Algumas medidas econômicas que são “óbvias” e Bolsonaro precisa adotar

Resultado de imagem para o petroleo é nosso chargesVanderson Tavares

Se o Brasil realmente cuidasse dos interesses nacionais, toda empresa “estrangeira” que viesse participar de leilão no Brasil ficaria impedida de pegar empréstimo do BNDES. Esse capital de investimento deveria vir de seu país de origem, para ser aplicado no Brasil.

Empresa estrangeira que vier comprar estatal ou poço de petróleo, terá que pagar à vista para realizar a aquisição (sem parcelamentos de décadas e dinheiro do BNDES), porque do jeito que está hoje, até eu posso comprar uma estatal ou uma praça de pedágio.

PRIVATIZAÇÃO – Somente pode ser aceita a privatização de estatais deficitárias e, como ocorria desde sua criação, o BNDES só poderá emprestar dinheiro para empresas nacionais e micro empreendedores, não sendo permitido empréstimo para investimentos/obras em outro país. Todos as operações deverão ser para projetos implantados no Brasil. Além disso, 1/4 dos juros pagos ao BNDES deve ser destinado para saúde, educação e segurança.

O governo precisa obrigar que bancos públicos a operarem com juros baixos (no máximo de 1% ao mês ou 12,7% ao ano), pois com essa medida iria forçar os bancos privados a reduzirem seus juros.

Ao mesmo tempo, é preciso extinguir as agências reguladoras (Anvisa, Anatel, ANP, entre outras), pois não oferecem benefícios à população e viraram cabides de emprego, com altíssimo índice de corrupção e alto custo de recursos públicos.

COMBUSTÍVEIS – O governo deve dar incentivos à produção de equipamentos de conversão de motores para consumo de gás (GNV), de forma a oferecer melhorias ambientais e redução de custos no abastecimento de veículos. Ao mesmo tempo, também incentivos fiscais para as usinas de álcool, para que o combustível chegue mais barato ao consumidor, com maior fiscalização dos preços cobrados nos postos de combustíveis. Macaé, por exemplo, é considerada a cidade do Petróleo, mas seus postos oferecem combustíveis a um preço absurdo.

Como essa política energética, que incluiria incentivos ao biodiesel, o consumo de petróleo cairia expressivamente e a Petrobras poderia se tornar uma grande exportadora de derivados, em função do aumento da produção do pré-sal que ocorrerá nos próximos anos, devido à exploração dos gigantescos campos já descobertos.

GARANTIA DE EMPREGO – Empresas estrangeiras operando no Brasil, deverão oferecer 85% de mão-de-obra aos brasileiros. Hoje, as empresas estrangeiras que operam na exploração do pré-sal estão trazendo mão-de-obra estrangeira e deixando trabalhadores brasileiros “qualificados” desempregados dentro do nosso país, conforme tenho presenciado, pois trabalho neste setor.

Estas são algumas singelas medidas, não tão utópicas, que em muito melhorariam nosso país, até porque são tão óbvias que causa espanto ainda não terem sido adotadas. Com o governo Bolsonaro se diz nacionalista, nossa esperança aumenta.

8 thoughts on “Algumas medidas econômicas que são “óbvias” e Bolsonaro precisa adotar

  1. A nossa legislação quanto a investimentos no país deveria ser igual às de países que comprovadamente por isso estão bem economicamente.

    Essa de achar que o único país do mundo com riquezas , que serão roubadas , já colocou milhões de famílias na miséria, pela falta de emprego.
    Se não se quer o capital aqui, tem centenas de países que o quer.

    É pegar ou largar.

    PS. Quanto a algumas empresas serem estatais , até que é tolerável, o que não pode é monopólio estatal ou privado.

  2. O petróleo foi durante trinta anos dos comunistas tucanalhas e petralhas, já que o Petrolão vem da era FHC. Se cortar o BNDES o primeiro estrago grande é na EMBRAER já que o comprador pode financiar pelo Banco de Desenvolvimento. Se as garantias forem boas não vejo problema, as indústrias brasileiras precisam da ajuda para competir no mercado internacional.

  3. O missivista quer que o governo financie tudo? E quem vai financiar o governo? Não esqueça, que tudo que o governo te toma, devolve apenas 20%. O resto desaparece no esgoto da burocracia pública (inclua-se as propinas e o roubo propriamente dito). Deixa como está que fica bem mais barato.

  4. Quem é o douto economista que está a dar tão sábios conselhos, onde se encontrava nas crises anteriores?
    De medico é de louco todos temos um pouco, mas ultimamente apareceu o economista interior em uma porção de gente, e bota gente nisso.

    • Olá caro Al, não sou economista e muito menos médico. Sou um simples profissional da área offshore, que busca com ideias (que não precisar ser formado em nada, para ter inteligência), oferecendo possíveis sugestões que possam ser analisadas pelos notáveis deste país e colocá-las em práticas.
      Estimo-lhe saúde.

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