Aliados e adversários de Temer já discutem nomes para disputar a eleição indireta

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Charge do Frank (A Notícia)

Pedro Venceslau, Vera Rosa e Lucas Baldez
Estadão

Enquanto o núcleo duro do Palácio do Planalto adota o discurso de que apenas a permanência do presidente Michel Temer pode garantir a governabilidade e aprovar as reformas trabalhista e da Previdência, aliados e adversários do peemedebista já debatem nos bastidores qual o perfil ideal e os nomes mais viáveis para a eventualidade de uma eleição indireta. Existem alguns consensos nos dois lados. O primeiro é que qualquer decisão passará pelas reformas trabalhista e da Previdência. O segundo é que dificilmente um nome de fora da política terá força para construir uma maioria entre os deputados e senadores que formarão um possível colégio eleitoral.

Em caráter reservado, líderes da base governista dizem que a eleição de um presidente-tampão teria a mesma dinâmica de uma disputa pela Mesa Diretora da Câmara. Ou seja: tem mais chance de vencer quem tiver trânsito nas bancadas e condições de oferecer cargos.

MAIA DESPONTA – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), desponta como uma opção. Dois deputados da linha de frente da oposição disseram ao Estado que estiveram com Maia e ouviram dele a promessa de apoiar versões brandas das reformas.

Os pontos centrais ficariam para depois de 2018. Pesa contra o presidente da Câmara, porém, o fato de ser investigado na Lava Jato, o que poderia gerar instabilidade. Procurado, Maia negou os encontros e disse que não tratou do assunto “com ninguém”.

“A oposição vai apoiar o candidato que se comprometer a deixar ambas reformas para depois de 2018”, disse o deputado Orlando Silva (PC do B-SP).

É justamente neste ponto que políticos leais a Temer se apegam para difundir a tese do perigo de se trocar novamente o governo em pouco mais de um ano. “É um desserviço ao País e uma leviandade discutir nomes. Deviam todos estar preocupados em fazer as reformas”, disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

ELEIÇÃO FECHADA – Dirigentes do DEM dizem que, caso haja uma eleição indireta, os parlamentares não aprovarão nenhum nome fora do Congresso para disputar a vaga. “O maior eleitor, na eleição indireta, chama-se Rodrigo Maia”, disse um integrante do partido. “Resta saber se terá condições de ser”, emendou, em uma referência às investigações da Lava Jato contra ele.

Fiador das reformas, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), é apontado como uma opção “híbrida”. Seria bem recebido pelo mercado, não é investigado na Lava Jato e é considerado um bom articulador político. Seu nome tem a simpatia de Temer e não sofre resistências no PSDB, principal aliado do governo, mas que, ao menos por ora, diz preferir um nome da sigla.

Uma ala do partido prega o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e outra, a do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Para atrair os tucanos, Meirelles precisaria se comprometer a não disputar a reeleição em 2018.

DO JUDICIÁRIO – Em outra frente, parlamentares governistas, da oposição e especialistas ventilam a ideia de um nome de peso do Judiciário. Essa seria uma saída institucional que impediria uma guerra fratricida da base e teria a simpatia da opinião pública. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim são os mais mencionados para assumir a Presidência.

Regras. Há dúvidas, porém, sobre a candidatura de alguém sem vinculação partidária ou que tenha cargo público. Embora prevista na Constituição, a eleição indireta nunca teve as suas regras regulamentadas pelo Congresso. “Existem mais incertezas do que certezas. Temos alguma experiência em nível estadual, mas desde 1988 nunca tivemos eleições indiretas para presidente.”, afirma Thomaz Pereira, professor de Direito Constitucional da FGV-Rio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O texto da matéria é mais comedido. Porém, foi ilustrado com uma série despropositada de fotos, que incluem os também possíveis presidenciáveis Gilmar Mendes, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Lula, Ciro Gomes, Marina Silva, Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado. Como se vê, esqueceram o Tiririca, que não recebeu propina de ninguém e tem um slogan matador, porque “pior não fica”. (C.N.)

17 thoughts on “Aliados e adversários de Temer já discutem nomes para disputar a eleição indireta

  1. Não, não é possível! Meirelles deve ser erradicado da vida pública. Ora, por quê? Porque, depois da armação JBS, ficou claro ser ele um dos maiores envolvidos nisso tudo. Foi do Banco Central, na (des)administração Lulla, foi ministro da fazenda (assim, com letra minúscula), na (des)administração Dilma, depois, saindo dos (des)governos lullopetistas foi para a Presidência do Conselho de Administração da … JBS. Pode!? Saindo dali, foi para o Ministério da Fazenda do Temer, participando de um governo sobre o qual foi armado um “esquemão” por seu ex- empregador e ex-patrões, JBS e lullopetistas, sem ele saber? Ora, convenhamos, algo errado há!

  2. O Brasil é um país que qualquer pessoa no mundo não consegue imaginar do que é capaz quanto à corrupção e desonestidade!

    Manchete da RBS agora, neste momento, noticia o lema dos ladrões, obviamente contrários à Lava-Jato:
    “MEXEU COM UM, MEXEU COM TODOS!!!

    http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/politica/noticia/2017/05/advogados-de-politicos-se-unem-contra-a-lava-jato-mexeu-com-um-mexeu-com-todos-9798049.html

    Certamente jamais houve qualquer enredo literário ou cinematográfico que caracterizasse mesmo que de longe, a realidade brasileira neste sentido, de ladrões, corruptos, desonestos e assassinos, se unirem contra a Lei!!!

    Ah, a reunião evidentemente feita em um famoso restaurante, e paga com o dinheiro do povo!!!

  3. A que ponto chegamos, deputados querendo Rodrigo Maia como opção, pobre deste país, está sendo governado por um bando de ladróes, não vejo solução, é difícil discernir quem é qualificado para assumir este país.

  4. No caso de eleição indireta, o recomendável é buscá-lo na “reserva moral da nação”, se ainda tiver sobrado alguém, de preferencia que nunca tenha sido político ou dirigente de banco.

  5. Com certeza um político, digamos assim, honesto, não terá a mínima chance de ser eleito.
    Os “eleitores”, em sua graaande maioria, estão envolvidos até o pescoço.

    Quanto a Nelson Jobim, sai satanás…..

  6. Os apressadinhos da imprensa brasileira estão levando factoides para o povo.Apenas Rodrigo Maia e Tasso foram ventilados,o resto é para encher a linguiça.
    Quanto ao Tasso, dificilmente aceitará,pois ele não aceita intervenção nos nomes de sua escolha para o ministério,isto é.não aceita apadrinhamento.Foi assim nos três governos seu no Ceará, e como presidente não seria diferente.

    Abraço.

  7. Em tempo, antes que eu me esqueça…;.já ficou esclarecido que quem pediu o Temer para receber o dono da JBS, foi o ministro Meirelles.

    Como costuma dizer o Moderador, com amigos assim, ninguém precisa de inimigos….

  8. Daqui não saio, daqui ninguém me tira
    Daqui não saio daqui ninguém me tira
    Onde é que eu vou morar?
    O senhor tem paciência de esperar
    Inda mais com quatro filhos
    onde que que vou parar?
    Sei que o senhor tem razão de querer
    a casa pra morar, mas onde eu vou ficar?
    Nesse mundo ninguém perde por esperar
    Mas já dizem por ai, que a vida vai melhorar.

    Marchinha carnavalesca cantada no planalto
    pelo coro dos enlameados.

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