Alemanha suprime vários direitos constitucionais para facilitar combate à covid-19

Angela Merkel

Angela Merkel parece que ainda tem saudades da ditadura

J.R.Guzzo
Estadão

O que está acontecendo com as liberdades públicas e privadas que têm sido o principal elemento para a coesão política das grandes democracias da Europa nos últimos 75 anos? Nada de bom. É um processo de supressão das garantias democráticas, ou de “desdemocratização”, que vem avançando gradualmente nos últimos anos – e ao longo do qual tem sido imposto aos cidadãos um crescente abandono dos direitos individuais, com a correspondente submissão à vontade do Estado.

Depois que a França aprovou, dias atrás, uma lei proibindo as pessoas (incluindo-se aí os jornalistas no exercício das suas funções profissionais) de fotografar ou filmar o rosto de qualquer policial, o Parlamento da Alemanha decidiu suprimir diversos direitos constitucionais em nome do “combate à covid-19”.

ATAQUE SERIAL – É a nova “Lei de Prevenção Contra as Infecções”, que legaliza o ataque serial às liberdades que vem sendo feito já há meses pelo governo alemão, em suas sucessivas medidas contra a pandemia – e cria novas proibições e obrigações, entre elas a de tomar vacina. Inevitavelmente, e de imediato, surgiram comparações com a infame “Ermächtigungsgesetz”, ou “Lei Habilitante”, devidamente aprovada em 1933 pelo parlamento alemão, o “Reichstag”, dando plenos poderes ao então primeiro-ministro Adolf Hitler.

Não é a mesma coisa, claro. Nunca é a mesma coisa. As “situações de risco” para a saúde pública invocadas hoje pelo governo para dar poderes extra-constitucionais às autoridades não são a “emergência nacional” alegada por Hitler, nem dão a Angela Merkel e seus ministros o mesmo mandato ditatorial que foi dado a ele.

ESTADOS POLICIAIS – É perturbador, em todo o caso, que a Alemanha, colocada sempre na primeira fila da democracia europeia e mundial, mexa com tanta facilidade na sua Constituição para deixar o governo ainda mais poderoso do que já é diante das pessoas. Quando um antigo membro do Partido Comunista da extinta Alemanha Oriental, Andreas Geisel, exerce o cargo de ministro do Interior de Berlim, torna-se inevitável a referência aos Estados policiais.

Os liberais e conservadores não têm a quem apelar na Alemanha de hoje – a chanceler Merkel e seu governo são os liberais e conservadores, e quem está na oposição é uma esquerda minoritária. O fato é que a democracia verdadeira está perdendo quase todas, numa Alemanha que tem um governo tecnicamente de direita, mas onde a máquina estatal parece cada vez mais nostálgica da ditadura comunista que existia em sua antiga banda Oriental.

7 thoughts on “Alemanha suprime vários direitos constitucionais para facilitar combate à covid-19

  1. Em pouco tempo,uando A Alemanha se transformará na República Islâmica da Alemanha,essa globalista comprometida até a medula com a agenda globalista,será lembrada como a maior traidora da Alemanha.Uma gestão repleta de crimes de lesa-pátria.

    Exemplo: Foi sensato abrir as porteiras para a invasão de muçulmanos “refugiados”,sem qualquer qualificação profissional e portadores do fanatismo doentio islâmico?
    Uma insensatez total.

    PS-Para cada alemão que nasce,nascem 6 muçulmanos.

    PS2-Em 20 anos os muçulmanos serão a grande maioria da população da Alemanha.

    PS3-Vejam os vídeos indicados pelo colega Guilherme Almeida -8:31 e 8:33
    A verdade está lá.

  2. Há poucas semanas,um leitor-comentarista do blog,que não lembro o nome,disse que os filhos trabalham em multinacionais,que todos tem dupla nacionalidade,que residem na Alemanha há anos,e que (criticando meu comentário) lá inexiste qualquer insegurança e atos de violência por parte da legião de “refugiados” muçulmanos.
    E logo que se aposentar irá se mudar para lá.

    Será que ele ainda “pensa” assim?

    Respondo: se for sensato e tiver um mínimo de conhecimento de geo-política e globalismo,não!

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