Aliados avaliam mudar composição de comissão para sabatinar Eduardo Bolsonaro

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Charge do Iotti (Zero Hora)

Renato Onofre e Amanda Pupo
Estadão

Aliados do governo já discutem a possibilidade da troca de integrantes na Comissão de Relações Exteriores do Senado para tentar uma sabatina – e uma votação – menos hostil ao nome do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Escolhido pelo pai, presidente Jair Bolsonaro (PSL), para assumir a embaixada do Brasil em Washington, o parlamentar precisa do aval da maioria dos senadores para poder assumir a vaga.

Os governistas avaliam que, com a mudança de dois nomes, a indicação de Eduardo teria “boa margem” para passar na comissão. A primeira alteração seria tornar o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), irmão de Eduardo, titular do colegiado. Para isso, o PSDB teria de abrir mão de uma de suas vagas, hoje ocupadas pelos senadores Antonio Anastasia (MG) e Mara Gabrilli (SP). A senadora já disse ser contrária à nomeação, enquanto Anastasia tem evitado se posicionar. A votação na comissão é secreta.

SONDAGEM – O Estado apurou que interlocutores do governo já sondaram o líder do PSDB, Roberto Rocha (MA), sobre a possibilidade de troca. Uma opção seria Flávio substituir Mara no dia da votação da indicação na comissão, já que é seu suplente. A troca independe da vontade dela. A prerrogativa é do líder tucano.

Conforme mostrou o Estado no sábado, dos atuais 17 titulares do colegiado, seis afirmaram ser contrários à indicação, sete se disseram favoráveis, três não quiseram comentar e apenas um não se manifestou.

Outra estratégia dos aliados de Bolsonaro para aumentar os votos pró-Eduardo é ocupar a única cadeira vaga com um senador governista.

LUGAR VAGO – Até agora, o bloco formado por MDB, PP e PRB indicou apenas quatro dos cinco assentos a que tem direito. O líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE), é cotado para o posto. Uma alternativa seria a indicação da senadora Mailza Gomes (PP-AC), que tem dado sinais de apoio público ao governo.

“A indicação ainda não foi formalizada, mas, se for formalizada, o governo tem votos para aprovar tanto na comissão como no plenário”, disse Bezerra.

O governo também quer um relator favorável à indicação. Um dos que já requisitaram a relatoria é o senador Chico Rodrigues (DEM-RR). O parlamentar é aliado de Bolsonaro e emprega em seu gabinete Leonardo Rodrigues de Jesus, o Leo Índio, primo dos filhos do presidente.

DUAS ETAPAS – A indicação de embaixadores tem de passar pelo Senado, em duas etapas. Primeiro, há uma sabatina e uma votação na comissão. Aprovado ou rejeitado, o nome do indicado vai ao plenário do Senado, onde precisa de maioria simples.

Nesta quarta-feira, 17, a comissão começou a “limpar a fila” de indicações de embaixadores que estava parada para poder se concentrar na análise do nome de Eduardo após a volta do recesso parlamentar, em agosto. Foram lidos os pareceres sobre os nomes do governo para representações diplomáticas em quatro países: Malásia, Brunei, Cingapura e Hungria.

De acordo com o presidente da comissão, Nelsinho Trad (PSD-MS), os senadores devem levar ao menos 45 dias para avaliar a indicação de Eduardo a partir do momento em que ela for oficializada. “Não é porque é a do filho do presidente que vai furar a fila”, disse o senador.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Esta “armação” para aprovar o nome de Eduardo Bolsonaro na Comissão pode ter efeito negativo, influenciando o plenário do Senado a se manifestar contrário à nomeação. (C.N.)

13 thoughts on “Aliados avaliam mudar composição de comissão para sabatinar Eduardo Bolsonaro

  1. Até mesmo os que apoiam o presidente Jair Bolsonaro estão contra, inclusive comentaristas nesta TI.

    Não é difícil saber se o ato de nomear o filho Eduardo Bolsonaro seria legal ou não.

    Basta consultar a Lei nº 11.440, art. 41, parágrafo único:

    Art. 41. Os Chefes de Missão Diplomática Permanente serão escolhidos dentre os Ministros de Primeira Classe ou, nos termos do art. 46 desta Lei, dentre os Ministros de Segunda Classe.

    Parágrafo único. Excepcionalmente, poderá ser designado para exercer a função de Chefe de Missão Diplomática Permanente brasileiro nato, não pertencente aos quadros do Ministério das Relações Exteriores, maior de 35 (trinta e cinco) anos, de reconhecido mérito e com relevantes serviços prestados ao País.

    e se perguntar sobre Eduardo Bolsonaro o seguinte:

    É brasileiro nato? Sim.
    É maior de 35 (trinta e cinco) anos? Sim.
    É de reconhecido mérito e com relevantes serviços prestados ao País ? Não.

    Não há relevantes serviços prestados ao país por ele.

    Ou seja, ele não atende a todos os requisitos determinados pelo parágrafo único do art. 41 da Lei nº 11.440.

    Logo, não pode ser nomeado.

