Advogado preso por “vender” influência no STF e no STJ virou piada em Brasília

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Charge do Benett (Site do UOL)

Deu na Agência Brasil

Na operação “Mercador de Fumaça”, a Polícia Federal prendeu em Brasília um advogado que prometia influenciar decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), em troca de dinheiro. Em um dos casos, o advogado, cuja identidade não foi revelada, teria cobrado R$ 2 milhões de um prefeito que havia sido afastado do cargo pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e recorrera ao STJ, segundo informações do Ministério Público Federal (MPF).

O advogado teria alegado que parte da quantia serviria para pagar assessores jurídicos que atuam no gabinete de ministros das Cortes Superiores, embora não existam indícios da participação de servidores públicos no esquema, de acordo com as informações da PF.

PRISÃO PREVENTIVA – O MPF pediu a prisão preventiva do advogado com o argumento de preservar a ordem pública, pois o investigado já responde a outros inquéritos pelo mesmo crime, inclusive tendo confessado o esquema de manipulação de decisões judiciais em um tribunal superior. A medida foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília.

O advogado responderá pelo crime de exploração de prestígio, que prevê pena de um a cinco anos de reclusão em caso de condenação. O nome da operação da PF faz referência à expressão “vender fumaça”, usada no meio forense para se referir a esse tipo de crime.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A prisão do advogado virou piada em Brasília, com as pessoas perguntando por que a PF não prendeu os outros.  Desde a fundação de Brasília, não falta advogado que se diga amigo de ministro e capaz de influenciar julgamentos. O mais famoso deles foi Carlinhos Medeiros, considerado o maior boêmio de Brasília e que era filho de Carlos Medeiros Silva, ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça no regime militar. (C.N.)

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