Afinal para que serve uma Justiça ruim, como a Trabalhista?

Roberto Monteiro Pinho

São incontáveis os problemas que existem na especializada do trabalho, que é morosa, deficiente e não consegue cumprir as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça, para diminuir o encalhe de ações. Em suma, não existe o respeito a aqueles que sustentam a sua dispendiosa estrutura, onde só a folha de pagamento consome 92% do total do seu orçamento.

Afinal para que serve essa justiça? Está claro e insofismável que a Justiça do Trabalho serve muito bem a dois senhores: os seus privilegiados servidores (leia-se serventuários e juízes), e ao próprio governo e empresas publicas, isso porque no primeiro caso, eles recebem salários entre os mais altos salários do país e gozam de privilégios que não se tem paradigma em lugar nenhum do mundo.

Por outro lado, as empresas públicas e a União, se beneficiam dos tributos cobrados nas ações liquidadas, já que o juiz do trabalho, em meio à extinção da especializada, digeriu convenientemente a EC 45/04, que trouxe no seu bojo, entre outros o ”espólio tributário”, fazendo com que o magistrado se tornasse um descoroçoado cobrador de “luxo” do Estado.

Por toda minha experiência no trato dessas questões, entendo que o cerne da questão reside no perfil sociológico formado pelos integrantes da JT. Servindo-me do ensino de que “o núcleo da filosofia de Auguste Comte reside na ideia de que a sociedade só pode ser convenientemente reorganizada através de uma completa reforma intelectual do homem”, é possível que se tenha aqui a resposta para este fenômeno avesso que assola a Justiça Trabalhista.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *