Aécio Neves: o perigo chamado futuro

Helio Fernandes

Na História político-eleitoral do país, não me lembro de alguém com um futuro tão promissor e tão contestado ou contestável. Ainda em dezembro de 2009, quando Serra atropelava Aécio para vice, escrevi aqui e insisti: “Se Aécio aceitar ser vice de Serra, podem dizer que sou o pior analista do mundo”. Não aceitou.

Serra lamentou e lamenta a ausência de Aécio, que se elegeu senador e ainda elegeu governador seu antigo vice, com maioria absoluta sobre o “favoritíssimo” Helio Costa.

Agora Aécio fraquejou, frustrou a parte do PSDB que achava que o presidenciável devia ser ele e não o repetente Serra. Seu nome está sendo explorado por Serra e seus patrocinadores, até em capas de revistas.

E o novo governador de Minas, num discurso violentíssimo, RECOMENDA Serra. A surpresa: é um excelente orador, veemente e convincente. Quanto a Aécio, que pretende presidir o Senado ainda em 2011, não conseguirá, quem sabe 2 anos depois.

E se Serra perder (não ganhará), voltarão as metralhadoras contra Aécio, dirão na certa: “Afinal, Aécio não era eleitoralmente tão forte”. Não pagarão royalties ao ex-governador, que ficará apenas com um fato e um fator indiscutível; “Tem 50 anos”. Isso ninguém lhe tira.

Como os personagens no Brasil estão fazendo cálculos a longo prazo, Aécio Neves tem todo o direito e o poder de dizer: “Em 2018, estarei com 58 anos”. Lula tem 65 (hoje) Serra já está com 68. E é rigorosamente verdadeiro.

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