Alianças estaduais diferem, em muitos casos, das coligações no plano federal

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Charge do Kayser (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

É exatamente isso o que está acontecendo em grande número dos estados da Federação: as coligações para governador são diferentes das coligações para a presidência da República. Reportagem de Jeferson Ribeiro e Marco Grillo, edição de ontem de O Globo, focaliza o assunto e serve de base para uma análise em torno do tema vinculado às eleições deste ano. São muito comuns os casos, inclusive se baseiam na força partidária estadual, colidindo com compromissos políticos no plano da União. São dados como exemplo os casos marcados pelas candidaturas Garotinho, Romário, João Dória e Bolsonaro.

Por exemplo. 36% dos que apoiam Romário, no RJ, estão dispostos a votar em Bolsonaro para presidência da pública. Uma fração de 23%, engajada na campanha de João Dória para o governo de São Paulo afirma-se favorável a Lula, mesmo que a candidatura do ex-presidente seja afastada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Mas há também o caso de 28% dos que estão com João Dória preferem votar em Bolsonaro.

CONTRADIÇÕES – Como os partidos vão reagir diante de tais contradições? É uma pergunta a ser decidida na prática. Até porque as legendas partidárias não significam compromisso maior entre os candidatos e eleitores.

Entretanto, as direções dos partidos, pelo desenrolar dos fatos, não deram ainda importância maior as contradições colocadas no palco político do país. Talvez mesmo o problema não tenha solução porque os candidatos em seus redutos não vão poder impor fidelidade entre as coligações federais e as alianças de fato nas áreas estaduais.

Mas as divergências têm importância muito grande e podem mudar o curso das disputas nos estados. O caso de João Dória é típico: ele tem de apoiar Geraldo Alckmin já que os dois são do PSDB. Mas o candidato tucano não terá condições de se apresentar de forma hostil ao posicionamento que Lula vier a adotar.

TAMBÉM NO RIO – No Rio de Janeiro, confusão semelhante está potencializada nos debates políticos, diante de contradições e choques entre as campanhas para o Palácio Guanabara e o Palácio do Planalto. As dificuldades terão que ser superadas, mas até agora não se sabe como, porque não existem sinais para tentar aplainar as divergências entre uma eleição e outra. É um problema a ser decifrado pela divisão do tempo partidário na TV. Ocorrerão casos em que, no espaço que cabe a um partido ou coligação, o candidato estadual poderá anunciar seu vínculo com um candidato de outro partido. Como resolver essa questâo?

A reportagem de O Globo fala em fusão política com eleitores ignorando alianças e escolhendo duplas diferentes de um plano e outro.

Dentro do princípio de que apoio não se rejeita,t surge um quadro bastante complicado tanto para os candidatos, sobretudo quanto aos eleitores.

2 thoughts on “Alianças estaduais diferem, em muitos casos, das coligações no plano federal

  1. É mais um indício veemente de que, na política brasileira, os interesses, especialmente os financeiros, são os adesivos que costuram as coalizões. Por aqui, isso é o que se chama ideologia e compromisso com a nação!

  2. Estes tipos de cosias jamais desaparecerão da nossa política, porque votamos em gente e não em ideias. A coisa é tão feia que até em partidos que se dizem ideológicos, como os radicais de esquerda as alianças “absurdas’ acontecem. Tal tipo de aberração só acaba com o fim dos partidos que tem donos e não programa e ideologia, mas será que um dia tal coisa via acontecer? Duvido muito

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