Aécio-Serra-Alckmin e o engarrafado PSDB

Helio Fernandes

Não podemos deixar de falar no PSDB. Estraçalhado, tendo chegado ao Poder pela displicência, negligência e imprudência de Itamar Franco, manteve o Poder por 4 anos. O mandato presidencial era de 5 anos, mas como o PSDB e FHC consideravam em 1994 que Lula ganharia a eleição, “emendaram” a Constituição. O mandato passou para 4 anos. Era a “vingança” antecipada contra Lula.

Como surpreendentemente FHC venceu, ficaram com a certeza: se podiam modificar a Constituição para diminuir mandatos, podiam modificá-la para aumentar.

Como estavam no Poder, manipulavam e mobilizavam bilhões com o seu “Paulo Cesar”, que tinha outro nome, mas a vantagem de ter aprendido com Golbery, mestre incontestável de tudo que era bandalheira. Política, financeira, econômica, eleitoral.

Além do mais, precisavam desesperadamente de tempo, cuidavam do Real (ideia e sugestão do presidente Itamar), que concluído, produziria mais dinheiro do que poderia se guardado, até mesmo usando todo o Forte Knox. (Onde estavam os dólares FALSIFICADOS em Omaha, a partir do  grande escândalo de Bretton Woods. Quando o ouro foi amaldiçoado, e o dólar elevado à condição de MOEDA DE TROCA UNIVERSAL).

Depois dessa reeeeeeeeeeeleição, o PSDB não voltou nunca mais ao Poder. FHC quis o terceiro mandato, para se igualar aos intimíssimos Menem e Fujimori. FHC é o único que escapou. Fujimori, mesmo defendido por um criminalista brasileiro de primeiro time, continua preso.

Menem ficou preso por pouco tempo. FHC nem isso. Mas o PSDB ficou longe do Planalto, embora tivesse tentado e continue tentando. Mas como consideram que o Planalto-Alvorada deve ser ocupado por um paulista, não se acertam. Pois um dos candidatos (de Minas), Serra e Alckmin não concordam nem aceitam.

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PS – Como falta algum tempo (não tanto), basta recordar uma possibilidade sobre a qual se falou muito na sucessão de Lula. Aécio entraria no PMDB para ser candidato. Ele mesmo viu que não dava.

PS2 – E se naquela época o adversário era apenas um, agora são dois. Se no PSDB não ganhava de um, como pode admitir concorrer e ganhar de dois?

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O PLAGIÁRIO GERALDO ALCKMIN

O Governador de São Paulo queria mostrar que sabia que o vice José Alencar nascera em Minas, mas adorava São Paulo. Um conselheiro sugeriu, entusiasmado, o governador gaguejou: “O vice Alencar era paulista de Muriaé”. (Onde nasceu).

Outro assessor, pouca coisa mais reforçado em conhecimentos, lembrou: “O presidente Washington Luiz, que nasceu no Estado do Rio, foi chamado de paulista de Macaé”. O governador não gostou, o assessor não vai “assessorá-lo” por muito tempo.

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PS – A propósito: Washington nasceu em Macaé em 1883 (mesmo ano de Vargas, que o derrubaria), quando o município praticamente não existia. Foi presidente da República em 1926, 43 anos depois. Hoje, Macaé é um dos municípios mais efervescentes do Brasil por causa do petróleo. Crescimento inacreditável.

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CONTRADIÇÃO PUBLICITÁRIA

Os que tentam promover a cerveja Devassa comentem equívoco, que nem é surpreendente. Eles resumem tudo numa frase: “Todo mundo tem um lado devassa”. Ora, a palavra é pejorativa, não deveria ser usada. Além do mais, “todo mundo” é masculino, “devassa”, feminino. Se promover bebida, não dirija.

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