Ala militar terá de enfrentar a interferência dos filhos de Bolsonaro no governo

Resultado de imagem para filhos de bolsonaro charges

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Igor Gielow
Folha

Se por um lado está sendo comemorada pelo núcleo militar como a consolidação de seu poder no centro do governo Jair Bolsonaro, a chegada do oitavo ministro egresso das Forças Armadas já começa a despertar algumas preocupações. A principal, ouvida pela Folha de diversos oficiais generais ao longo do desenrolar da agônica demissão de Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral, diz respeito ao óbvio: os filhos de Bolsonaro continuarão a ser instrumentos de interferência no governo?

É preciso sublinhar que Carlos Bolsonaro não atacaria Bebianno, disparando a crise, sem a anuência do pai. O caso do laranjal do PSL foi a gota d’água para uma longa história de desavenças entre os filho e o ex-ministro, mas Bolsonaro só deu o OK para a operação depois que ele começou a atingir Bebianno.

DELIMITAÇÃO – A ala militar não é coesa, podendo ser dividida grosseiramente entre aqueles que aderiram ao projeto Bolsonaro de forma ideológica ou por proximidade pessoal e os que veem no capitão reformado um barco do qual podem desembarcar se a nau se perder.

A eles, com igual divisão, somam-se oficiais da ativa. Todos dividem a preocupação dita em entrevista à Folha no ano passado pelo influente Eduardo Villas Bôas, então chefe do Exército: é preciso delimitar o que é governo, o que são as Forças Armadas.

O problema é que eles entraram em peso na gestão, tornando tal fronteira turva. O próprio Villas Bôas ocupa lugar no Planalto ao lado do patrono do projeto militar-bolsonarista, o general da reserva Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

PRÓXIMA CRISE – Essa ocupação militar, ora reforçada pela nomeação do general Floriano Peixoto para a cadeira de Bebianno, tornou-se então uma armadilha.

Na avaliação de alguns generais, se a militarização do governo torna-se ampla, a próxima crise tenderá a atingi-los diretamente. E aí quem irá fazer a mediação?, perguntam.

O único membro indemissível do grupo, o vice-presidente Hamilton Mourão, já é visto com desconfiança pelos filhos de Bolsonaro. Diverge publicamente da agenda propugnada pela “rapaziada”, como ele os chama.

MENOR EXPOSIÇÃO – Mourão tem influência, mas não é um líder inconteste da ala militar. Tanto que seu protagonismo durante a ausência por razões médicas de Bolsonaro de Brasília foi alvo de críticas por alguns oficiais mais próximos de Bolsonaro, e ele de fato reduziu um pouco sua exposição nos últimos dias.

O temor é tal que os próprios militares tentaram salvar Bebianno, para manter uma aparência de estabilidade no núcleo do poder no momento em que o governo precisa encaminhar a vital reforma da Previdência e outras medidas ao Congresso, embora soubessem que tal missão era virtualmente impossível.

Para destacar isso e evitarem a pecha de terem sido derrotados pelos Bolsonaros, os generais impuseram o nome de Floriano Peixoto. O general havia sido convidado para ocupar o segundo posto da Secretaria-Geral pelo próprio Bebianno, que havia se aconselhado com Heleno —ambos os militares serviram juntos no Haiti.

CAPACIDADE DE COMANDO – Há desconfortos tributários desse embate central. A ocupação do governo pelos militares funciona em rede: todos os principais nomes conhecem a situação enfrentada pelos seus pares. Mas parece questão de tempo para que as divisões ainda ofuscadas pela impressão de ordem unida da tropa surjam focalizadas em conflitos internos.

Hoje, a ala militar tem um Estado-Maior em formação na administração, com secretarias, estatais e cargos diversos. Só que esse tipo de órgão assessora e aconselha um líder, e o episódio Bebianno jogou dúvidas entre vários oficiais sobre a capacidade de comando do presidente logo na sua primeira crise política.

MOROSIDADE – Outros militares ponderam que Bebianno não virou o homem-bomba que se anunciava —o menos ainda.

Como a troca de mensagens entre bolsonaristas indica, a morosidade do presidente após seu impulso inicial parece obedecer à avaliação do jogo mútuo de chantagens que correu essa rede. A Folha ouviu um áudio do então ministro no qual ele diz que foi “apunhalado covardemente”.

Por fim, um general diz que o governo ainda está em estágio de experiência, e o que importa é estabilizá-lo.

