Além de Flávio Bolsonaro, estão sob investigação 19 deputados de outros partidos

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Ceciliano (PT) é o maior alvo, com duas assessoras envolvidas

Catia Seabra e Italo Nogueira
Folha

O relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) que deu origem à quebra de sigilo bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e preocupa todo o governo federal também ameaça parte da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde o filho do presidente da República foi deputado de 2003 a 2018. A apuração avançou contra o presidente da Casa, André Ceciliano (PT), e outros sete deputados cujos nomes são mantidos sob sigilo. Treze dias antes da decisão referente a Flávio, o Tribunal de Justiça do Rio autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos parlamentares e de seus assessores citados no documento.

Há ainda procedimentos sobre ao menos outros 12 políticos em andamento na 24ª Promotoria de Investigação Penal e no Gaocrim (Grupo de Atribuição Originária Criminal) da Procuradoria-Geral de Justiça do estado do Rio. A lista inclui membros de partidos como PSOL, PDT, DEM, PSB, Solidariedade, PHS, PSDB, MDB, PRB, Avante e PSC.

RELATÓRIO DO COAF – Todos os procedimentos têm como origem o relatório do Coaf produzido no âmbito da Operação Furna da Onça, que prendeu dez deputados estaduais em novembro passado sob acusação de envolvimento no esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral (MDB).

O relatório foi elaborado a pedido do Ministério Público Federal, que solicitou todas as comunicações de movimentações atípicas envolvendo pessoas nomeadas na Assembleia. O órgão federal fez comunicações sobre 85 funcionários de 21 gabinetes da Assembleia, boa parte sem relação com o caso Cabral, incluindo o de Flávio, filho mais velho de Jair Bolsonaro (PSL).

Essas informações foram enviadas também ao Ministério Público estadual em janeiro de 2018, para que apurasse eventuais crimes sem relação com o ex-governador. Inicialmente, todos os procedimentos estavam sob responsabilidade do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, em razão do foro especial dos deputados estaduais.

PRIMEIRA INSTÂNCIA – Em fevereiro, nove deixaram de ser deputados e tiveram os casos enviados para a primeira instância. Isso incluiu o hoje senador Flávio Bolsonaro, sem direito a foro especial neste caso após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) segundo a qual o benefício se restringe a supostos crimes cometidos no exercício do cargo e em razão dele.

Presidente da Assembleia, Ceciliano ocupa um cargo cujos três últimos antecessores foram presos — Cabral, Jorge Picciani e Paulo Melo (todos do MDB). O petista encabeça lista dos deputados envolvidos com maiores movimentações bancárias atípicas. São quatro assessores dele com movimentações que, somadas, chegam a R$ 49,3 milhões.

A maior parte se refere a entradas e saídas na conta de Elisângela Barbieri, que movimentou R$ 26,5 milhões, segundo o Coaf.

CECILIANO – O deputado petista ofereceu por conta própria a quebra dos sigilos bancário e fiscal. Segundo a Folha apurou, o prazo apresentado por ele não foi considerado suficiente, motivo pelo qual a Promotoria pediu a quebra judicialmente. Não se sabe o período da medida.

Os dez procedimentos que incluem ao menos oito políticos que estão na primeira instância (à exceção de Flávio) ainda não tiveram pedido para quebra de sigilos, por exemplo. O promotor Cláudio Calo aguarda informações solicitadas à Assembleia.

O procedimento de Flávio é o único tocado por um promotor exclusivo do caso Coaf. Isso porque Cláudio Calo, responsável natural, alegou impedimento para investigar o senador do PSL, em razão de uma reunião que teve com ele em dezembro para debater projetos de lei.

QUEIROZ, O PIVÔ – A apuração sobre o filho do presidente é conduzida pelo promotor Luis Otávio Figueira Lopes, que solicitou apoio de outro braço da Promotoria.

No caso de Flávio, o pivô da investigação foi o PM aposentado Fabrício Queiroz, espécie de chefe de gabinete dele na Assembleia e cuja conta bancária teve uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão no período de 12 meses.

Além do volume movimentado na conta de quem era apresentado como motorista de Flávio, chamou a atenção a forma como as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo. As transações ocorriam em data próxima à do pagamento de servidores da Assembleia. Queiroz disse que recebia parte dos salários dos colegas de gabinete e que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado.

VÁRIOS CRIMES – O Ministério Público do Rio considera haver indícios robustos dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete do filho do presidente.

