Alguém comemorou o aniversário de Brasília, a meca da corrupção abaixo da linha do Equador?

Carlos Newton

Hoje é aniversário de Brasília, mas não há nada para comemorar. A política da capital é dominada pela corrupção. Os principais líderes são Joaquim Roriz, José Roberto Arruda, Luiz Estevão e Paulo Octávio. Todos de ficha mais do que suja.

Agora surgiu uma liderança nova, o governador petista Agnelo Queiroz (ex-PCdoB), mas já existem denúncias contra ele a respeito de Caixa 2 e de compra suspeita de uma mansao no Lago, com seu modesto salário de servidor público.

Na política de Brasília, as únicas esperanças são o senador Cristovam Buarque e o deputado federal José Antonio Reguffe, que abriu mão de todas as mordomias do mandato. Ambos são do PDT, mas isso não significa nada. O partido de Brizola hoje é comandado por Carlos Lupi, que também não significa nada.

Sobre a situação da capital, vamos conferir o que diz Vicente Limongi Netto, um de seus moradores mais conhecidos:

“Brasília faz 51 anos, já sem vergonha na cara. Amada por muitos, desrespeitada, achincalhada, humilhada, desonrada e desmoralizada pela maioria. O desleixo é quase absoluto. Os absurdos são constantes e gritantes. A insegurança é avassaladora. Nas ruas e nas quadras. Os sequestros aumentaram. Não se poupa nem mesmo vans escolares. Os arrastões chegaram aos restaurantes. As escolas são sujas, os alunos vão armados e agridem professores. Hospitais e prontos-socorros são autênticos chiqueiros. Os irresponsáveis e imprudentes dominam o complicado trãnsito. As ruas são esburacadas. Aumentou o desemprego. Cresceu a mendicãncia. Muitos enchem a boca para declarar amor por Brasília. Também amo Brasilia. Só que jamais fico omisso diante dos graves problemas que aflingem a população. A balzaquiana Brasília precisa, urgente, de um bom trato, para voltar a ser feliz.”

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