Além da globalização, tem muita coisa que não está agradando

Paulo Solon

Tem muita coisa que não está agradando. Reporto-me agora ao texto de Robert Fisk reproduzido aqui na Tribuna no dia 26 de novembro, sobre o filosofo israelense Uri Avnery. Como foi divulgado, Avnery é um dos maiores combatentes vivos da esquerda de Israel.

Exército israelense em ação…

O fato de Avnery pugnar a favor da paz com o Hamas, e também pela desistência da faixa de Gaza, nada tem de extraordinário para muita gente. Muitos já se habituaram a ver que proeminentes judeus adotaram atitudes contrárias às defendidas e divulgadas pelo estabelecimento judaico, desde Baruch Spinoza, declarado maldito pelos rabinos da sinagoga de Amsterdam daquela época.

Não vou me deter citando Trotsky, mas mencionando Kerensky, o qual exerceu pressão sobre o czar para que este renunciasse à coroa, tendo como escopo o estabelecimento do bolchevismo na Rússia. Os que possuem algum conhecimento, ainda que superficial, sobre a Bíblia, sabem que o povo judeu sempre esteve acostumado a uma forma governativa brutal, autoritária e comunitária. O bolchevismo nascido na Rússia nada teve de chocante para o supracitado povo.

No entanto, acho muito difícil perceber se a posição atual adotada por um intelectual israelense ilustre como Uri Avnery tem a ver, ou não, com a defendida pelo estabelecimento judaico. Em Chicago houve um magistrado, chamado Harry Fisher, que foi à Rússia, a serviço do comitê judeu de socorro. Fisher, tão logo regressou aos Estados Unidos, defendeu abertamente a ideia de relações comerciais ilimitadas com o Governo soviético russo.

Maximo Pine, durante muito tempo secretário de comercio hebreu em New York, também se dirigiu à Rússia soviética na qualidade de representante da classe trabalhadora. Voltou entusiasmado com o regime lá implantado e com o kahal soviético (organização municipal). Dizem que o kahal judeu é idêntico ao soviet adotado na Rússia. Aliás, falam muito sobre a sharia islâmica, mas poucos se referem ao kahal judeu.

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