Afinal, quem é o verdadeiro pai do Bolsa Família?

André Carvalho
Brasil Post

O primeiro debate entre os presidenciáveis mirando o segundo turno, realizado na TV Band, encerrou-se com uma indagação: quem é o verdadeiro “pai” do Bolsa Família?

Para a candidata Dilma Rousseff (PT), não há dúvidas: trata-se do ex-presidente Lula. Seu opositor Aécio Neves (PSDB), porém, assegura que não.

“O senhor está fabulando, está criando uma história que não existe”, respondeu a petista ao tucano, quando ele reivindicou a “paternidade” do programa ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que governou o País entre 1995 e 2002, e à ex-primeira dama Ruth Cardoso.

PSDB OU PT?

Para o senador mineiro, o ex-presidente Lula valeu-se do programa Bolsa Escola, implantado no governo federal em 2001 por FHC, para criar o Bolsa Família.

De fato, a lei nº 10.836, que criou o programa que beneficia hoje mais de 50 milhões de brasileiros, vinculou o PNAA (Programa Nacional de Acesso à Alimentação), criado por Lula em 2003, a outros programas instituídos pelo governo anterior, como o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação, o Auxílio-Gás e o cadastramento único do governo federal, unificando-os.

Para Dilma, no entanto, é impossível comparar o Bolsa Escola, um “programa-piloto”, como ela frisou no debate, que atendia apenas cinco milhões de pessoas, com o Bolsa Família, que, além de atingir um número de pessoas dez vezes maior, tem como condicionalidade para o recebimento do benefício não só a frequência escolar das crianças da família – além, claro, da comprovação de pobreza -, mas também obrigações na área de saúde e assistência social.

Porém, mesmo o Bolsa Escola, não foi criado por FHC em 2001, e sim por Cristovam Buarque, atualmente exercendo o cargo de senador pelo PDT.

TRANSFERÊNCIA DE RENDA

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Em 1986, quando era reitor da Universidade de Brasília, Cristovam Buarque, então filiado ao PT, idealizou o programa de transferência de renda, que tinha como novidade uma contrapartida necessária dos beneficiários — no caso a exigência de que jovens e crianças de baixa renda frequentassem a escola regularmente.

O programa seria, posteriormente, implantado pelo próprio parlamentar, em 1995, como governador do Distrito Federal, com o nome de Bolsa-Educação.

No mesmo ano, praticamente na mesma época, José Roberto Magalhães Teixeira (PSDB), prefeito de Campinas, também instituiu o Bolsa Escola como programa de governo, com o nome de Programa de Garantia de Renda Familiar Mínima (PGRFM).

Em âmbito federal, finalmente, seria Fernando Henrique Cardoso, que contou com a participação ativa de sua esposa, a primeira-dama Ruth Cardoso, o responsável pela implementação do Bolsa Escola, em 2001, dentro da rede de proteção social, que consistia na junção de diferentes programas de cunho social.

COMUNIDADE SOLIDÁRIA

Desde o início do governo FHC, em 1995, Ruth Cardoso gerenciava o programa Comunidade Solidária, vinculado à Casa Civil da Presidência da República. As ações focavam o combate à mortalidade infantil, a distribuição emergencial de alimentos e a alimentação escolar e do trabalhador.

Em 2004, com Lula na Presidência, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome passou a administrar o Bolsa Família, que reuniu todos os programas sociais anteriores, alcançando uma parcela maior da população brasileira.

A proposta da unificação dos programas foi feita, ainda em 2002, pelo governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), que também foi o responsável pela proposta da fórmula de financiamento do programa, com a União sendo responsável por 60% dos custos, os Estados por 30% os municípios por 10%.

Desde 2011, já sob a governança de Dilma Rousseff, o Bolsa Família passou a integrar o Plano Brasil sem Miséria.

Foi assim que aconteceu.

4 thoughts on “Afinal, quem é o verdadeiro pai do Bolsa Família?

  1. Houve uma ideia original, os demais apenas copiaram, alias o PT (Lula) nunca
    criou nada, copia e assume a paternidade e como não tinha projeto de governo aproveitou o projeto do governo de FHC, mas não soube aproveitar os 8 anos do
    bonança internacional e dar um salto para o progresso da nação, sua preocupação maior era a reeleição. Dilma fez a mesma coisa, com uma gastança maior e pegou
    no seu governo uma situação internacional ruim, em recesso. Levou o país a está
    situação de desordem na economia e no social. E agora Presidente Dilma?

  2. O PT é aquele sujeito que, sendo incapaz de procriar, adota os filhos dos outros.
    E para mascarar, dissimular ou esconder sua real condição, assume a criança. E como pai/mãe é quem sustenta, troca o nome/sobrenome dela. A partir dai, nasceu sua filha/filho. Para ele, não basta adotar, cuidar, sustentar: tem de se legitimar como pai/mãe.

