Advogados de Temer, Dilma, Lula e Aécio fazem manifesto contra Justiça e MPF

Resultado de imagem para operação abafa charges

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Daniela Lima
Folha

Os advogados de Michel Temer (PMDB), Dilma Rousseff (PT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Aécio Neves (PSDB) articulam o lançamento de um manifesto para questionar a atuação da Justiça e do Ministério Público. Os debates se desenrolam em um grupo de WhatsApp intitulado “Prerrogativas” — e a OAB é alvo frequente de críticas. Nas discussões, tratam da confecção de texto que prega o fim do que chamam de “Estado de exceção” e a “retomada do protagonismo da advocacia”.

O “pai” do manifesto dos criminalistas é o ex-presidente Lula. A ideia, que antes se restringia a trocas de mensagens no grupo, ganhou força depois do ato de desagravo aos defensores do petista, em maio, em São Paulo. Os questionamentos à delação da JBS deram o impulso final na articulação.

OS ARTICULADORES – Alberto Toron, advogado de Aécio Neves e Dilma Rousseff, Cristiano Zanin, defensor de Lula, e Antonio Mariz de Oliveira, de Temer, estão na linha de frente da formulação do manifesto. Todos os políticos estão na Lava Jato e foram fortemente implicados na delação de Joesley e Wesley Batista.

Outros criminalistas fazem parte do grupo que prepara o texto. Eles discutem criar um curso para debater o que seria “Estado de exceção”.

O resultado do julgamento do Supremo a respeito da revisão de delações agradou a todos. Os que queriam a prerrogativa de revogar acordos se sentiram contemplados e a ala que defende a manutenção dos acertos disse que venceu.

FACHIN E RAQUEL – O ministro Edson Fachin começou a sessão de quinta-feira (dia 29) derrotado. Ele havia enviado aos ministros voto em que pedia expressamente a vinculação de acordo homologado na Justiça aos termos acertados pelo MPF. Recuou.

Juristas que defendem a prerrogativa do Supremo de revogar delações dizem que a fórmula final, que permite rediscussão caso haja “ilegalidade”, os atende. Trata-se de conceito amplo.

Escolhida para suceder Rodrigo Janot, Raquel Dodge relatou a colegas desconforto com especulações de que iria minar a Lava Jato. Diz que pretende justamente o contrário.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSugere-se que o “curso” sobre Estado de Exceção seja ministrado na faculdade de Gilmar Mendes, porque tem tudo a ver. (C.N.)

10 thoughts on “Advogados de Temer, Dilma, Lula e Aécio fazem manifesto contra Justiça e MPF

  1. “E a gente fazendo conta
    Pro dia que vai chegar…”

    dá-lhe Vandré

    “Escrevendo numa conta
    Pra junto a gente cobrar
    No dia que já vem vindo
    Que esse mundo vai virar…”

  2. No Brasil a justiça esta ficando com a cara do futebol.
    O time não joga nada, é de pernas de pau, mas o técnico reclama é do juiz, seus jogadores não devem ser culpados, pois isto pode traumatiza-los.
    Os advogados não tem mais argumentos para rebater as delações e prova, passam a culpar o ministério público pelas acusações e os juízes pelas condenações.
    Afinal querem o que? Que a justiça não faça justiça, ou o lemas deles seria vencer ou vencer?
    mesmo com as circunstâncias adversas? Doutores ponham a mão nas consciência, se é tenham uma, e deixem que a verdade apareça.

  3. Será que entendi, querem que o MPF e a justiça façam vista grossa, ou seja, deixarem a CORRUPÇÃO comer solta, é extremamente repugnante o que estes advogados propõem, que país é este, é deixar o país a deriva.

  4. Isto prova que a esquerda e a direita deste país são os dois braços de um mesmo corpo , facínoras embuidos em usurpar o público em detrimento de sí própio e dos seus .

    • Ninguém substituiu Evandro Lins e Silva. Com ele foi embora o glamour da advocatura clássica, e os austeros Palácios da Justiça transformaram-se em desacreditadas palhoças.

  5. Isso é apenas “mi-mi-mi” de quem está sendo investigado. Nenhuma investigação é iniciada se não existem bons fundamentos. Na verdade com essa choradeira querem fazer o povo engolir a impunidade com papo furado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *