Afinal, o que Bolsonaro tem contra Mourão que o fez reassumir tão açodadamente?

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Bolsonaro ainda não pode falar, para evitar a formação de gases

Carlos Newton

Mesmo aqueles que não aceitam teorias conspiratórias estão percebendo que existe alguma coisa estranha acontecendo nos bastidores da política em Brasília. É inexplicável, injustificável e inqualificável o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter oficialmente reassumido a Presidência da República no início da manhã desta quarta-feira, dia 30, sem estar recuperado da complicada e longa cirurgia que sofrera na manhã de segunda-feira, quando ficou mais de nove horas na mesa de operação, sob anestesia geral.

Na véspera, com o presidente enfraquecido na UTI, ainda sem ingerir alimentação, sendo sustentado por soro intravenoso e tomando uma bateria de medicamentos, inclusive para evitar trombose, o porta-voz do Planalto, general Rego Barros, se apressou em anunciar à imprensa que o Bolsonaro reassumiria o cargo às 7 horas da manhã. Por que tanta pressa? Ninguém sabe.

REASSUMIU? – Na manhã desta quarta-feira, o Planalto confirmou que o presidente já reassumira integralmente suas funções e o Hospital Albert Einstein preparara uma sala especial para que o chefe do governo possa despachar com seus assessores e ministros, tudo pago pelo Hospital Central do Exército, que está custeando as despesas, apesar de a Presidência contar com orçamento próprio, vejam que a bagunça ainda reina.

Mas a realidade era bem diferente. Bolsonaro não tinha a menor condição de reassumir. Na tarde desta quarta-feira, ao dar entrevista sobre a questão de Brumadinho, o vice-presidente Hamilton Mourão informou que Bolsonaro, operado há dois dias, ainda não estava podendo receber visitas nem conversar, por prescrição médica.

Mesmo assim, nesta quinta-feira os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, devem visitar o presidente no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para trocar meia dúzia de palavras com ele, porque o presidente continua proibido de conversar, para evitar formação de gases no aparelho gastrointestinal. Ora, isso não é governar, é  apenas fingir que governa.

TEORIA CONSPIRATÓRIA – É inaceitável que o Planalto imponha essa pantomima. O país nada ganha com isso e a inusitada situação apenas contribui para a formação de teorias conspiratórias de que – por alguma razão recôndita – o presidente Bolsonaro está temendo ser substituído por seu vice, o general Hamilton Mourão.

Todos sabem que Mourão é do tipo boquirroto, que não pode ver um microfone e logo começa a dar declarações. Mas acontece que Bolsonaro também é assim, tendo se tornado um verdadeiro colecionador de afirmações impróprias, algumas até lhe causaram problemas e processos judiciais. Comparado a Bolsonaro, o vice Mourão é apenas um iniciante em matéria de deslizes oratórios.

Com toda certeza, o Planalto deveria deixar o chefe recuperar plenamente a saúde, ao invés de expô-lo a uma situação estranha e até ridícula. Fica parecendo que há um boicote ao vice, que claramente está sendo escanteado. E la nave va, cada vez mais fellinianamente.

8 thoughts on “Afinal, o que Bolsonaro tem contra Mourão que o fez reassumir tão açodadamente?

  1. Força Presidente Bolsonaro !

    Você foi eleito pelo povo e de suas mãos devem vir as grandes decisões !

    Mudança da embaixada brasileira para Jerusalém já !!!

  2. Que ingenuidade pedir a quem tem poder para mudar [entregar] o poder. Giordano Bruno > de qualquer forma, a republiqueta das bananas continua sob o disfarce da democracia…
    Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos. Winston Churchill

  3. O Carlos Bolsonaro disse que ‘os inimigos de Bolsonaro estão em seu entorno, são aqueles que estão perto dele’. Referia-se ele aos generais?

  4. Convivência de Vice e Titular, relação de: Rato x Gato, Nora x Sogra – sempre foi conflitante.
    Numa sociedade, quando os filhos, de pelo menos um dos sócios, trabalham na mesma empresa e/ou têm poder de influenciar nela por outras vias; tem tudo pra não dar certo!

  5. Acho que Bolsonaro tem o que a maioria dos brasileiros e políticos não tem: força e coragem. Depois de tudo o que passou,ainda, tem disposição para assumir esse triste legado deixado pelos governos anteriores.
    Ele é presidente e isto é sua prioridade. Talvez, para algum preguiçoso que gosta de fazer corpo mole com qualquer adversidade,isto soe como se fosse um holocausto nazista.
    Mourão assumiu quando Bolsonaro estava em Davos. Se assim o fosse, Bolsonaro não deixaria Mourão assumir ,interinamente.
    Fica a falsa máxima:
    ” Onde não há problemas e necessário que se crie”.

  6. Penso igual ao Editor, ou seja, o nosso Presidente deveria se recolher ao mais absoluto descanso e deixar com o Vice Mourão a incumbência de dirigir o País.

    O nosso Vice nunca foi algoz do titular e quando se passa por cirurgia não há outra alternativa do que o repouso absoluto. Na vida, em todas as instâncias, precisamos ser disciplinados e comedidos. Quando ele estiver com a saúde em ordem, aí sim é hora de voltar e dirigir o nosso Brasil.

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