Alckmin ataca extremismo de Bolsonaro e peronismo de Lula que sustenta Haddad

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Alckmin vai mudar o eixo de sua campanha na TV

Pedro do Coutto

Numa entrevista a Vandison Lima, o ex-governador Geraldo Alckmin anunciou uma revisão de sua estratégia nas três semanas que faltam para o primeiro turno nas eleições presidenciais. Alckmin destacou que um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad representa um risco para o Brasil. Acentuou que Bolsonaro é inexperiente e que Haddad representaria de forma indireta Lula no poder. Por isso ele vai refazer sua presença no horário gratuito da televisão e do rádio, período em que se esgota à meia-noite de 4 de outubro.

Alckmin de acordo com reportagem de Vera Rosa e Pedro Venceslau, O Estado de São Paulo de ontem, enfocou o resultado de uma pesquisa do MDA que ressaltou um avanço na posição do candidato do PT.

PERONISMO – A candidatura Fernando Haddad – digo eu – é sustentada por uma versão que se pode chamar de peronismo através do qual Lula sustenta a candidatura do ex-prefeito da cidade de São Paulo. Por que, na minha opinião a transmissão de votos de Lula para Haddad baseia-se muito mais no populismo do ex-presidente do que em manifestação da extrema esquerda? Simplesmente porque, da mesma forma que no caso de Juan Domingo Perón, a força do PT baseia-se na imagem de um só homem.

A ideologia, para Lula, fica em segundo plano. Ele deseja vencer através da vitória de seu candidato, que aliás custou a aceitar. Não há maior conotação ideológica ou filosófica na sombra de Lula sobre Haddad. Há apenas um desejo de tornar possível a revisão do processo que o condenou. Essa revisão me parece impossível, mas parece factível aos olhos lulistas impulsionando a candidatura Haddad.

DEBANDADA – Alckmin está enfrentando uma debandada da sua base alicerçada no Centrão, com transferências para Haddad e para Bolsonaro. Alckmin completa o vértice do triângulo. Mas esse vértice pode afastá-lo do segundo turno. Alguns leitores poderão até dizer ou se surpreender com a referência que faço ao peronismo. O peronismo, como o varguismo, sempre atacou a esquerda depois de ter flertado com a direita.

No Brasil Vargas elegeu Dutra, na Argentina Perón elegeu a si próprio, Frondizi em 58, elegeu Arturo Illia em 63, Hector Campora em 72 e tornou-se vitorioso nas urnas de 73 com quase 2/3 dos votos. Por isso é que se verifica que o populismo é mais forte do que a esquerda e de maneira indireta pode servir de base para a direita. Encontra-se aí a explicação dos fenômenos Bolsonaro e Haddad.

Nesse quadro Ciro Gomes aguarda o sentido da maré. Ele não tem subido nem caído nas pesquisas. Por falar em pesquisa, vamos comentar depois o levantamento concluído ontem, terça-feira.

9 thoughts on “Alckmin ataca extremismo de Bolsonaro e peronismo de Lula que sustenta Haddad

  1. O CAPACHO do ADDAD está levando a eleição para ser decidida no primeiro turno. Vamos conviver com um CÃO RAIVOSO na presidência e um GORILA na vice… Lamentavelmente… Bye, bye, segundo turno.

    NOTA: O PT caiu: a culpa é da INTERNET

  2. Alckmin começa a reagir como Ciro Gomes, perdendo a calma, sendo agressivo, e insultando seus concorrentes.

    Não fala mais sobre seu programa de governo, mas os defeitos dos demais candidatos.

    Uma pena a aura que tem sobre si de negatividade, pois numa comparação entre todos que querem estar no Planalto ano que vem, indiscutivelmente é o mais bem preparado, e coloca Ciro no bolso.

    Experiente, educado, administrador, foi eleito seguidas vezes governador do maior Estado do país economicamente, de fato seria um bom presidente.

    Mas, pertence ao partido dos tucanos, ave predadora, que não difere da organização criminosa do PT, diante dos crimes que praticaram contra o povo e país!

    Aliás, o PSDB é o culpado e o responsável pelas reeleições dos petistas, pois aprovou o projeto que beneficiaria FHC continuar no poder.

    Basta desta esquerda corrupta, incompetente, dissimulada …

    Experimentemos algo diferente, pois pior do que foram os dois citados, PT e PSDB, jamais um outro partido vai ser tão criminoso!

    E, se não der certo … bom, então que o Brasil seja partido ao meio.
    Metade para os petistas, a outra parte para os antipetistas (vamos fazer como a Índia, quando obteve a sua independência, que foi dividida em três. Entre abril e novembro de 1947, uma massa de entre 10 e 15 milhões de pessoas atravessou a fronteira nos dois sentidos: os muçulmanos para o noroeste, em direção ao novo Paquistão, e para o leste, onde está localizado hoje o atual Bangladesh, e os hindus para o sul, rumo à Índia).

    Agora, quem deu o pontapé inicial nesta separação entre o povo brasileiro e propositadamente, chama-se PT!

    E continua nesta sua intenção de romper o Brasil em um combate armado e de proporções inimagináveis!

    Curiosamente, e deixo essa questão para ser respondida pelos comentaristas, o que seria pior para o país?
    Haddad vencer ou perder as eleições?!

  3. Então, resumindo, Bolsonaro e PT são populistas, enquanto Alckmin é impopular.
    O PSDB e seu porta-vozes na mídia cultivam a quimera de uma política “antipopulista”, uma política que se ponha acima e além das expectativas populares, e se dedique apenas a conceitos elevados do liberalismo e à higidez da economia. Não admira que tenham colhido fracassos sucessivos.

  4. Nesta eleição precisamos fazer uma escolha de Sofia, a inexperiência de um com a incompetência de outro em administrar. Estamos em uma encruzilhada, apostar no duvidoso ou ficar com o já conhecido, é ficar na panela e morrer cozido ou se atirar no fogo e morrer torrado? Independentemente do resultado da eleição não vamos ter um governo melhor do que estamos tendo hoje, as “ofertas’ estão muito aquém das nossas necessidades.

  5. Alckmin já disputou e perdeu para o PT. Seu partido só tem perdido, a quatro mandatos atrás. Que ele se preocupe menos com a campanha dos outros e mostre o que vai fazer. Só de ler as postagens aqui, percebe-se que ele tem muito mais coisa a se preocupar, além das campanhas alheias.

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