Alianças estaduais nem sempre coincidem com alianças para eleição presidencial

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro do Coutto

Praticamente na reta final da campanha eleitoral, surgem alianças para governadores de estado que muitas vezes não coincidem e até colidem com os acordos partidários no plano federal. O tema é objeto de reportagem de Amanda Almeida, Eduardo Presciani e Daniel Gracetto, em O Globo de ontem.

Essa reportagem destaca que em 7 estados as correntes do PSDB abandonaram praticamente o candidato Geraldo Alckmin e passaram a apoiar Jair Bolsonaro. Os estados são: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Sergipe. A razão desse deslocamento vem do fato de que nesses estados Alckmin perde para Bolsonaro.

SÃO PAULO E MINAS – O exemplo é marcante sobretudo porque o novo desalinhamento tucano refere-se aos dois principais colégios eleitorais brasileiros. São eles São Paulo e Minas Gerais.

O dado é profundamente contrário à candidatura do ex-governador paulista, que assim vê reduzidas as chances de conseguir alcançar o segundo turno. As composições estaduais são uma consequência das pesquisas do Ibope e Datafolha e acentuam a tendência das legendas em se unir ao candidato mais votado nas esferas estaduais. Essa tendência não é exclusiva do PSDB nesta altura da corrida eleitoral.

Tampouco não se relaciona com a candidatura do PT liderada por Fernando Haddad. Verifica-se assim nos 7 estados uma distância menor entre o PSDB e o PSL. Isso porque não há notícia de qualquer aliança estadual entre a legenda dos tucanos com a candidatura do PT.

SETE PONTES – Tenho a impressão que as sete pontes estaduais dão margem a uma aproximação entre o pensamento do centro e o desempenho da direita, representada esta por Jair Bolsonaro.

A reportagem expõe uma situação bastante contrária para o ex-governador paulista. Pois no momento que Alckmin mais precisaria de apoio, grande parte dos votos das sete unidades da Federação escapam de suas mãos e se deslocam para Bolsonaro, o que leva a crer que nos sete colégios eleitorais é mais fácil transferir votos para o PSL e receber sufrágios da legenda de Bolsonaro do que partir para obter reflexos positivos se mantivessem apoio ao candidato presidencial do PSDB.

Sem dúvida, representam dissidências dentro do próprio território Tucano. Um problema para Alckmin. Talvez insolúvel nesta altura da maratona. Vamos ver o que revelará a pesquisa do Datafolha anunciada para sexta-feira, amanhã.

5 thoughts on “Alianças estaduais nem sempre coincidem com alianças para eleição presidencial

  1. No segundo turno o brasileiro irá decidir se quer um condenado presidiário comandando o Brasil e soltando todos os corruptos com o fim da Lava Jato ou quer a reconstrução de um País estraçalhado.

    B17

  2. O PSDB está colhendo oque vem plantando desde
    sempre. Um partido que sempre teve um enorme descaso com as aspirações da população.
    Em 2002 foi impressionante o “corpo mole” do Presidente FHC com a candidatura do candidato José Serra. Tudo levava a crer que o candidato preferido do FHC era e sempre foi o Lulla.
    E assim foi, um partido desunido, tomando uma surra atrás da outra dos petralhas. Em 2016, uma movimentação praticamente espontanea da população sustentou o impeachment da pior peresidente da história. E o papel do PSDB, sempre dúbio, fazendo um apoio envergonhado ao impeachment e ao governo Temer.
    E agora ao invés de assumir posições corajosas de ter ajudado a derrubar o governo petralha, fica tirando o corpo fora querendo ser oposição ao Temer. Seria muito mais fácil e corajoso declarar que se a Dilma não tivesse sido derrubada a situação estaria muito pior do que está.
    E a omissão tucana com relação a temas que ameaçam valores tão caros a sociedade brasileira tais como a ideologia de genero que busca relativizar até mesmo a pedofilia e outras propostas absurdas de invasão de propriedades privadas. Então o crescimento do Bolsonaro, apesar de toda sua fraqueza em termos de projeto para o país não é um acidente, é resultado direto do comportamento politico de partidos como o PSDB que nunca souberam fazer uma oposição de verdade.
    E o resultado disso tudo é uma radicalização indesejada no país de 2 extremos que poderão ter conseguencias imprevisíveis. 2 acontecimentos recentes podem ser apenas o inicio de coisas muito peiores: O próprio atentado contra o Bolsonaro e o espancamento de uma garota ativista que estava promovendo um movimento chamado de ELE NãO!
    Infelizmente não precisa ser nenhum profeta para prever que as coisas tendem a piorar muito mais do que está. E isso é resultado direto de anos de desgoverno de covardia e de descaso por parte da classe politica, principalmente do PSDB.

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