
    Redondo, Van Basten, Schuster, Cerezo, Paolo Rossi, Edmundo,
    Gerd Muller, Hagi, Júnior, Oscar, Rattin, Domingos da Guia,
    Roger Milla, Romerito, Gamarra, Hugo Sanchez, Stoichkov, Riva,
    Zizinho, Albert, Friendereich, Seedorf, Tevez, Lothar Matthäeus,
    Reinaldo, Lampard, Riquelme, Koeman, Davor Suker, Perfumo,
    Falcão, Baresi, Boniek, Mario Kempes, Asprilla, Di Stéfano,
    Obdulio Varela, Ruud Gullit, Pedro Rocha, Thierry Henry,
    Rensenbrink, Figueroa, Bergkamp, Roberto Carlos, Bierhoff,
    Just Fontaine, Butragüeño, George Weah, Simeone, Ardiles,
    Cannavaro, Jimmy Greaves, Klinsmann, Rivaldo, Costacurta,
    Stanley Matthews, Kluivert, Djalma Santos, Paul Breitner,
    Uwe Seeler, Ademir da Guia, Berti Vogts, Dirceu Lopes,
    Silvio Marzolini, George Best, Michael Owen, Alan Shearer,

    Reparem que nesta minha lista dos melhores jogadores não coloquei goleiros, fiz uma lista à parte com os mesmos.
    Quem gosta e acompanha futebol sabe que a FIFA elegeu a Seleção do Século XX e na relação do melhor time eleito o goleiro foi o Lev Yashin.
    Este mesmo goleiro também está em outras listas como da Revista Planete Foot, Revista Venerdì, Voetbal International, Dream Team das Copas do Mundo da FIFA e A Tarde Newspaper (2004).
    Das listas que vi só em uma (da Italian FA) colocaram como goleiro o Gordon Banks.
    Eu citaria outros bons goleiros como o Sepp Maier, Mazurkievs, Gilmar, Fillol, Peter Schmeichel, Dino Zoff, Oliver Kahn, Peter Shilton

    Provavelmente as pessoas que mais conhecem de futebol e o vivenciaram nestes últimos 60 anos dirão que o Di Stéfano foi melhor do que o Bobby Charlton e até do que Cruyff e Eusébio.
    Mas, nunca dirão que um Kaká, Ronaldo ou Ronaldinho Gaúcho foram melhores do que o Bobby Charlton e até do que Cruyff e Eusébio.

    Lista Tupiniquim elaborada por João da Bahia

    • João, faltou goleiros!

      Dasaev, Higuita, Manga, Preud-homme, Sepp Mayer, Fillol, Taffarel, Neuer, Casillas, Alisson, Buffon, Oliver Kahn, Dida, Yashin, Dino Zoff, Chilavert, Rogério Ceni, Gordon Banks, Pfaff, Zetti, Veloso, Navas, Courtois, Marcelo Grohe, Victor, Leão, Castilho, Raul Plassmann, João Leite, Valdir de Moraes,Rodolfo Rodrigues, Cejas, Cassio, Fábio (Cruzeiro), Diego Alves, Gylmar, Jefferson …

      • WOW!

        Grande lista, amigo Bendl!

        Eu acho que o argentino Goycochea merecia uma menção. Em 1990, ele e Maradona foram os maiores responsáveis pela Argentina ter chegado à final daquela Copa.

        Começou a Copa na reserva e entrou numa tremenda fogueira, quando o ótimo titular Pumpido sofreu uma fratura contra a União Soviética.

        Um abraço, chê!

  7. Maradona com uma perna só, acabou com a Selecinha da Rede Goebbells na Copra de 1990.
    Na ´época “desgovernada” pelo então gênio da bola, o Técnico-Retranca Sebastião Lazaroni.
    Ali dava inicio a decadência do Futebol Brasileiro.
    Ah, esqueci, o “Poderoso Chefão” da Casa Bandida de Futebol”, era o famoso Ricaço Teixeira. envolvido em vários escadalos de corrupção…
    E continua livre, leve e solto…

    Valeu, Maradona, Boa Viagem..!!!