Na Assembleia, outro investigado é o hoje deputado federal Paulo Ramos (PDT), cujo gabinete registrou movimentações atípicas de R$ 30,3 milhões. Elas estão concentradas em nome de Luiz Felipe Conde, cuja conta recebeu e retirou R$ 18,6 milhões, diz o Coaf.

O líder do governo Witzel, Márcio Pacheco (PSC), aparece em terceiro, com movimentação atípica de R$ 25,3 milhões envolvendo assessores de seu gabinete. O volume está distribuído entre nove funcionários.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Com essa matéria da Folha, cai por terra o argumento de que apenas Flávio Bolsonaro estava sendo investigado por causa dos relatórios do Coaf. Ou seja, não se trata de perseguição política. Por ser filho do presidente da República, que se diz um baluarte contra a corrupção, é natural que os atos de Flávio Bolsonaro despertem maior curiosidade. (C.N.)

30 thoughts on “Além de Flávio Bolsonaro, estão sob investigação 19 deputados de outros partidos

  1. Que Deus nos livre dos “baluartes contra a corrupção” , fakes, e que ponha em nossas vidas o Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, com urgência urgentíssima.

  2. Diante da fúria policialesca do MP da Turma do Guardanapo, que faz uma DEVASSA na vida dos familiares, amigos, funcionários e, pasmem, até na da clientela das lojas do Senador, para posar de isento, só resta ao MP divulgar simulacros de investigação. O fato indiscutível é que, até o momento, a única reputação que o MP cabraleônico assassina é o do Flávio Bolsonaro.

    • A doutrinação na nas universidades foi feita assim:

      Área de educação para o PT.

      Área jurídica para o PCdoB.

      Como eu sei? Eu estava lá, na década de 80.

      Os cerebralmente lavados que hoje se encontram no MP estão fazendo seu serviço ( ou cumprindo sua tarefa) consciente ou inconscientemente (Gramsci) em associação com o outro aparelho encravado nas redações da imprensa e turbinados pelos donos da mídia que perderam o jabá federal.

      Teoria de conspiração? Esta é a versão daqueles que simplesmente têm preguiça de pesquisar ( ou até pensar!) ou não querem ficar de mal com sua patota (ou então também perderam o jabá ou estão ameaçados de perder).

  3. Minha nossa tem até politico do Quadrilhão de FHCorrupto.
    o Partideco que dizem por ái é o Paladino da Justiça, da Moral e dos Bons Costumes…..
    Não pode ser, deve ter alguma coisa errada nesse angú, com certeza as Almas Honestas do Quadrilhão, FHCorrupto Preto, Serra Preto, Aecio Preto, Dória Preto, Alckimin Preto, Aloisio Preto vão se levantar do Caixão com mais essa Injustiça contra o Partideco…

    Vive La France.!!!

    Vive La France.!!!!

  4. “Ceciliano (PT) é o maior alvo, com duas assessoras envolvidas.”

    “…A apuração avançou contra o presidente da Casa, André Ceciliano (PT), e outros sete deputados cujos nomes são mantidos sob sigilo.”

    “Com essa matéria da Folha, cai por terra o argumento de que apenas Flávio Bolsonaro estava sendo investigado por causa dos relatórios do Coaf.”

    O petista tem duas acessoras envolvidas: alguém já leu, aqui na TI e na grande mídia, alguém citar os nomes delas, como fazem com o Queiroz?; alguém já leu, aqui na TI e no resto da grande mídia, a pergunta, “Cadê as acessoras do petista? Não, né?

    Os nomes dos outros sete deputados estão em sigilo? Alguém já leu, aqui na TI e na grande mídia, algum questionamento sobre esta seletividade sobre quem tem os nomes mantidos em sigilo (deputados estaduais) e quem tem o nome alardeado (Senador) aos quatro ventos, neste ‘processo investigativo’ do Coaf? Não, né?

    Mesmo assim a matéria da Folha joga por terra o argumento de que apenas Flávio Bolsonaro é investigado neste processo de Kafka? Não, né?

    Então o nome disso é perseguição pessoal contra o filho do Pai? Claro que sim, né não?

    Nem mesmo uma criancinha chegaria a essa conclusão lendo esse artigo. Somente os comunas porque têm interesse em convencer os incautos dos pontos de vista de seus interesses em favor da sua causa.

    Vade retro, electionem selectivam!

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