Além da doença, a saída de José Serra do Itamaraty teve motivos políticos

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Serra ainda sonha em se eleger para a  Presidência

José Carlos Werneck

Passado o impacto de seu pedido de demissão do Ministério das Relações Exteriores, já começam a ser conhecidas as outras razões que levaram o senador José Serra a deixar o cargo, além do problema na coluna. Isolado politicamente, ele disse a correligionários que sua volta ao Parlamento vai marcar seu reingresso no centro do universo político. Para esses interlocutores sua saída do Itamaraty, anunciada na noite de quarta-feira, é a diretriz correta para retomar seus projetos eleitorais.

Antes de sua saída do ministério, o senador paulista expressou seu “tédio” com o cargo que vinha exercendo. Falou de seu isolamento político, resultante de uma agenda exclusivamente de assuntos internacionais, o que o impossibilitava de exercer atividades em seu Estado. Principalmente, seu retorno ao Senado marcará a retomada de seu projeto político.

Além disso, como senador ele tem direito a manter um escritório político em São Paulo, benefício que perdeu ao assumir o ministério. Realmente, o que mais pesou, na sua decisão de se demitir foi a falta de visibilidade no cenário político nacional, por causa de um trabalho monótono para um político de sua importância e dimensão.

MUITAS DORES – Submetido a uma cirurgia no final do ano passado, se queixava de dores. Em fevereiro, após vários de exames, foi aconselhado por seu médico a evitar viagens aéreas, devido ao forte impacto causado por ocasião do pouso das aeronaves. Mesmo assim, participou da primeira reunião do G20, na Alemanha.

Na volta da reunião, expressou sua frustração que uma viagem de mais de 12 horas tenha rendido tão poucos resultados.

Segundo membros do PSDB, Serra passou a avaliar que o custo físico de sua presença no Itamaraty era bem maior do que os frutos políticos que ele obtinha como chanceler e que sua permanência no Itamaraty oferecia “poucos prós para muitos contras”.

UNIVERSO PARALELO – Um amigo do senador definiu o Itamaraty como “um universo paralelo”. Michel Temer chegou a pedir para que ele ficasse mais algum tempo no governo, e que desse um prazo para encontrar um substituto. Mas, depois de ter conhecimento do laudo médico mostrado pelo ex-chanceler, ficou convencido que sua permanência era inviável.

Serra pensou em anunciar sua saída para depois do Carnaval, mas foi aconselhado a não adiar a decisão, o que poderia resultar em vazamentos e constrangimentos a Michel Temer.

O senador José Serra fez um excelente trabalho no Itamaraty, consertando as lambanças feitas pelos governos Lula e Dilma em matéria de política exterior. Repetiu, no MRE, em matéria de gestão o reconhecido trabalho que desenvolveu quando foi ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando incentivou os genéricos criado pelo ministro Jamil Haddad. José Serra é competente e ainda tem um belo futuro político pela frente. Podem apostar.

16 thoughts on “Além da doença, a saída de José Serra do Itamaraty teve motivos políticos

  1. Quem conhece essa praga sabe que por poder, ele viaja até em avião UTI. A Questão é que com a nomeação do Kinder Ovo, ficou claro que quem manda em Bruzundunga é o Geraldinho Rouboanel.

      • As notas do Yunes seriam menores , ou as da Adriana maiores ?

        Vale lembrar que nas investigações sobre o esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral, a polícia aponta que a ex-primeira-dama recebia R$ 300 mil em mochilas. Como R$ 4 milhões caberiam num envelope? Ou será que Yunes recebeu mais de um envelope?

      • Perguntas do Cunha que foram censuradas pelo Moro….

        35 – Qual a relação de Vossa Excelência com o Sr. José Yunes?

        36 – O Sr. José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição de Vossa Excelência ou do PMDB?

        37 – Caso Vossa Excelência tenha recebido, as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?

  2. Ele já está esclerosado, provavelmente, não reúne condições intelectuais para governar. Condições morais já perdeu há muito tempo ou já se esqueceram da bolinha de papel. Fora os 25 milhões na Suíça, mas o Serra o juiz Moro deixa, afinal é PSDB.

  3. Werneck, retifica isso aí. A idéia dos genéricos foi de Jamil Hadad. Serra usou a ideia é deixou que pensassem ser dele. Em 1964 pediu asilo a Embaixada da Bolívia. Os militares brasileiros não dera o salvo conduto. Mantiveram-no por três meses na Embaixada. Serra imediatamente fez acôrdo. Foram liberados Serra, Paulo Alberto Monteiro (Artur da Távola) e Marcelo Cerqueira. A chegar na Bolívia, Serra encontrou Santayana que ia para o Uruguai para dizer ao Brizola que desistira de tudo. Foi o acôrdo que que fizeram com os militares. Serra só foi falar com Brizola em 2004, três meses antes de sua morte. Paulo Alberto Monteiro que era da juventude do PTB nunca mais falou com Brizola, assim como Marcelo Cerqueira que ainda está vivo. (Serra em um livro que escreveu, fala de sua passagem pelo Ministério da Saude e não fala nos genéricos. Fala na campanha contra o uso de cigarros).

  4. “José Serra é competente e ainda tem um belo futuro político pela frente. Podem apostar.””

    A que ponto chegamos.
    Uma inversão total de valores………….
    Logo vão dizer que os depósitos nas contas da Suiça é referente de uma “oferta” de uma ‘oração ” que o Santo Serrote fez para um amigo da Odrebrechi$..
    Orou pelo amigo e o amigo depositou….

    Será que o Cabral (o navegador)., já preparou as Caravelas.??

  5. Quintino Cunha (1875-1943), advogado, escritor,poeta, repentista e intelectual cearense, tinha um desafeto de nome Saboia. Certa vez, confrontado com um petardo verbal que lhe presenteara Saboia, saiu-se com esta pérola que ficou pra posteridade: “A ignorância, esSa Boia!”

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