Além de Daniel Silveira, investigação do STF incrimina Carluxo e assessor de Bolsonaro

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O futuro de Jair Bolsonaro depende de Alexandre de Moraes

Carlos Newton

Há vários inquéritos no Supremo que investigam direta e indiretamente o presidente Jair Bolsonaro. Três deles, relatados pelo ministro Alexandre de Moraes, serão concluídos no próximo dia 15 – atos antidemocráticos, fake news e interferência na Polícia Federal.

O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) já vinha sendo investigado em um desses inquéritos, porque a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal comprovaram relações dele com empresários e blogueiros bolsonaristas, assim como sua atuação para incentivar a realização de um ato diante do Forte Apache, Quartel-General do Exército, em Brasília, ocorrido em 19 de abril, marcado por ataques ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal, com a presença de Bolsonaro e alguns ministros.

PAPEL DE DESTAQUE– Segundo reportagem de Aguirre Talento e Bela Megale, em O Globo, as manifestações de Silveira nas redes sociais foram um dos principais exemplos usados pela Procuradoria para solicitar a abertura do inquérito dos atos antidemocráticos.

A investigação descreve que Silveira teve papel de destaque na organização do ato, sempre defendendo o fechamento do Supremo, a intervenção militar e a edição de um novo Ato Institucional nº 5. Comprovou-se também o uso de dinheiro público, da cota parlamentar de Silveira, para a produção e publicação de vídeos atacando as instituições democráticas.

Esses acontecimentos estão sob análise dentro do inquérito dos atos antidemocráticos. Além desses fatos, Silveira foi denunciado pela Procuradoria na semana passada, sob acusação de crimes ao proferir ofensas e ameaças aos ministros do STF, o que também resultou em sua prisão em flagrante.

CARLUXO E ASSESSOR – Esse inquérito dos atos antidemocráticos tem ligações com a investigação das fake news. Em ambos os casos, ficou comprovada a participação do chamado gabinete do ódio, que funciona no terceiro andar do Planalto. As apurações da Polícia Federal incriminam o vereador Carlos Bolsonaro, o Carluxo, e o assessor presidencial Tércio Arnaud Tomaz, que comandam o gabinete do ódio e a produção de falsas notícias.

As investigações sobre fake news, atos antidemocráticos e interferência na Polícia Federal terminam dia 15 de março. As apurações se interligam e exibem o conjunto da obra do presidente Bolsonaro, que chegou ao clímax com a atuação da Agência Brasileira de Inteligência para anular as acusações contra o filho Flávio Bolsonaro, algo jamais visto na História da República.

Se o ministro Alexandre de Moraes concluir pelo envolvimento do presidente, o que é mais do que óbvio, e pedir a abertura de processo, será iniciada a tramitação do impeachment de Bolsonaro, via Supremo. Mas quem se interessa?

10 thoughts on “Além de Daniel Silveira, investigação do STF incrimina Carluxo e assessor de Bolsonaro

  1. Bom dia! O carequinha, vulgo “cabeça de ovo” vai meter o ferro nessa gente. Foi secretário de segurança pública no estado de São Paulo e é muito preparado apesar de amigo do Temer. Está revoltado inclusive porque já fizeram arruaça em frente a sua casa lá em SP. Tem pavio curto e sabe usar suas prerrogativas digamos assim (poder mesmo). Colocou o STF para investigar, denunciar , julgar e mandar prender. Tudo ao mesmo tempo agora. Acredito que o somatório das próximas decisões do STF e o povo revoltado nas ruas vai esquentar de vez a chapa para a famiglia Bolsonaro rachadinhas. O povo todo quebrado , sem perspectivas , sem vacinas e morrendo por falta de atendimento médico ou oxigênio. Vai dar combustão!

  2. A esmagadora parte dos integrantes da Polícia Federal é de direita. Tem muitos fascistas entre eles. O relatório policial corre o risco de não ser produzido com isenção.

      • Você não ouviu das palavras do ex-Juiz Moro, depois que deixou o MJ, nas suas acusações de que o Presidente Bolsonaro praticava interferência, afirmando em alto e bom som, sendo endossado pelos Procuradores da Lava Jato, que durante o Governo do PT (Lula/Dilma) nunca houve tentativa de interferência nas Operações(???) – naquela época era costume dos dois governantes eleitos acolher as sugestões das classes que indicavam nomes para os postos de chefia das instituições…

  3. Quero ver qual será a sentença do Carluxo e assessor do Mito.

    Aposto que vai como sempre:
    “Para os amigos as benesses das leis e para os inimigos os rigores das Leis”.

  4. Para uma investigação que corre em segredo de justiça, sob a rubrica secreto, onde nem mesmo os investigados sabem do quê são acusados, Carlos Newton está muito bem informado.

    Numa matéria como esta, o autor também deveria explicar o seguinte:
    – desde quando é ilegal um deputado se relacionar com empresários e blogueiros? (Carlos Newton é jornalista e blogueiro, será que nunca teve relações com deputados?)
    – desde quando é ilegal um deputado ou qualquer cidadão organizar manifestações pacíficas? (Este final de semana teve carreatas “Fora Bolsonaro”, por quê não pode ter carreatas “Fora Alê do PCC”?)

  5. Estes ministros do stf são bem burrinhos. Como manter todo este poder interpretando erroneamente a Lei. O que mantêm o rigor das Leis são as armas. Estes tolos, ao que parece, nao sabem disso.

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