27 thoughts on “Ala militar terá de enfrentar a interferência dos filhos de Bolsonaro no governo

  1. Por fim, um general diz: o governo está em estágio de experiência.
    A presidência da república, não é lugar para estagiário fazer estágio e adquirir experiência.

    • É mesmo, gracinha.

      O Bolsonaro, seja como for, foi o único militar que não se acovardou diante da nossa boa e velha esquerdinha nefasta, que destruiu o país e agora os generais é que são o poder?
      O povo votou em Bolsonaro para presidente e todos os militares têm que bater continência para ele.
      ELE é o chefe supremo da nação e das forças armadas.

      Vc sabia disso?

  2. “..está sendo comemorada pelo núcleo militar como a consolidação de seu poder no centro do governo Jair Bolsonaro.”
    -É mesmo?

  3. No diálogo se vê Bolsonaro no seu estilo de sempre. Direto. Objetivo.
    Enquanto o Bibiano com aquela conversa de “me engana que eu gosto”, com aquelas chantagensinhas infanto-juvenis de que não tà certo ser chamado de mentiroso, que é seu amigão,etc,etc,etc, tentando com essa falso moralismo se absolver.
    Só não vê isso a canalha que quer desestabilizar o Bolsonaro.

    • Bebiano é um político da velha guarda, malandro, sabe alisar quando precisa. Só que não passa de um bandido que grava presidente. O cara é o homem de confiança de Bolsonaro e estava gravando o presidente. Não deveria ser exonerado, deveria ser preso.

  4. BOLSOMINIONS!!!!

    Chega de PAPO FURADO!!!!

    Bozonaldio não faz NADA Direito !!!!

    Bozonaldio é uma curva errada á Esquerda!!!

    Um constrangimento so!

    Direita PODRE!! Esquerda PODRE!!
    TUDO PODRE!!!

  5. Li em sites não cooptados pela camarilha Veja-Globo-FSP que os milicos estão muitos satisfeitos por terem se livrado de um arrivista X9.

    Não vejo desgaste de Bolsonaro com os militares. Com os políticos oportunistas, talvez.

    Com o público há um desgaste porque a imprensa está se aproveitando do analfabetismo funcional dos leitores para fazer nascer pelo em ovo.

  6. A Globo , como fez com Brizola desempenha o seu papel Fake de sempre.
    Agora diz que se Bibiano falar o que sabe, vai comprometer Bolsonaro. Como se Bolsonaro fosse o criminoso Lula e o Bibiano seu comparsa Palocci.

    Essa é a nossa imprensa partidária, amestrada, que diz que não é inimiga daqueles que destoam de suas preferências políticas nas quais , todos sabemos, ganham seus bilhões.

    • E eles sequer ligam para o fato de que o Brasil precisa fazer as reformas urgentemente.

      Querem desestabilizar o governo e o povo que se dane!

      A promessa de Brizola era, como primeiro ato de governo, cassar a concessão da Globo.

      A obra nefasta dessa organização é tão evidente que esquerdistas e direitistas têm a mesma opinião sobre ela!

  7. A propósito de Mourão

    Ipojuca Pontes

    Um artigo do arquiengajado Janio de Freitas na Folha de S. Paulo, jornal de militância esquerdista, deixa claro por que a ventriloquia do general Mourão deve merecer toda atenção dos quase 60 milhões de eleitores que conduziram o intrépido Jair Bolsonaro à Presidência da República.

    Ao afirmar que Mourão “tem encontrado receptividade” em manifestações que surpreendem por conviverem com o “senso comum”, o ativista Freitas, assumindo postura de porta-voz de um reduzido número de generais, diz o seguinte:

    – É fácil constatar a ação coordenada dos militares integrantes do governo: todos, menos um, silenciaram ao mesmo tempo. Nem mesmo o general Augusto Heleno, imagine-se a que custo, se oferta a um microfone ou gravador. Todos, menos um: o general Hamilton Mourão. O encarregado de falar. Para marcar posições que o identifiquem mais como general, mais com o Exército e mais com a corporação militar do que como integrante do governo.

    – O falastrão não está falando só por si. Cumpre o papel recebido e dá voz a um segmento. Mesmo dentro do governo, como em recente e enérgico reparo a uma iniciativa de política externa adotada sem uma prévia consulta ao Ministério da Defesa.

