Além da bolha imobiliária, temos a bolha dos cartões de crédito

Antonio Fallavena

Juros de 400%, 500 e até 600% ao ano em cartões de crédito. E a inflação é (dizem) de 6,5% ao ano, enquanto os rendimentos nas melhores aplicações financeiras nem sonham com índices de mais de dois dígitos. Os bancos argumentam que não são juros de 400/500/600%. Afirmam que os juros são os legais e o resto são agregados, tipo Rosemary Noronha. E nenhuma autoridade diz nada.

De provável algoz, antes do poder, o PT virou sócio dos banqueiros. E a justiça, utilizando ou não as legislações existentes, tem dado ganho de causa aos bancos. A solução está muito próxima e não virá das autoridades, mas da natureza. Talvez não seja a melhor para todos, mas será para os endividados.

DUAS GRANDES BOLHAS

No ano passado comentei sobre as duas grandes bolhas prontas a explodir: imobiliária e bancos/cartões. Lembro-me que, a senadora Ana Amélia Lemos encaminhara pedido à uma comissão do Senado para análise desses juros escorchantes, vergonhosos, um assalto sem mão armada. Cobrei-lhe os encaminhamentos, mas o assunto deve estar arquivado em algum vaso de banheiro do Senado.

Quando o governo não consegue conter seus companheiros (vide os caso de corrupção descobertos (e ainda tem muitos mais) a partir do mensalão), como deterá os bancos e as financeiras? isso vai explodir! Se as pessoas imaginarem que com taxas assim não há como pagar, simplesmente não pagarão mais. A bolha cresce dia a dia.

Ou o governo toma vergonha na cara e coloca os bancos no seu lugar (lembram das propostas dos petistas?) ou o sistema vai para o saco!

Senadora Ana Amélia Lemos, por onde anda a tal CPI dos Cartões de Crédito?

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Fallavena tem toda razão. Quase 40% dos usuários de cartões de crédito já estão inadimplentes. Uma conhecida minha, Cecilia Thomaz, devia mais de R$ 22 mil ao Itaucard. Não tinha como pagar, o banco aceitou apenas 5% (R$ 1,2 mil) e deu a dívida como quitada. (C.N.)

6 thoughts on “Além da bolha imobiliária, temos a bolha dos cartões de crédito

  1. Tive um professor de economia que afirmava que os altos juros possuem como grande parte dos responsáveis os inadimplentes, se é verdade eu nunca procurei levar isso a fundo mas, é verídica a situação compulsória que se encontra muitos dos brasileiros mesmo não sabendo onde conseguirão o dinheiro. para quitar seus compromissos.

  2. Acabo de chegar do jantar, são 02.57h do primeiro dia de 2015. O bom vício da TI me faz ligar o computador e com surpresa vejo o comentário que virou texto. Nosso líder Newton, aqui e ali, nos coloca na vitrine.

    Curiosidade: durante o jantar, um dos temas foi cartões de crédito e pagamento da parcela mínima.

    É triste ver-se as pessoas tentando explicar o inexplicável. mas pior ainda, é ouvir-se as pessoas falando de coisas que não entendem.

    Felizmente a matemática é perfeita, uma ciência exata.
    Demonstrei (quase por desenho) que o infeliz que paga o dito “valor mínimo” da fatura do cartão, certamente não liquidará o saldo.

    Um dos casos que me foi apresentado, beira o ridículo e um assalto premeditado. Pode alguém que efetuou o pagamento de 70% do valor da fatura (dois dias após o vencimento) e o saldo 8 dias após, pagar juros sobre o valor total, inclusive de compras a vencer? Pois o banco cobrou e justificou. Grosseiramente, o banco aplicou 10% de juros sobre tudo!
    E a justificativa é simples: é um cartão especial, com condições especiais, tudinho no contrato.

    Amanhã Dillma assume seu segundo mandato e o PT o quarto. lembrei-me de uma das acusações do PT contra FHC: as negociatas/sociedade com os bancos.

    Pois além de não responsabilizarem FFHH por todos os desmandos que denunciavam, aprofundaram a ganância e a mão grande dos bancos. nunca os bancos ganharam tanto.

    Quem, por falta de condições, pagar somente o valor mínimo das faturas, estará apenas pagando juros.

    Cuidado: estamos muito próximo do “calote” dos cartões.

  3. Pingback: A hora dos cartões de crédito | Debates Culturais – Liberdade de Idéias e Opiniões

    • O sado das operações com cartão de crédito feitas por pessoas físicas, em novembro, foi de:R$150,8 bilhões.

      Assim divididos:

      OPERAÇÃO………….VALOR………………………….%

      Rotativo…………….R$30,4 bilhões……………..20,10
      Parcelado………….R$11,7 bilhões……………….7,76
      À vista……………….R$108,7 bilhões……………72,14
      —————————————————————————
      Total………………….R$150,8 bilhões……………100

      Veja-se que tem muita gente no rotativo e no parcelado: 27,86%. São os “pendurados”!

      O sado das operações com cartão de crédito feitas por pessoas jurídicas, em novembro, foi de:R$6,9 bilhões.

      Assim divididos:

      OPERAÇÃO………………………..VALOR………………………….%

      Rotativo e parcelado……….R$2,3 bilhões……………..33,33
      À vista……………………………R$4,6 bilhões……………..66,67
      ——————————————————————————–
      Total………………………………R$6,9 bilhões……………….100

      Veja-se que tem muita pessoa jurídica gente no rotativo e no parcelado: 33,33%. São os “pendurados”!

      Fonte: BACEN.

  4. Todas as crises e bolhas Imobiliárias ou de Cartões de Credito, implicam na desorganização racional do mercado financeiro nacional , principalmente de pequeno e médio empreendedor.Afetada também a classe operaria e o nível de compra e venda dessa população que é maioria da população.O Brasil do povo e do pequeno investidor vai para o caos .Entretanto abre espaço para o investimento estrangeiro. Quando uma empresa vem seu objetivo é ter lucro que as vezes implicam em mais arroxo salarial , desemprego e queda da cadeia produtiva , pois muita coisa vem pronto ou importada ,não usando mão de obra local. A riqueza gerada não vai ficar aqui .Por exemplo os estrangeiros compram terras e mais terras em todo o pais , com objetivo de abrir espaço para o investimento na construção de moradia e emprendimentos para outros estrangeiros com empoderamento econômico, porém nos temos um deficit de moradia para a população brasileira nativa , principalmente as media baixa e a mais pobres , e isso esta preocupando até especialistas. O mesmo acontece quando um banco quebra quem sofre é o pequeno ,pois o grande já tirou seu dinheiro e investiu em algo rentável devido seu poder de informação antecipada.O pós tudo isso,é abertura para o mercado internacional estrangeiro.Acho que toda esse crise é respaldada pelos nossos políticos e a elite. Enquanto brasileira eu sinto muito pela inercia do governo vai fazer com que ele próprio gasta muito mais no futuro.Se a economia quebra, o sistema econômico e social entra em falência e gera redução de produção, que gera desemprego em toda cadeia produtiva.O governo vai gastar mais em politicas sociais e aumentar seu individamento pois todo processo gerou baixa arrecadação pela diminuição do PIB.O momento e agir e rápido.Onde esta os nossos Deputados Federais e Senadores que perdem seu tempo somente falando mal do governo Dilma que tal votarem leis para controle do mercado imobiliário e financeiro.Isso seria uma utilização mais útil do tempo e dinheiro gastos com eles. É uma pena que essa coisas não são discutida no Ensino Médio , quem sabe com mais consciência o povo exigiria mais e os politicas teriam que repensar seus valores.

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