    Mas ele pode ser mandado, sim, para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

    Poderá trabalhar lá como cozinheiro, fritando hambúrguer, e cozinhando outras especiarias nas quais também tenha habilidade.

    • Viver numa mansão, fritando hambúrguer, assando pizza, com um pequeno exercito de funcionários, salário dobrado, convidado nos banquetes em Washington, aviao da FAB trazendo mantimentos do Brasil todo mes pra nao faltar acai nas festas rega-bofe…

      Tudo com o dinheiro que o governo do pai vai arrecadar exigindo que se trabalhe muito mais tempo para nos aposentarmos, levando uma mixaria depois de tanto ralarmos nesse Brasil injusto…

      ….. Táokêy?????

      Veremos como os senadores irão responder.

      • PS: pra quem não sabe, há no planeta um bilhão e quatrocentos milhões de indivíduos, sete para cada brasileiro que sabem, ao ver a charge acima, que o Bolzozéro não segura uma espátula de chapa na mão.
        Aquele formato de lâmina esclarece tudo, é uma faca de cortar Lula !!!!

        ‘ êila quá ‘:
        https://tinyurl.com/y5h3jeyu

        Ô clã mequetrefe esse!
        Toda a política do clã é uma mentira sem fim que sustenta-se “metendo a faca” no Lula, o que já era….

        O Minto pelo Mito, quem é o esfaqueado mesmo?

        Semana que vem tem mais, se e que o bicho vai sossegar um pouco depois que o parmêra foi pro saco….

      • Quanto a ele não atender a todos os requisitos determinados pelo parágrafo único do art. 41 da Lei nº 11.440, o que dizer das muitas condecorações que o pai andou espetando no peito dele, desde que assumiu a presidência??

        Sinistro….

      • Acabaste de definir os embaixadores e cônsules brasileiros no exterior. Não trabalham, estão sempre de folga e torram o nosso dinheiro. E, quando precisamos deles nunca nos atendem. Nem por isso concordo com a nomeação do bostinha filho do presidente.

    • Senhor Marcos Franco,

      Com todo respeito, depois que Dias Toffoli fez o que fez o Sr. ainda acredita nesse negócio de leis?

      Eduardo Bolsonaro será aprovado porque os Senadores e os Ministros do STF já se renderam ao PODER da Presidência da República!

      E ainda falam mal do Império do Brasil onde o Imperador tinha muito menos poder…

      Não leve a mal minha intervenção.
      Abraço.

  2. No congresso do ” é dando que se recebe” tudo é possível, menos a Solução para o país, que implica em mandá-los todos de volta para as suas respectivas regiões, para que sejam reis e rainhas lá, se conseguirem, que sejam pesos insuportáveis para a sua própria gente, para os seus próprios pares, e não para o país inteiro.

  3. Caríssimos

    Hoje o velho e respeitado Instituto Rio Branco não passa de um ninho do “gaysismo viral” e mais uma fábrica de militantes de esquerda. Antes de Ernesto Araújo nosso último Chanceler foi o motorista do mais sanguinário guerrilheiro do Brasil, Carlos Marighela. Ontem a realidade da velha diplomacia era assim como a descreve o jornalista Homem de Carvalho nos comentários abaixo (abro aspas). Nada daquilo me surpreende. Enquanto estive no governo assisti e soube de coisas semelhantes, digo eu.

    “É preferível um fritador de hambúrgueres do que um comedor de caviar, faisões e tomador de vinhos caríssimos…

    … Após levantada a questão a respeito do nepotismo (hoje sabemos que não se trata de nepotismo – por ser um cargo político) vamos analisar como o Brasil sempre conduziu seus embaixadores mundo a fora. Vou dar dois exemplos, e duvido que os outros foram diferentes.

    Na minha juventude conheci em Belo Horizonte a família Flecha de Lima inclusive o embaixador Paulo Tasso Flecha de Lima, através de sua tia, dona Déa Flecha de Lima que trabalhava no cerimonial do Palácio da Liberdade. Servidora temida por todos, ela era tia do embaixador Paulo Tasso que a colocou para trabalhar com Francelino Pereira, ex-governador de MG. Dona “Deinha” não tinha papas na língua e entregava todo mundo, até a família.

    Paulo de Tasso, um cara bobo que não gostava de falar com qualquer um foi Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores e Embaixador do Brasil em Londres, Washington e Roma.

    Sua esposa, Lúcia, foi Secretária de Turismo do Distrito Federal, mas foi em Londres que ela se tornou uma locomotiva do jet-set internacional – “uma social climber”. Fez amizade rapidinho com Lady Di que abriu as portas do mundo dos ricos e famosos e com ela tomava chá em companhia de dona Lily Safra, viúva do dono Banco Safra, Edmund Safra e outras figuras da realeza britânica. Muito charmosa e bonita, Lúcia vivia uma vida nababesca em Londres. Conhecida pelos badalados jantares, a embaixatriz torrava o dinheiro do povo brasileiro, sem a menor cerimônia e decorava a embaixada com obras e adornos suntuosos.

