Aldo Rebelo defende o indefensável: os estádios desnecessários da Copa

Jorge Lima Valadão

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, voltou a dizer que não acredita que alguns estádios se tornarão elefantes brancos depois da Copa do Mundo de 2014. Ele foi questionado sobre essa possibilidade em uma teleconferência com jornalistas estrangeiros e disse que, pelo conceito estabelecido para as arenas, este risco não existe.

“Os estádios estão sendo concebidos com o conceito de arenas multiuso e economicamente sustentáveis, inclusive após a Copa. Diante disso, não vejo o risco de se tornarem elefantes brancos’’, disse Rebelo. Ele confia que os espaços, além de receber jogos de futebol, serão tomados por outras atividades, como shows musicais, congressos, feiras e eventos culturais diversos.

Esta é a versão oficial do governo, mas a realidade dos fatos é bem outra. Vários estudos, inclusive feitos por órgãos de fiscalização como o Tribunal de Contas da União, denunciam que quatro estádios correm o risco de virar elefantes brancos, exatamente como aconteceu na África do Sul – a Arena do Pantanal (Cuiabá), o Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília), a Arena das Dunas (Natal) e a Arena da Amazônia (Manaus).

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