    (Com a divulgação de tal informe repassado por JF, e não desmentido até agora pelos interessados, a nota anteriormente publicada no Globo por Ancelmo Gois (autoconsiderado “protegido” da KGB) de que o guru de Mourão era o histriônico Levy Fidelix – dono do PRTB, partido ao qual o enturmado general filiou-se – fica, por enquanto, no limbo. Aqui, no entanto, gostaria de ir um pouco além e transcrever comentário de leitor abalizado, que se identifica pelas iniciais FCML22 e diz: “Mourão é antes de tudo um seguidor das ordens dos Gens. Eduardo Villas Boas, Sérgio Etchegoyen e Fernando Azevedo e Silva, pela ordem, todos pró-comunistas, além de ser também um mega-deslumbrado com a mídia em geral, como todo e qualquer militar das FFAA em cargos de comando”).

    Dito isto, vamos ao que interessa: em primeiro lugar, é preciso dizer que as provocações do burlesco general não convivem, de modo algum, com o “senso comum”. Elas são simplesmente abominadas pela maioria da população e a totalidade dos que elegeram Bolsonaro e suas propostas de mudar o Brasil.

    Assim, considerar, por exemplo, como “reparo enérgico” o ato de Mourão ter recebido representantes de território palestino manobrado por terroristas da Jihad Islâmica para protrair, às costas de um Presidente sedado, a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para a Jerusalém, compromisso assumido por Jair Bolsonaro – isto, sim, pode e deve ser encarado como ato de Alta Traição.

    Por outro lado, admitir que prevaleça uma ação coordenada de militares integrantes do governo no sentido de controlar ou vestir uma camisa de força política no presidente eleito sob a justificativa de que eles são “estrategistas”, soa como uma completa ignomínia. De minha parte, considero que a adoção de “estratégia” dessa ordem significa exatamente minar os valores e os compromissos assumidos pelo Presidente da República.

    De passagem, devo lembrar que Jair Bolsonaro há mais de 20 anos, enquanto deputado federal em Brasília, enfrentou, de peito aberto e de forma veemente, a hegemonia de uma esquerda cevada há mais de quatro décadas no poder, amparada na institucionalização da mentira, na subversão escancarada e na corrupção sem limites.

    Ademais, lembro que Bolsonaro, à margem combater a peçonha comunista de FHC, Lula e Dilma Rousseff, assumiu, sozinho, sem “estrategistas” ao seu lado, a defesa intransigente do Exército brasileiro, vilipendiado como ditatorial e torturador numa “guerra suja” iniciada pela comunalha ávida de tomar o poder muito antes da intervenção militar exigida pelas massas.

    De fato, foi testemunhando o solitário desempenho de Bolsonaro no Congresso que a população, de saco cheio com a “hegemonia” vermelha passou, de forma gradativa, porém irreversível, a respeitá-lo e admirá-lo. Já nas manifestações de 2013, o deputado mais bem votado do Brasil, em sintonia fina com a vontade nacional, foi encarado pelos eleitores como uma possível força capaz de desalojar as esquerdas e abrir novas alternativas para a nação, a despeito da permanente sabotagem da mídia amestrada.

    (Nota: a trupe militar dentro do governo, tendo Mourão como porta-voz, segundo se diz, é versada em matéria de guerra psicológica e na formatação de estratégias políticas. Esse pessoal me faz lembrar o general Golbery do “Colt” e Silva, Chefe da Casa Civil do governo Geisel, tido pelo aloprado Glauber Rocha – sempre atrás da grana fácil da Embrafilme – como o “Gênio da Raça”. Golbery, com a teoria da “panela de pressão”, entregou aos comunas a Embrafilme, as instituições culturais do governo, as universidades públicas e as empresas estatais (mais de 700). Sub-intelectual pretensioso, o “estrategista” da chamada abertura “lenta, gradual e segura” permitiu que figuras como Brizola, Arraes, Darcy Ribeiro, Gabeira, Betinho “Defensor do Povo” etc., voltando ao Brasil, assumissem em pouco tempo o poder. Resultado: criaram-se as comissões dos Direitos Humanos e grupos do Tortura Nunca Mais, todos integrados por petistas, que passaram a jogar lama nas FFAA e no “golpe de 64” (de fato, um contragolpe). Em seguida, sumiram com a “anistia geral e irrestrita”, que passou a funcionar de um lado só. De quebra, num autêntico mata-leão, criaram a bilionária (e infindável) indústria das indenizações políticas para opulência e glória das “vítimas da ditadura”. E deu no que deu.