  8. Maradona jogou duas finais de Copa do Mundo.
    Na primeira, jogou bem e seu time venceu. Na segunda, não jogou bem, e seu time perdeu.
    Pelé jogou duas finais de Copas do Mundo. Na primeira, encantou o mundo e seu time venceu. Na segunda, numa apresentação soberba, venceu de novo.
    Pelé jogou 14 partidas em Copas. Em duas, se machucou logo no início. Jogou 12 partidas completas. Venceu as doze.

  9. Felipes Quintas (via Facebook)

    Tenho bastante afinidade com os posicionamentos políticos do Maradona, sempre ao lado do povo latino-americano. E, também, não tenho nada contra o Pelé, em termos políticos. Pelo contrário. Nem falo da questão do futebol, onde a majestade do Pelé é inquestionável. Antes de qualquer outra consideração, nunca se viu Pelé tomando o partido de causas erradas.
    Não faltaram tentativas de cooptá-lo seja para um lado, seja para outro. Os militares nunca conseguiram tê-lo como um símbolo da ditadura. Tampouco os ditos progressistas obtiveram êxito. Os racialistas, aliás, até hoje não o perdoam por ele ter se recusado a virar “black power” e não ter se tornado papagaio de pirata do movimento negro estadunidense. Pelé fez muito bem. No Brasil, ele é Rei. Nos EUA, é mais um “shitskin” (literalmente, “pele de merda”, como os estadunidenses, inclusive negros, chamam as pessoas de pele escura nascidas fora da cartola do Tio Sam). Quando ele foi para os EUA, foi para ensinar os ianques, não aprender com eles. Pelé agiu soberanamente, como um verdadeiro Rei. A soberania e a dignidade que os trumpnetes e os bidenetes brasileiros não têm, Pelé sempre teve.
    Mais recentemente, certa parte da esquerda também não o perdoa por ter dito, em junho de 2013, que era melhor as pessoas torcerem para a Seleção do que protestarem. À luz dos desdobramentos históricos, ficou claro que Pelé estava certo. Se os junhistas tivessem acatado a recomendação do Pelé, o Brasil hoje não estaria tão mal. Quem mandou não escutarem a realeza?
    Pelé nunca abriu mão de ser um símbolo nacional brasileiro, acima das contingências político-partidárias. Em vez de representar causa a ou causa b, partido x ou partido y, ele representa o que há de melhor no Brasil, representa o Brasil que, quando quer, supera qualquer outro país, sem trapaça, sem armação, apenas com o nosso talento e a nossa vocação para a grandeza. Não é coincidência que o brilho de Pelé tenha encantado o Brasil e o mundo na mesma época em que o Brasil não só era a maior potência futebolística, mas também o país que mais se industrializava, que mais se desenvolvia, que melhor representava aquilo que se considerava ser o país do futuro. Pelé, direta e indiretamente, foi legítimo fruto do Brasil de Getúlio, de JK, do milagre econômico. O melhor momento da história do Brasil pariu o maior jogador de futebol já existente.
    Foi dessa forma que alcançou respeito internacional, inclusive de Maradona, outro gigante, com outra personalidade, outro jeito de ser, tão legítimos quanto, e que muito contribuíram para reerguer a autoestima do seu país em um momento tão difícil e contra seu principal algoz histórico, a Inglaterra. Pelé e Maradona representam o que há de melhor em seus respectivos países. Assim como Putin. Se Putin e Maradona reverenciam o Rei, por que não os brasileiros?

  10. Toda vez que um cirurgião “famoso” disser que a cirurgia e a resposta física do paciente superou as
    expectativas,pode estar certo que o paciente morre em pouco tempo.

    PS-Assim foi com Maradona.
    O badalado cirurgião,encheu a bola dele,dizendo que a cirurgia e o paciente superaram as expectativas.

    PS2-resumo da ópera: Maradona não durou uma semana.

  11. O Maradona é como aquele ditado que diz que o cara saiu da vila mas a vila não saiu do cara. Infelizmente é como aquela música do Ozzy Osborne, Ordinary Man, o cara não estava preparado para a fama. Mais uma tragédia evitável.

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