    Paulo de Tasso foi então convidado a assumir a embaixada em Washington e na embaixada a embaixatriz recebia a aristocracia britânica, inclusive Lady Di que se tornou amiga íntima da família. Nessa época Lúcia já era conhecida e muito falada, por sua fama, elegância, sucesso, graças ao nosso dinheirinho. Paulo de Tasso era um zero a esquerda, mas ávido por dinheiro.

    Anos se passaram e os Flexa de Lima foram transferidos para a embaixada do Brasil mais bonita no exterior, O Palácio Pamphilj perto do vaticano construído entre 1644, que abrigava um acervo de arte de dar inveja a qualquer museu europeu. Mas a embaixatriz, não gostou do que viu e resolveu reformar o Palácio assim que chegou. Chamou o arquiteto Luciano de Lima, e em primeiro lugar fez de um quarto, um armário especial para acomodar o imenso guarda-roupa com peças de Valentino, Giorgio Armani e Guilherme Guimarães, sem fazer idéia do número de sapatos que tinha. E não satisfeita reclamava de não receber um salário do Itamaraty para pagar as despesas com suas roupas. Engana-me que eu gosto, embaixatriz…

    De cara, e contando com um baita orçamento do governo brasileiro, a dona Lúcia, comandou 25 pedreiros, 20 restauradores, 8 pintores e 5 eletricistas durante oito meses, para a reforma da sede da embaixada brasileira em Roma, projetada no século XVII, cujo prédio abrigava obras de artes únicas em 18 salões no estilo barroco italiano.

    Foi gasto milhões nessa reforma. Entende agora porque eu prefiro um fritador de hambúrguer?

    Enquanto isso o Brasil estava na merda, mas a madame embaixatriz tava nem ai. Ela ainda preparou uma megafesta para comemorar seu niver de 60 anos, a reinauguração da fachada principal do palácio e os 500 anos de descobrimento do Brasil. A Piazza Navona, onde fica a embaixada, foi palco de um grande show de Caetano Veloso e Daniela Mercury.

    Entre os convivas do casal estavam o presidente Fernando Henrique Cardoso (esse homem me dá asco!) e o presidente da Itália, Carlo Ciampi, estrelas do futebol como Ronaldinho, Cafu, Antônio Carlos e Aldair, além de artistas e autoridades locais. Lúcia tornou-se estrela do mundo diplomático e do high-society internacional por colecionar amizades de milionários de primeira grandeza. Mas, quem pagou o cachê desses artistas? Somado ao transporte, hospedagem, alimentação e passagens? Fomos nós, padecendo da falta de saúde, habitação, saneamento, escolas, creches etc.

    De onde vinha tanto poder e por que o cara só era mandado para as principais embaixadas do país? Afinal não se torna embaixador nos EUA, Londres, Itália a troco de nada. O itamaraty é um antro de politiqueiros, intrigueiros e por ai vai…

    Esse poder surgiu com a estreita amizade da embaixatriz com o poderoso Antônio Carlos Magalhães. Ele mandava e desmandava no Brasil, em políticos, governadores, prefeitos e claro, no presidente da República a época FHC.

    Dizem que quando se convive muito com uma pessoa vc acaba parecendo com ela. No caso, foi um filho de Lúcia que por coincidência, nasceu com a cara de Luiz Eduardo Magalhães, filho do ex-governador da Bahia, que morreu de infarto enquanto corria em Brasília. A morte de Luís Eduardo Magalhães em abril de 1998 foi um golpe para Lúcia que também o considerava um filho.

    Paralelamente a diplomacia, o embaixador cuidava de sua deslumbrante fazenda nos arredores de Brasília de onde saia algodão para ser exportado para vários países. Numa das últimas festas que o casal ofereceu aos amigos, 25 aviões particulares estavam no aeroporto privado da propriedade, incluindo 4 jatinhos.

    Na verdade, o fato mais triste de tudo isso era que o casal tinha um filho autista, que raramente era visto com a família, mas mesmo assim o embaixador o nomeou chefe de seu gabinete, como se o jovem era impúbere? Pai não faz isso! Esse rapaz morreu numa mesa de operação quando tentava fazer uma cirurgia bariátrica. Ele era obeso, fato muito comum entre autistas. O único remédio chama-se carinho.

    Está vendo porque confio mais na humildade e honestidade do fritador de humburger!

    Outro diplomata gastador e inútil foi Sérgio Amaral. Amigo pessoal de FHC ele também foi para os Estados Unidos, e quando voltou foi Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil.

    Também tinha um belo sítio na periferia nobre de Brasília, e para lá iam amigos que hoje estão na cadeia. Trazia de tapete persa a computadores para os mais chegados usando a prerrogativa do passaporte diplomático.

    Na verdade, a maioria dos embaixadores, se aposenta rico e não abre mão do luxo a que foi acostumado.

    Resumindo, o fritador de hamburger, certamente, não vai ter um AVC de tanto comer caviar, como foi o caso embaixador Flecha de Lima. Eduardo Bolsonaro será mais humilde e honesto – já ta de bom tamanho.”

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