Adoro discordância, e até insisto que seja feita. Mas principalmente em relação a opiniões. Fatos são fatos, foram ignorados, apesar de serem revelações, praticamente ‘furos’. (Constatações diversas que merecem comentários)

Helio Fernandes

Não estou nem um pouco surpreendido ou decepcionado, apenas considerando que este é um precedente perigoso. Desde a Tribuna impressa estimulava o debate, que já vinha de muito antes, de outra publicações que dirigi. (Incluindo as três únicas “revistas ilustradas” – O Cruzeiro, Manchete e Revista da Semana, da linha Life e Paris Match. Mais tarde surgiram as “revistas de texto”, baseadas na Time e na Le Express. Aí, as ilustradas sumiram, desapareceram, deixaram de existir.)

Foi um erro reconduzi-lo

Os dois fatos mais importantes da minha matéria não mereceram uma linha que fosse. Elogiaram a “cultura” acumulada por Joaquim Barbosa na Europa. Eu não critiquei os títulos adquiridos, e sim o fato de ter passado entre 5 e 6 anos na Europa e Estados Unidos, patrocinado e financiado pelo Ministério Público. Por que outros procuradores não mereceram o mesmo privilégio? Só premiaram o mau humor e o péssimo relacionamento?

Quanto ao equívoco da recondução de Roberto Gurgel, critiquei Lula e Dilma, não poupei ninguém. Foi um trabalho investigativo que deveria ter sido feito pelos que estavam no Poder. Por que ignorar o jornalismo verdadeiro, sem intenção de favorecer ou desfavorecer ninguém?

Mais 2 anos para o Procurador-Geral, além de equívoco sobre o mérito, desconsideração com a alta cúpula da Procuradoria, que por tradição e convicção, sempre foi contra dois mandatos para o Procurador-Geral.

Tratemos de outros assuntos, quem quiser que continue no mesmo, discordando deste repórter.

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SEQUESTRO, TORTURA E MORTE,
NA VISÃO DE DANIEL AARÃO REIS

O historiador e escritor Daniel Aarão Reis, anteontem, em O Globo, escreveu artigo comovente, fascinante, sobre dois amigos que desapareceram em 1970/71, separados mas eternizados pela saudade.

Aarão Reis vai tecendo as palavras, uma a uma, formam um conjunto admirável, toca e domina nossa alma, coração e mente.

(Saiu anteontem, e Carlos Newton poderia republicar no Blog, para satisfação de tanta gente.)

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NOS EUA, 300 MILHÕES DE ARMAS
PARA 300 MILHÕES DE HABITANTES

Foi um episódio lancinante, 20 crianças entre 6 e 7 anos, trucidadas numa escola. Não foi a primeira tragédia nem será a última, a explicação está nos números relacionados no título.

A catástrofe que teve maior repercussão foi o massacre de Columbine, muito por causa do filme de Michael Moore. Não era inédita, mas os meios de comunicação já alcançavam multidões. As causas são as mesmas, que ficarão intactas devido ao poder de fogo dos fabricantes de armas.

O fato de representantes dos lobistas de armas terem vindo a público lamentar a tragédia e dizer “ajudaremos a contornar a situação” não tem qualquer importância. Tudo continuará igual, 300 milhões de armas para 300 milhões de habitante, significa que em cada domicílio existem muitas armas.

Sem contar que todo cidadão pode andar pelas ruas armado, sem pedir autorização a ninguém, está na Constituição.

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A RAINHA NÃO DESPACHOU COM O PRIMEIRO-
MINISTRO OU COM O GABINETE. HÁ!HÁ!HÁ!

Saiu nos jornais e ainda mais fartamente nas televisões. Informava (?) que a rainha Elizabeth despachara com o Primeiro-Ministro em Downing Street 10. Ora, esse é o endereço residencial do Primeiro-Ministro.

Em Downing Street 10

É possível que a rainha tenha feito uma visita de Natal ao Primeiro-Ministro, e este tenha chamado alguns colaboradores. Nada mais do que isso.

No Parlamento a rainha não pode entrar de jeito algum, está escrito no regimento interno da mais democrática casa legislativa do mundo. Quando foi criado há mais de 250 anos (a Inglaterra só tinha então a “Casa dos Lordes”), foram estabelecidas normas para eleição e convivência dos parlamentares entre a Câmara dos Comuns e o rei ou a rainha.

Ficou criado o Poder total do povo, já era comum a verdade firmada na frase “o rei (ou rainha, no caso) reina mas não governa”. Ficou então escrito e inscrito que o rei não poderia ir à Câmara dos Comuns, de FORMA ALGUMA. E que, se algum parlamentar desconhecesse esse princípio, perderia o mandato imediatamente.

A composição da Câmara dos Comuns ficou fixada também de forma irrecorrível, que se mantém até hoje. Só podem se candidatar cidadãos que tenha títulos conquistados (médicos, engenheiros, jornalistas, advogados) e não títulos doados (lordes, barão, duque, conde, visconde).

A Câmara dos Comuns não tem presidente. Existe um “espiquer” (aportuguesado) que não interfere em nada. O plenário é construído de forma horizontal, os deputados ficam em frente uns aos outros, dialogam o tempo todo.

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PS – A Câmara da França e a dos Estados Unidos são construídas em “camadas”, como no Brasil. Os ministros comparecem quando assuntos de suas pastas são tratados. O Primeiro-Ministro está presente nas questões nacionais.

PS2 – O Primeiro Ministro mais importante e popular (antes de Churchill) foi Benjamin Disraeli. Quando foi eleito, a rainha Vitoria, que tinha horror a ele, não podia fazer outra coisa a não ser referendá-lo. Mas ficaram tão amigos que “historiadores” tomam certas liberdades. Não aconteceu nada. Disraeli morreu apaixonada por sua mulher Mary Ann.

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