    Curiosamente, não sei se por semelhança ou assumido, o PT é o chupim da política. para quem não conhece, o chupim, pássaro, faz a mesma coisa. É claro que o PT o copiou: o pássaro existe desde sempre.

    O chupim (Molothrus bonariensis) é uma ave passeriforme da família Icteridae. Os machos, com coloração aparentemente preta, ao sol brilham em tom azul-violeta. Já as fêmeas são mais pardacentas. Seu vôo é digno e seu canto é lindo. Comunicam-se através de gritos. Assim como o pássaro, o PT também muda de cor, dependendo da situação e da necessidade.

    O chupim tem por hábito, colocar seus ovos no ninho dos outros, para que sejam chocados, criados e alimentados como filhotes deles. Popularmente, acabou virando sinônimo de aproveitador. Neste caso, o PT invade o ninho dos outros, mistura seus ovos e depois diz que todos são dele.

    Troquemos ovos por programas. Assim também ocorreu com os ditos “programas sociais”. Praticamente todos, criados em outros governos, foram adotados pelo PT que ampliou-os e deu-lhes uma nova “plumagem”: algumas melhorias e até “pelhorias”, chegando ao que são nos dias atuais. Misturaram os existentes a alguns dos seus e, por mágica, tudo virou trabalho e conquistas petistas.

    Quem tem memória, caráter e responsabilidade lembrará da posição petista , quando surgiu: ainda fora do poder. Os primeiros eleitos pela bandeira amarela/rubra/estrelada e suas lideranças sindicais, em todos os lugares, eram contra a distribuição do que chamavam de “esmolas”. O famoso e ainda pouco divulgado video de Lulla, antes do poder e após atingí-lo (http://www.youtube.com/watch?v=83WUqpvddq8), é a prova viva, irrefutável, que dispensa testemunhas e que deveria ser repetida/repetida nas escolas, nas esquinas, nos bordéis do nosso país. O PT mente, faz muito tempo!

    Conhecendo ou não a história – e tem por obrigação conhecê-la, Dillma mentiu, mais uma vez, antes e durante a campanha. Quando paternizou/maternizou todos os programas sociais ao PT, mentiu, descaradamente.

    Pergunto: isto é ou não crime, estelionato eleitoral

    Mas não pararam por ai. Foram muitos os episódios. Mas outro chama, ou deveria chamar, a atenção. E o que fez o pessoal da reeleita Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)? Foi criado para prejudicar a deputada e a campanha de Dillma? Ou foi verdade e buscou assustar eleitores, fazendo-os trocar o voto? Até agora, a ex-ministra e atual deputada não se manifestou. No caso dela, algo muito estranho. Conhecendo sua história e como reage quando atacada, é de se estranhar muito, mas muito mesmo, estar calada.. Ela jamais se cala! Jamais foge de um combate! Assim, pode-se deduzir que, calada como ficou, os fatos são a pura verdade

    Cabe perguntar: com tudo o que ocorreu, onde estava/está o TSE? Por onde anda a justiça, regiamente paga pela sociedade de nosso país? A venda nos olhos, antes de expressar neutralidade, cegou-a? A serviço de quem tem/vem agindo?

    Cabe a nós, cidadãos brasileiros de verdade, tomarmos consciência e buscarmos reparações para os crimes cometidos. Por todos e em todas as instâncias e épocas.

    E isto precisa ocorrer de forma ordeira, democrática, republicana, insistente e intransigentemente.

  3. Parabéns senhor Falavenna.
    Na minha opinião, nota 10 pelo seu comentário.

    No embalo do artigo, e do comentário de vossa senhoria, permita-me uma simplificação que a meu ver abrange perguntas e paternidades:

    A Bolsa-Escola, de fato, foi introduzida por Dona Ruth Cardoso.
    A Bolsa-Família, introduzida por Lula após o fracasso do Fome Zero;
    A Bolsa-Parasita. introduzida por Dona Dilma, com variados penduricalhos, tais como Gás, Adolescente -17 anos, Detentos, e outras que servem de trampolim na eleição, pois condição primordial para o cadastramento, é a apresentação do Título de Eleitor.

    • Prezado Andrade.
      Verdade. O grande programa petista para reduzir a miséria foi mantê-la viva, latente e para durar por muito tempo. Ou pelo menos, enquanto tiver recursos.
      Estou copiando material desde 1980, quando nasce o PT. nele encontramos pérolas: o que propunham, o que criticavam e o que fariam no poder.
      A memória não apaga mas esclarece: eles sempre mentiram. Assim, Lulla e Dillma são apenas figuras que continuam o discurso falacioso.
      O ruim ou péssimo, é que a lavagem cerebral, num grande número, parece irreversível.
      Devemos vacinar os jovens e aqueles que, pouco a pouco, saltam da arca petista.
      Vamos lá. Ainda temos muito o que fazer.
      Abraço e saúde.

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