    Marx, o grande charlatão do confuso “O Capital”, dizia que a história não se repete – ou se repete apenas como farsa. Papo. A história se repete, sim: basta observá-la. Os atuais estrategistas militares dentro do governo, tal como Golbery, pensam que podem conviver com os comunistas na base da maciota ou da diplomacia, sem se associar ou alimentar o sistema vermelho. É um tremendo erro de cálculo, um risco que nenhum tipo de estratégia pode encampar: os comunistas são incansáveis, insaciáveis, e tentar contê-los é como cuidar de secar o mar com um balaio.

    Por sua vez, o leal Bolsonaro, que os conhece instintivamente, tornou-se, no transcorrer da batalha eleitoral, um líder valoroso, detentor de qualidades ingênitas que nenhum “sistema” deve tolher ou se dar ao desplante de cercear. Eia, pois, sus!

    P S – Numa entrevista concedida à patota da Globo News, o folclórico Mourão revelou ser um “homem dedicado à cultura”. E, para provar que não estava mentindo, afirmou: “Leio até os livros da Miriam (Leitão)”.

    Pior: concordando com o tatibitate Merval Pereira, que disse não haver leis de incentivos culturais no Brasil, o general pregou a necessidade de se ter mais fundações (burocracia), verbas (a fundo perdido) e o apoio da iniciativa privada (isenções fiscais). Em suma, tudo aquilo que já existe e que os comunistas adoram!

    Há, aqui, a velha prática da desinformação compreensível no jornalismo de Merval, profissional da Globo. Mas um general que se diz “dedicado à cultura” não saber da existência da Lei Rouanet, da Lei do Audiovisual, do Fundo Setorial do Audiovisual, do Fundo das Loterias, entre outras leis fincadas em cima de subsídios e isenções fiscais a torrar mais de R$ 20 bilhões anuais sacados dos cofres público e do indefeso contribuinte… bem, isto é ignorância, Ou pura má fé.

    (*) Ipojuca Pontes, ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores brasileiros de todos os tempos.

    • É o Mourão querendo ficar “de bem” com os comunas disfarçados de jornalistas…

      Será que ele é tão otário pra confiar nessa gente?

      Pararam com a história da nomeação do filho dele…

      A verdade é essa: a imprensa (na verdade esse arremedo de imprensa) é realmente o inimigo e, como tal, deve ser destruída!

        • Mourão não cabe dentro da sua vaidade. Parece um pavão, nem parece que é um general de quatro estrelas. Que horror esta mariquinha que gosta de lavar roupa na rua!

  8. Bolsominions!!! Ámêin!!!!
    VEJAM O TAMANHO DO AMENDOIM!!!!

    O Brasil tem 12 milhões seguindo a igreja evangélica contra 200 milhões seguindo a Globo !!!

    Um templo evangélico é construído por hora no Brasil contra 2500 aparelhos de TV !!!!!

    Bozonaldio tem ZERO de credibilidade num congresso que tacha o povo que o elegeu de RUAS …
    A GLobo tem cacife político 400 vezes maior que esse clã Trapanaro….

    Parando por aqui, por último, o MINTO, o Bozonaldio, não teve 58 milhões de votos! Nunca teve e NUNCA TERÁ!
    O que houve foram 48 milhões de votos ANTI-Lula, e mais uns milhões de desacordados com a falta de opção….

    Bolsonaldio é uma farsa!!!!

  9. santino, michael e fredo bolsonaro
    tutti buona gente
    presidente, onde está sua autoridade?
    quem foi eleito foi jair e não os mimadinhos!
    presidente, tome as rédeas da presidência!
    antes que seja tarde demais

  10. O “capitão” vai ter que optar, ou não governa e fica com os filhos, ou governa e os filhos ficam fora do governo. Há muito amadorismo neste governo e os cem dias estão chegando ao fim.

  11. Se o presidente fosse MACHO mesmo, os filhos seriam proibidos de entrar no planalto. Não passam de uns pilantras ! E o mais trapalhão deles, dizem, é vereador pelo Rio de Janeiro. A pergunta que fica é óbvia: Esse cara não trabalha não ? Fica 24 horas por dia enchendo o saco na sala do pai? É preciso mandar cortar o ponto e o salário desse trapalhão. Melhor ainda: CASSAR O MANDATO DELE !!

Deixe uma resposta para Mario Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *